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	<title>Alvorecer &#187; Biografias</title>
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		<title>Biografia</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 00:05:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zagalima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Biografia (grego: Bioypaqía, de Bio &#8211; bíos, vida e ypaqía – gráphein, escrever)   é um gênero literário em que o autor narra a história da vida de uma   pessoa ou de várias pessoas. De um modo geral as biografias contam a   vida de alguém depois de sua morte, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/biografia.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2125" style="margin: 3px;" title="biografia" src="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/biografia.jpg" alt="" width="400" height="295" /></a>A <strong>Biografia</strong> (grego: <strong>Bioypaqía</strong>, de <em>Bio &#8211; bíos, vida</em> e <em>ypaqía – gráphein, escrever</em>)   é um gênero literário em que o autor narra a história da vida de uma   pessoa ou de várias pessoas. De um modo geral as biografias contam a   vida de alguém depois de sua morte, mas na atualidade isso vem mudando.</p>
<p>Em certos casos a biografia inclui aspectos da obra dos biografados,  como por exemplo Plutarco, em suas <em>Bíoi parálleloi</em> (<em>Vidas paralelas</em>), numa abordagem muitas vezes de um ponto de vista crítico e não apenas historiográfico. Em francês o termo <em>biographie</em> é documentado em 1721; no inglês a palavra <em>biography</em> foi documentada em 1791 e na forma <em>biographia</em> já em 1683; em espanhol <em>biografía</em> e em português <em>biografia</em> aparecem somente na segunda metade do século XIX.</p>
<p>Aqui estão algumas Biografias de personagems relacionados ao Espiritsmo, ou Apometria.</p>
<p>Texto extraído da Biblioteca Wikipédia Portuguesa.</p>
<p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Biografias</p>
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		<title>Emmanuel</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Dec 2010 00:25:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zagalima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Emmanuel, exatamente assim, com dois &#8220;m&#8221; se encontra grafado o nome do espírito, no original francês &#8220;L&#8217;Évangile Selon le Spiritisme&#8221;, em mensagem datada de Paris, em 1861 e inserida no cap. XI, item 11 da citada obra, intitulada &#8220;O Egoísmo&#8221;.
O nome ficou mais conhecido, entre os espíritas brasileiros, pela psicografia do médium mineiro Francisco Cândido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/Emmanuel-full1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1925" style="margin: 3px;" title="Emmanuel-full[1]" src="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/Emmanuel-full1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Emmanuel, exatamente assim, com dois &#8220;m&#8221; se encontra grafado o nome do espírito, no original francês &#8220;L&#8217;Évangile Selon le Spiritisme&#8221;, em mensagem datada de Paris, em 1861 e inserida no cap. XI, item 11 da citada obra, intitulada &#8220;O Egoísmo&#8221;.</p>
<p>O nome ficou mais conhecido, entre os espíritas brasileiros, pela psicografia do médium mineiro Francisco Cândido Xavier. Segundo ele, foi no ano de 1931 que, pela primeira vez, numa das reuniões habituais do Centro Espírita, se fez presente o bondoso espírito Emmanuel.</p>
<p>Descreve Chico: &#8220;Via-lhe os traços fisionômicos de homem idoso, sentindo minha alma envolvida na suavidade de sua presença, mas o que mais me impressionava era que a generosa entidade se fazia visível para mim, dentro de reflexos luminosos que tinham a forma de uma cruz.&#8221;</p>
<p>Convidado a se identificar, apresentou alguns traços de suas vidas anteriores, dizendo-se ter sido senador romano, descendente da orgulhosa &#8220;gens Cornelia&#8221; e, também sacerdote, tendo vivido inclusive no Brasil.</p>
<p>De 24 de outubro de 1938 a 9 de fevereiro de 1939, Emmanuel transmitiu ao médium mineiro as suas impressões, dando-nos a conhecer o orgulhoso patrício romano Públio Lentulus Cornelius, em vida pregressa Públio Lentulus Sura, e que culminou no romance extraordinário: Há Dois Mil Anos.</p>
<p>Públio é o homem orgulhoso, mas também nobre. Roma é o seu mundo e por ele batalha. Não admite a corrupção, mostrando, desde então, o seu caráter íntegro. Intransigente, sofre durante anos a suspeita de ter sido traído pela esposa a quem ama. Para ela, nos anos da mocidade, compusera os mais belos versos: &#8220;Alma gêmea da minhalma/ Flor de luz da minha vida/ Sublime estrela caída/ Das belezas da amplidão&#8230;&#8221; e, mais adiante: &#8220;És meu tesouro infinito/ Juro-te eterna aliança/ Porque eu sou tua esperança/ Como és todo o meu amor!&#8221;</p>
<p>Tem a oportunidade de se encontrar pessoalmente com Jesus, mas entre a opção de ser servo de Jesus ou servo do mundo, escolhe a segunda.</p>
<p>Não é por outro motivo que escreve, ao início da citada obra mediúnica: &#8220;Para mim essas recordações têm sido muito suaves, mas também muito amargas. Suaves pela rememoração das lembranças amigas, mas profundamente dolorosas, considerando o meu coração empedernido, que não soube aproveitar o minuto radioso que soara no relógio da minha vida de Espírita, há dois mil anos.&#8221;</p>
<p>Desencarnou em Pompéia, no ano de 79, vítima das lavas do vulcão Vesúvio, cego e já voltado aos princípios de Jesus.</p>
<p>Cincoenta anos depois, no ano de 131, ei-lo já de retorno ao palco do mundo. Nascido em Éfeso, de origem judia, foi escravizado por ilustres romanos que o conduziram ao antigo país de seus ascendentes. Nos seus 45 anos presumíveis, Nestório mostra no porte israelita, um orgulho silencioso e inconformado. Apartado do filho, que também fora escravizado, tornaria a encontrá-lo durante uma pregação nas catacumbas onde ele, Nestório, tinha a responsabilidade da palavra. Cristão desde os dias da infância, é preso e, após um período no cárcere, por manter-se fiel a Jesus, é condenado à morte.</p>
<p>Junto com o filho, Ciro, e mais uma vintena de cristãos, num fim de tarde, foi conduzido ao centro da arena do famoso circo romano, situado entre as colinas do Célio e do Aventino, na capital do Império. Atado a um poste por grossas cordas presas por elos de bronze, esquelético, munido somente de uma tanga que lhe cobria a cintura, até os rins, teve o corpo varado por flechas envenenadas. Com os demais, ante o martírio, canta, dirigindo os olhos para o Céu e, no mundo espiritual, é recebido pelo seu amor, Lívia.</p>
<p>Pelo ano 217, peregrina na Terra outra vez. Moço, podemos encontrá-lo nas vestes de Quinto Varro, patrício romano, apaixonado cultor dos ideais de liberdade.</p>
<p>Afervorado a Jesus, sente confranger-lhe a alma a ignorância e a miséria com que as classes privilegiadas de Roma mantinham a multidão.</p>
<p>O pensamento do Cristo, ele sente, paira acima da Terra e, por mais lute a aristocracia romana, Varro não ignora que um mundo novo se formava sobre as ruínas do velho.</p>
<p>Vítima de uma conspiração para matá-lo, durante uma viagem marítima, toma a identidade de um velho pregador de Lyon, de nome Corvino. Transforma-se em Irmão Corvino, o moço, e se torna jardineiro. Condenado à decapitação, tem sua execução sustada após o terceiro golpe, sendo-lhe concedida a morte lenta, no cárcere.</p>
<p>Onze anos após, renasce e toma o nome de Quinto Celso. Desde a meninice, iniciado na arte da leitura, revela-se um prodígio de memória e discernimento.</p>
<p>Francamente cristão, sofreu o martírio no circo, amarrado a um poste untado com substância resinosa ao qual é ateado fogo. Era um adolescente de mais ou menos 14 anos.</p>
<p>Sua derradeira reencarnação se deu a 18 de outubro de 1517 em Sanfins, Entre-Douro-e-Minho, em Portugal, com o nome de Manoel da Nóbrega, ao tempo do reinado de D. Manoel I, o Venturoso.</p>
<p>Inteligência privilegiada, ingressou na Universidade de Salamanca, Espanha, aos 17 anos. Aos 21, está na faculdade de Cânones da Universidade, onde freqüenta as aulas de direito canônico e de filosofia, recebendo a láurea doutoral em 14 de junho de 1541.</p>
<p>Vindo ao Brasil, foi ele quem estudou e escolheu o local para a fundação da cidade de São Paulo, a 25 de janeiro de 1554. A data escolhida, tida como o dia da Conversão do apóstolo Paulo, pretende-se seja uma homenagem do universitário Manoel da Nóbrega ao universitário Paulo de Tarso.</p>
<p>O historiador paulista Tito Lívio Ferreira, encerra sua obra &#8220;Nóbrega e Anchieta em São Paulo de Piratininga&#8221; descrevendo: &#8220;Padre Manoel da Nóbrega fundara o Colégio do Rio de Janeiro. Dirige-o com o entusiasmo de sempre. Aos 16 de outubro de 1570, visita amigos e principais moradores. Despede-se de todos, porque está, informa, de partida para a sua Pátria. Os amigos estranham-lhe os gestos. Perguntam-lhe para onde vai. Ele aponta para o Céu.</p>
<p>No dia seguinte, já não se levanta. Recebe a Extrema Unção. Na manhã de 18 de outubro de 1570, no próprio dia de seu aniversário, quando completava 53 anos, com 21 anos ininterruptos de serviços ao Brasil, cujos alicerces construiu, morre o fundador de São Paulo.</p>
<p>E as últimas palavras de Manoel da Nóbrega são: &#8216;Eu vos dou graças, meu Deus, Fortaleza minha, Refúgio meu, que marcastes de antemão este dia para a minha morte, e me destes a perseverança na minha religião até esta hora.&#8217;</p>
<p>E morreu sem saber que havia sido nomeado, pela segunda vez, Provincial da Companhia de Jesus no Brasil: a terra de sua vida, paixão e morte.&#8221;</p>
<p>Fonte: Federação Espírita do Paraná &#8211; www.feparana.com.br</p>
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		<title>Ramatís</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Dec 2010 00:08:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zagalima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ramatís, ou Swami Rama-Tys, é uma presença polêmica no mundo espírita, com obras psicografadas que abrangem inúmeros aspectos das atividades espirituais. Os textos vão desde fatos da vida de Cristo à bomba atômica e se constituem em uma leitura que revela um caminho de luz acessível a todos.
- Alex Alprim -
Para conhecermos melhor a história [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/grossdefijt031.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1921" style="margin: 3px;" title="grossdefijt03[1]" src="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/grossdefijt031-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Ramatís, ou Swami Rama-Tys, é uma presença polêmica no mundo espírita, com obras psicografadas que abrangem inúmeros aspectos das atividades espirituais. Os textos vão desde fatos da vida de Cristo à bomba atômica e se constituem em uma leitura que revela um caminho de luz acessível a todos.</p>
<p>- Alex Alprim -</p>
<p>Para conhecermos melhor a história de Ramatís, precisamos retroceder até o século 11, na região que viria a ser conhecida como Indochina, e que na época era dominada pelo império chinês. Do amor entre um hindu e uma chinesa, nasceu uma criança que iria se tornar um grande ser de luz. Tinha cabelos negros, pele cor de cobre e olhos castanho-escuros, iluminados.</p>
<p>Pouco se sabe de sua infância. Alguns parcos registros relatam que desde tenra idade ele possuía grande sabedoria, uma vez que já a carregava há várias encarnações. Ele iria estimular as almas a conhecer a &#8220;Verdade&#8221;.</p>
<p>A criança cresceu e se tornou um verdadeiro guru, ingressando em um dos muitos santuários iniciáticos da Índia. Entretanto, em encarnações anteriores, diz-se que ele já tinha sido o grande matemático e filósofo Pitágoras (cerca de 570 &#8211; 496 a.C.) , bem como Filon de Alexandria (cerca de 30 a.C. &#8211; 40 d.C.), um filósofo judeu responsável pela famosa Biblioteca de Alexandria. Nesse mesmo período, ele desfrutou da companhia inesquecível do mestre Jesus Cristo. Encarnou igualmente como Koot-Humi, um dos mentores de Helena Petrovna Blavatsky (1831 &#8211; 1891), a fundadora da Sociedade Teosófica.</p>
<p>Em época ainda mais recuada, ele viveu na Atlântida,.quando conheceu o espírito que seria conhecido como Alan Kardec, e com o qual se encontraria novamente em sua passagem pelo Egito, no templo do faraó Mernefta, filho de Ramsés; no Egito, Ramatís era então o sacerdote Amenófis.</p>
<p>Ao longo de suas encarnações, Ramatís sempre teve contato com os grandes sábios de cada era. Em sua vida na Grécia Antiga, no período em que ela estava em plena ebulição cultural, segundo informam algumas psicografias, ele já tinha conhecimento da imortalidade da alma, da purificação através de sucessivas reencarnações, e seus ensinamentos buscavam mostrar as nítidas vantagens de espiritualizar a vida. Ainda cultivava a música, a matemática e a astronomia. Nessa época, ele começou os estudos sobre o deslocamento dos astros e conclui que a Ordem Superior domina o Universo.</p>
<p>Em sua encarnação como Ramatís, ele se distinguiu como grande sábio, tendo feito parte da história da Índia no período da invasão dos arianos, por volta do século 4 a.C. Diz-se ainda que ele teria participado dos acontecimentos narrados no conto épico conhecido como Ramaiana.</p>
<p>Nessa ocasião, realizou seus estudos iniciáticos na China. Posteriormente, fundou um pequeno templo na Índia, sendo adepto da tradição de Rama. Desencarnou jovem, pois sua missão já havia sido cumprida.</p>
<p>Depois disso, no Plano Superior das Inteligências Espirituais, filiou-se definitivamente a um grupo de trabalhadores espirituais conhecido como Templários das Cadeias do Amor. Trata-se de um agrupamento nas colônias invisíveis do Além, que se dedica a trabalhos ligados à corrente oriental de pensamento.</p>
<p>O nome Ramatís (Rama &#8211; Tis), ou Swami Rama Tys, como era conhecido em sua época, é uma designação de sua hierarquia e dinastia espiritual. Rama é o nome que se dá à própria divindade, o Criador, cuja força criadora emana para as nossas vidas quando pronunciado corretamente; é um poderoso mantra que ativa os princípios masculino e feminino contidos no Universo. A saudação se torna plena, ativando a semente divina interior, quando se pronuncia Ramaatis.</p>
<p>Os Discípulos de Ramatís</p>
<p>O templo que ele fundou foi erguido por seus primeiros discípulos. Nesse local, ele ministrou e aplicou todos os conhecimentos adquiridos até aquela vida. Diz-se que as pedras usadas em sua construção receberam energias especiais, fruto da evolução de cada discípulo no caminho por ele delineado.</p>
<p>Muitos desses discípulos estão hoje encarnados em nosso mundo. Em sua última estada na esfera física, Ramatís teve setenta e dois discípulos, vindos das mais diversas linhas religiosas e espiritualistas do Egito, Índia, Grécia, China e até mesmo da Arábia; todos queriam ir além e unir-se à irmandade que Ramatís formara.</p>
<p>Após sua passagem, muitos deles não conseguiram se manter dentro do padrão iniciático original, e decaíram. Apenas dezessete conseguiram envergar a simbólica &#8220;Túnica Azul&#8221; (o domínio da Vontade) e atingir o último grau do ciclo iniciático em seus invólucros físicos.</p>
<p>Mas em seu trabalho espiritual, Ramatís teve contato com os outros discípulos e muitos, ao longo de suas vidas físicas, retornaram ao seio dos seus ensinamentos. Existem vinte e seis adeptos que estão no Espaço Espiritual (desencarnados), cooperando nos trabalhos da &#8220;Ordem da Cruz e do Triângulo&#8221;; outros se espalharam pela Terra. Sabe-se que dezoito reencarnaram no Brasil, seis nas Américas, e outros, na Europa e Ásia.</p>
<p>Dos dezoito que reencarnaram no Brasil, um deles, Atanagildo, já desencarnou e encarnou novamente, no estado de São Paulo. Outro desencarnado, o professor Hercílio Maes, é considerado um dos que mais contribuiu para a obra de Ramatís no Brasil, tendo publicado vários livros psicografados com mensagens do seu mestre. Outros são: Demétrius, chefe espiritual do GEID (Grupo Espírita Irmão Demétrius); e o dr. Atmos (hindu, guia espiritual e diretor-geral de todos os grupos ligados à Fraternidade da Cruz e do Triângulo), chefe espiritual da Sociedade Espírita Ramatís.</p>
<p>Os discípulos de Ramatís usam os conhecimentos adquiridos para ultrapassar as experiências físicas e sensoriais limitadas pela matéria, respeitando todas as linhas espirituais e compreendendo a necessidade que os homens têm de buscar a Verdade. Essa busca, segundo explicam, ativa o exercício de vôos mais amplos, que acabam por desvendar a verdade crística do mundo.</p>
<p>Diz-se que a Europa se encontra no final de sua grande missão civilizadora e, devido a esse desenlace cármico e espiritual, muitos dos discípulos reencarnados naquelas terras emigrarão para o Brasil. Segundo Ramatís, aqui reencarnarão os que vão anteceder a generosa humanidade do terceiro milênio.</p>
<p>O médium Hercílio Maes, embora fosse reservado quanto a esse assunto, escreveu extensa obra psicografada de Ramatís e, segundo conversas íntimas com pessoas próximas a ele, relatou que teria sido &#8220;adotado&#8221; por Ramatís quando de sua primeira encarnação expiatória, no Egito, no reinado de Akenaton (Amenófis IV, Cerca de 1370 &#8211; 1352 a.C.), na qual exercia a modesta profissão de aguadeiro.</p>
<p>Em determinada ocasião, respingou água nas sandálias de uma dama da corte e, num julgamento sumário, foi condenado à morte. Ramatís intercedeu e o faraó ofertou-o a Ramatís. Colaborando com esse relato, em 2002, durante a revisão do livro Akhenaton, obra histórica psicografada pelo médium Roger Bottini Paranhos, constatou-se que Ramatís aparece ali como o sumo sacerdote do faraó, com o nome de Meri-Rá.</p>
<p>A Fraternidade da Cruz e do Triângulo</p>
<p>Na dimensão espiritual, Ramatís exerce uma forte atuação junto à Fraternidade da Cruz e do Triângulo e se empenha em divulgar os ensinamentos de Jesus Cristo. Paralelamente, ensina a atuar segundo a antiga tradição espiritualista do Oriente, estabelecendo assim um intercâmbio entre as correntes espiritualistas do Ocidente e do Oriente.</p>
<p>Segundo relatos de vários espiritualistas, no final do século 19, no Oriente, houve uma fusão entre duas importantes fraternidades. Tratava-se da Fraternidade da Cruz, que divulga os ensinamentos de Jesus, e a Fraternidade do Triângulo, ligada à tradição espiritual oriental. Após essa união, as duas fraternidades &#8211; consideradas Fraternidades Brancas &#8211; consolidaram uma série de práticas e trabalhos espirituais que resultaram na formação da Fraternidade da Cruz e do Triângulo.</p>
<p>Seus membros usam vestes brancas com cintos e emblemas de tonalidade azul-clara esverdeada. Sobre o peito, trazem suspensa uma corrente com um triângulo lilás luminoso, no qual se encontra uma cruz em forma de lírio, símbolo que exalta a obra de Jesus e da mística oriental. O que os mentores informam é que todos os discípulos da Fraternidade que se encontram reencarnados na Terra são profundamente devotados às duas correntes espiritualistas.</p>
<p>Em seu trabalho no plano espiritual, Ramatís supervisiona as tarefas ligadas aos discípulos na Metrópole Astral do Grande Coração. Segundo informações de seus psicógrafos, atualmente ele participa de um colegiado no Astral de Marte. Os discípulos dessa ordem cultuam os ensinamentos de Jesus, que foi o elo definitivo entre todos os instrutores terráqueos, assim como a sabedoria e o trabalho espiritual de Antúlio, de Hermes, de Buda, de Confúcio e de Lao-Tsé.</p>
<p>Esse é um dos motivos pelos quais os seguidores de Ramatís na Terra &#8211; embora profundamente devotados ao pensamento cristão &#8211; também têm profundo respeito pela espiritualidade do Oriente.</p>
<p>Ensinamentos e Mensagens</p>
<p>A temática ensinada e discutida nas obras de Ramatís é sempre apresentada a partir de um enfoque universalista, e também encontra paralelo nos temas abordados por André Luiz e outros espíritos do bem. Em suas psicografias.</p>
<p>Descrição de RamatÍs</p>
<p>A aparência de Ramatís, conforme geralmente é apresentada em pinturas e desenhos, deve-se às visões de vários médiuns que entram em contato com ele, recebendo suas mensagens. Ele é apresentado como um espírito que surge envolto em uma luminosidade intensa, com uma aura amarelo-clara com nuanças douradas, circundada por traços finos em azul celeste e carmim.</p>
<p>Seu traje é composto por uma capa que se estende até seus pés, além de uma túnica com mangas muito longas, ajustada por um cinto largo, esverdeado e tão luminoso quanto o restante de suas vestimentas. As calças são fechadas nos tornozelos. A textura das vestes lembra a da seda, imaculada e brilhante, como se fosse feita da pétala de um maravilhoso lírio translúcido. Os sapatos são de cetim azul esverdeado, amarrados por cordões dourados que se enlaçam atrás, acima do calcanhar, à moda dos antigos gregos.</p>
<p>A cabeça é coberta por um turbante com muitas pregas, tendo no meio uma cintilante esmeralda, ornamentada por vários cordões finos de várias cores, que lhes caem sobre os ombros.</p>
<p>Sobre o peito, ele carrega uma corrente,formada de pequenos elos, da qual pende um triângulo de suave luminosidade, emoldurando uma delicada cruz. Sua indumentária sugere a sua posição iniciática, mas sem deixá-la clara; parece uma mistura de culturas, desde o traje até os seus acessórios, parecem banhar-se tanto na cultura oriental quanto ocidental. Embora possa parecer exótico, diz-se que esse tipo de vestimenta era comum aos altos sacerdotes da antiga Atlântida.</p>
<p>Ramatís acrescenta temas e mensagens que, geralmente, são abordados pelos chamados ocultistas, esclarecendo pontos obscuros das práticas espirituais.</p>
<p>Outro aspecto interessante no trabalho de Ramatís é o quanto suas revelações e profecias encontram semelhança com as de outros videntes, mencionados no livro Mensagens do Astral.</p>
<p>O ponto central das mensagens e do trabalho de Ramatís &#8211; que é seguido por diversas casas espíritas que recebem suas indicações espirituais – é a postura universalista e não-sectária, que permite absorver os conhecimentos espirituais das mais diversas linhas, convergindo dessa forma para uma união semelhante à que se dá no plano etérico entre as fraternidades da Cruz e do Triângulo, refazendo a máxima hermética de que o macrocosmo e o microcosmo estão correlacionados e se influenciam.</p>
<p>Segundo relatos, numa conferência pública realizada em 1969, no Instituto de Cultura Espírita do Brasil, o médium Hercílio Maes disse que recebeu informações dos espíritos superiores referentes tanto à atuação de Emmanuel e Chico Xavier, quanto à de Ramatís e do próprio Hercílio Maes, assim como de outros integrantes de futuras equipes de trabalhos espiritualistas. A idéia é que cada qual teria sua função e atuação específica, no sentido de constituir um amplo movimento de unificação que resultaria na implantação, no futuro, de um só rebanho para um só pastor: Jesus Cristo.</p>
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		<title>Francisco Cândido Xavier</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Dec 2010 23:59:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zagalima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Francisco Cândido Xavier, mais conhecido por Chico Xavier, considerado o médium do século e o maior psicógrafo de todos os tempos, nasceu em Pedro Leopoldo, pequena cidade do estado de Minas Gerais, Brasil, no dia 2 de Abril de 1910.

Filho de um operário pobre e inculto, João Cândido Xavier, e de uma lavadeira chamada Maria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Francisco Cândido Xavier, mais conhecido por Chico Xavier, considerado o médium do século e o maior psicógrafo de todos os tempos, nasceu em Pedro Leopoldo, pequena cidade do estado de Minas Gerais, Brasil, no dia 2 de Abril de 1910.</p>
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<p>Filho de um operário pobre e inculto, João Cândido Xavier, e de uma lavadeira chamada Maria João de Deus, falecida em 1915, quando o filhinho contava apenas com 5 anos de idade. Na altura tinha mais 8 irmãos, tendo todos sido distribuídos por vários familiares e pessoas amigas. Como órfão de mãe em tenra idade, sofreu muito em casa de pessoas de precária sensibilidade.</p>
<p>Aos nove anos seu pai, já casado novamente, empregou-o como aprendiz numa indústria de fiação e tecelagem. De manhã, até às 11 horas, freqüentava a escola primária pública, depois trabalhava na fábrica até às 2 horas da madrugada. Aprendeu mal a ler e a escrever. Quando concluiu o pequeno curso da escola pública empregou-se como caixeiro numa loja e mais tarde como ajudante de cozinha e café.</p>
<p>Em 1933 o Dr. Rômulo Joviano, administrado da Fazenda Modelo do Ministério da Agricultura, em Pedro Leopoldo, deu ao Jovem Xavier uma modesta função na Fazenda e lá se tornou um pequeno funcionário público em 1935, tendo trabalhado consecutivamente até finais dos anos cinqüenta, altura em que foi aposentado por invalidez (doença incurável nos olhos), com a categoria de escrevente datilógrafo . Não podemos deixar de registrar, sob pena de cometermos grave omissão, que durante as décadas que esteve ao serviço do Ministério da Agricultura, jamais &#8212; não obstante a sua precária saúde e trabalho doutrinário, fora das horas de serviço &#8212; deu uma única falta ou gozou qualquer tipo de licença, conforme documentos facultados pelo M. A. Em finais da mesma década de cinqüenta, vai residir em Uberaba &#8211; MG, por motivos de saúde e a conselho médico, onde permanece até hoje e apenas com a sua magra reforma (aposentadoria).</p>
<p>As suas faculdades mediúnicas são extraordinárias, Sua mediunidade (capacidade natural de ser intermediário entre o plano material e o plano espiritual) manifestou-se, quando tinha 4 anos de idade, pela clarividência e clariaudiência, pois via e ouvia os Espíritos e conversava com eles sem a mínima suspeita de que não fossem homens normais do nosso mundo. Já como jovem e depois como adulto, muitas vezes não diferencia de imediato os homens dos Espíritos. Aos 5 anos, já órfão de mãe, esta manifestou-se várias vezes junto dele encorajando-o e <a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/chico-xavier1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1917" style="margin: 3px;" title="chico-xavier[1]" src="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/chico-xavier1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>dizendo-lhe que não poderia ir para casa porque estava em tratamento, mas que enviaria um bom anjo que juntaria novamente a família. Esse bom anjo foi a D. Cidália, a segunda esposa de João Xavier, que para casar com o seu pai fez questão de reunir todos os filhos do primeiro casamento e lhe daria depois mais cinco irmãos.</p>
<p>Quando tinha 17 anos, fundou-se o grupo espírita Luiz Gonzaga , onde rapidamente desenvolveu a psicografia, isto é, a faculdade de escrever mensagens dos Espíritos. Época em que se desligaria da Igreja Católica onde deu os primeiros passos na espiritualidade, mas onde não encontrava explicação para os fenômenos que se passavam com ele, designadamente a perseguição de espíritos inferiores de que era alvo. O padre que o ouvia nas confissões foi um conselheiro, um verdadeiro pai e não o dissuadiu do caminho que iniciou no Espiritismo, mas abençoou-o e nunca deixou de ser seu amigo.</p>
<p>No centro espírita começou a psicografar poemas notáveis de famosos poetas mortos, num nível literário tão elevado que os próprios companheiros do grupo não conseguiam atingir integralmente o seu conteúdo. Muitos desses poetas eram totalmente desconhecidos do meio, nomeadamente alguns portugueses: António Nobre, Antero de Quental, Guerra Junqueira e João de Deus. A 9 de Julho de 1932, seria publicada a célebre PARNASO DE ALÉM-TÚMULO , a sua primeira obra psicografada que iria abalar os meios intelectuais do Brasil e tornar conhecida a pacata Pedro Leopoldo.</p>
<p>O estilo dos 56 poetas mortos, entre os quais vários portugueses, era precisamente idêntico ao estilo dos mesmos enquanto vivos, informavam os literatos das academias e universidades dos grandes centros culturais do Brasil, embora não soubessem explicar o fenômeno. Seria o início da sua imponente obra mediúnica que hoje já ultrapassa os 350 livros.</p>
<p>Bastava apenas um desses livros para constituir um roteiro seguro para o homem na Terra rumo à sua alforria, à sua felicidade. Seus ensinamentos revivem plenamente o Evangelho de Jesus e as lições do Consolador que Kardec &#8212; o discípulo fiel de Jesus &#8212; nos legou com tanto sacrifício e renúncia.</p>
<p>Mas de mil entidades espirituais nos deram informações através das suas abençoadas mãos, provando à saciedade a imortalidade do Espírito e a sua comunicabilidade com os homens. Mas falar de Chico Xavier é falar de EMMANUEL que indelevelmente estará ligado à sua missão. Esse venerando Espírito é o seu protetor espiritual e manifestou-se-lhe pela primeira vez de forma ostensiva em 1931, acompanhado-o desde então até hoje. A respeito desse Benfeitor espiritual nos diz o próprio médium:<br />
Lembro-me de que num dos primeiros contactos comigo, ele me preveniu que pretendia trabalhar ao meu lado, por tempo longo, mas que eu deveria, acima de tudo, procurar os ensinamentos de Jesus e as lições de Allan Kardec e disse mais que, se um dia, ele, Emmanuel, algo me aconselhasse que não estivesse de acordo com as palavras de Jesus e Kardec, que eu devia permanecer com Jesus e Kardec, procurando esquece-lo.</p>
<p>Emmanuel propõe ainda ao jovem Xavier mais três condições para com ele trabalhar: 1ª condição, DISCIPLINA 2ª condição, DISCIPLINA, 3ª condição, DISCIPLINA.</p>
<p>Entre as muitas dezenas de obras mediúnicas de Emmanuel, destacamos os cinco documentos históricos, retirados dos arquivos do plano espiritual, que constituem autênticas obras primas de literatura, e que nos mostram o nascimento do cristianismo e a sua paulatina adulteração logo nos primeiros séculos da era. São os romances mediúnicos baseados em fatos verídicos: HÁ 2000 ANOS &#8230; (a autobiografia de Emmanuel, a história do orgulhoso senador romano Publico Lentulus), 50 ANOS DEPOIS , AVE, CRISTO , RENÚNCIA e PAULO E ESTEVÃO (a história de um coração extraordinário, que se levantou das lutas humanas para seguir os passos do Mestre, num esforço incessante ). Esta última obra, de 553 paginas, por si só justificaria a missão mediúnica de Chico Xavier, segundo o erudito J. Herculano Pires.</p>
<p>Em 1943 começara a utilizar a mediunidade do abnegado médium uma nova entidade espiritual que assinará as suas mensagens com o nome André Luiz. Quem não conhece, mesmo aqui em Portugal, a quadra:</p>
<p>Não se irrite. SORRIA<br />
Não critique. AUXILIE<br />
Não grite. CONVERSE<br />
Não acuse. AMPARE</p>
<p>André Luiz é o pseudônimo utilizado por um espírito que foi médico e cientista na sua última existência e que desencarnou numa clínica do Rio de Janeiro pelo início da década de trinta. É considerado o verdadeiro repórter de além-túmulo. Relata-nos numa séria de 11 livros a experiência do seu pensamento, as dificuldades iniciais, o reencontro com familiares e conhecidos que o precederam na partida para o plano espiritual a observação e as expedições de estudo junto de Espíritos de elevada evolução. Esses relatos começam com o já célebre, livro NOSSO LAR (nome duma cidade do plano espiritual), hoje traduzido em vários idiomas, entre eles o Japonês e o Esperanto e que já vai na 40ª edição em Português, com 800.000 exemplares editados até hoje. Obra que também iria causar e ainda causa uma certa polemica. Nessa série de reportagens a alma humana é profundamente escalpelizada, e onde se confirma na prática os ensinamentos que Jesus nos legou há dois milênios atrás e que Kardec relembra e amplia tão bem sob orientação do Espírito de Verdade. Um dia, no futuro, os médicos, os psicólogos, os sociólogos, etc., ficarão admirados pela sabedoria neles contida, que já no século XX se encontrava no Planeta, apontando diretrizes segura para a felicidade e paz entre os homens.</p>
<p>A obra monumental de Chico Xavier que se considera, segundo suas próprias palavras: um servidor humilde &#8212; humilde no sentido da desvalia pessoal , jamais serviu para beneficiar materialmente a sua pessoa. Todos os direitos autorais foram cedidos graciosamente a instituições espíritas, nomeadamente à Federação Espírita Brasileira, e a instituições de solidariedade social. Quando as autoridades públicas lhe concedem títulos de cidadania (mais de cem já lhe foram concedidos) diz que o mérito não é para ela mas para os Espíritos e sobretudo para a Doutrina Espírita que revive os ensinamentos de Jesus na sua plenitude e que ele não passa de um poste obscuro para a colocação do aviso de que a Doutrina Espírita foi premiada com essas considerações públicas .</p>
<p>Há que registrar também que várias centenas de instituições de solidariedade social forma criadas e inspiradas no seu exemplo e obra: orfanatos, escolas para os pobres, lares de deficientes, sopas dos pobres, campanhas do quilo, ambulatórios médicos, alfabetização de adultos, bibliotecas, etc., etc.<br />
Antes de encerrarmos estas notas gostaríamos de registrar ainda o seu ponto de vista em relação às outras doutrinas, filosofias e ideologias, aliás que são o do próprio Espiritismo, mas passemos-lhe novamente a palavra:<br />
Nosso amigo espiritual, Emmanuel, nos aconselha a respeitar crenças, preconceitos, pontos de vista e normas de quaisquer criaturas que não pensem como nós, mas adverte-nos que temos deveres intransferíveis para com a Doutrina Espírita e que precisamos guardar-lhe a limpidez e a simplicidade com dedicação sem intransigências e zelo sem fanatismo .</p>
<p>Estes são alguns dos traços biográficos desse abnegado bem-feitor que renunciou a tudo para que o mundo seja um pouco melhor e que dá pelo nome simples de Chico Xavier.</p>
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		<title>Allan Kardec</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Dec 2010 23:45:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zagalima</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/Allan+kardec1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1914" style="margin: 3px;" title="Allan+kardec[1]" src="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/Allan+kardec1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Nascido em Lião, a 3 de outubro de 1804, de antiga família que se distinguiu na magistratura e no foro, Allan Kardec (Léon-Hippolyte-Denizart Rivail ) não seguiu a carreira dos Avoengos, sentindo-se, desde os verdes anos, atraído pelos estudos da ciência e da filosofia. Matriculado na escola de Pestalozzi, em Yverdun (Suíça), tornou-se um dos mais aplicados discípulos daquele eminente professor e um dos mais zelosos propagadores do seu sistema de educação, que tão grande influência exerceu na reforma dos estudos de Alemanha e de França. Dotado de notável inteligência e atraído para o ensino por vocação e especiais aptidões, desde os quatorze anos ensinava aos condiscípulos menos adiantados o que ia aprendendo. Foi com essas lições que se lhe desenvolveram as idéias, que mais tarde deveriam colocá-lo entre os homens do progresso e do livre pensamento. Nascido na religião Católica, mas educado no Protestantismo, serviram-lhe os atos de intolerância por que passou, de incentivo, em boa hora, ao pensamento de uma reforma religiosa, na qual trabalhou, em silêncio, por dilatados anos, procurando alcançar o meio de unificar as crenças, sem que pudesse descobrir, entretanto, o elemento indispensável para a solução do grande problema. Foi o Espiritismo que, mais tarde, lhe facultou esse meio, imprimindo-lhe aos trabalhos particular orientação.</p>
<p>Concluídos os estudos, tornou à França; possuindo profundo conhecimento da língua alemã, traduziu para ela diferentes obras de educação e moral, entre as quais , o que é característico, as de Fénelon, que mui particularmente o seduziram. Era membro de muitas sociedades científicas e entre elas a da Academia Real de Arras, que, no concurso de 1831, lhe coroou uma notável memória acerca da questão: Qual o sistema de estudos mais em harmonia com as necessidades da época?</p>
<p>De 1835 a 1840, fundou em sua casa, na rua Sévres, cursos gratuitos de física, química, anatomia comparada, astronomia, etc.- empresa digna de encômios em qualquer tempo, mas principalmente numa época em que bem poucos eram os interessados que se aventuravam pôr aquela senda. Sempre empenhado em tornar atraentes e interessantes os sistemas de educação, inventou , ao mesmo tempo, um método engenhoso para aprender a contar e um quadro mnemônico da história de França, cujo objetivo era fixar na memória as datas dos mais notáveis acontecimentos, bem como os descobrimentos que ilustram cada reinado.</p>
<p>Entre as numerosa obras de educação, podemos citar as seguintes: Plano para o melhoramento da instrução pública, 1828. _ Curso prático e teórico de aritmética, segundo o método de Pestalozzi , para uso de professores e de mães de família, 1829._ Gramática francesa clássica, 1831._ Manual para exames de capacidade. Soluções racionais de questões e problemas de aritmética e de geometria, 1846. _ Catecismo gramatical da língua francesa, 1848._ Programa dos cursos ordinários de física, química, astronomia, fisiologia (que ele dava no Liceu Polimático).</p>
<p>Pontos para os exames da Câmara Municipal e da Sorbonne, acompanhados de instruções especiais sobre as dificuldades ortográficas, 1849, obra muito estimada na ocasião da qual ainda recentemente se faziam novas edições. Antes que o Espiritismo lhe viesse popularizar o pseudônimo de Allan Kardec, havia ele, como se vê, sabido ilustrar-se com trabalhos de natureza mui diversa, os quais tinham pôr finalidade esclarecer a massa popular, prendendo-a ainda mais ao sentimento de família e ao amor de pátria. Em 1855, quando se começou a tratar das manifestações de Espíritos, Allan Kardec dedicou-se a perseverantes observações do fenômeno e cuidou principalmente de lhe deduzir as conseqüências filosóficas; entreviu de longe o princípio de novas leis naturais; aquelas que regem as relações entre o mundo visível e invisível.</p>
<p>Reconheceu, nas manifestações deste, uma das forças da natureza, cujo conhecimento devia projetar luz a uma infinidade de problemas considerados insolúveis. Finalmente percebeu a relação de tudo aquilo com pontos de vista religiosos. As suas principais obras acerca da nova matéria são: O Livro dos Espíritos, para a parte filosófica, cuja a primeira edição apareceu a 18 de abril de 1857. O Livro dos Médiuns, para a parte experimental e científica, publicada em janeiro de 1861. O Evangelho Segundo o Espiritismo, para a parte moral , publicada em abril de 1864. O Céu e o Inferno, ou A Justiça de Deus segundo o Espiritismo, agosto de 1865. A Gênese, os Milagres e as Predições, janeiro de 1868.</p>
<p>A Revista Espírita, órgão de estudos psicológicos, publicação mensal começada em 1 de janeiro de 1858. Fundou em Paris, a 1 de abril de 1858, a primeira sociedade espírita regularmente constituída, com o nome de Societé parisiense des études spirites, cujo o fim exclusivo era o estudo de tudo quanto pudesse contribuir para o progresso da nova ciência. Allan Kardec se defendeu admiravelmente da pecha de haver escrito sob a influência de idéias preconcebidas ou sistemáticas. Homem de caráter frio e severo, observara os fatos e das observações deduziu as leis que os regem; foi o primeiro que, a propósito desses fatos, estabeleceu teoria e constituiu em corpo de doutrina , regular e metódico. Demonstrando que os fatos, falsamente chamados sobrenaturais, são sujeitos as leis, os subordinou à categoria dos fenômenos da natureza, e fez ruir, assim, o último reduto do maravilhoso, que é uma das causas da superstição.</p>
<p>Durante os primeiros anos de preocupação com os fenômenos espíritas, foram estes mais objeto de curiosidade que de meditações sérias. O Livro dos Espíritos fez com que fossem encarados pôr outra face: desprezaram-se as mesas falantes, que tinham sido o prelúdio e se ligou o fenômeno a um corpo de doutrina, que compreendia questões concernentes à humanidade. Da aparição do livro data a verdadeira fundação do Espiritismo, que até então só possuía elementos esparsos, sem coordenação, e cujo o alcance não tinha sido compreendido pôr todos. Também foi desde aquela época que a doutrina prendeu a atenção dos homens sérios e adquiriu rápido desenvolvimento. &#8220;Em poucos anos, as idéias espíritas contavam com numerosos aderentes nas classes sociais e em todos os países.</p>
<p>O êxito, sem precedentes, é obra da simpatia que essas idéias encontram, mas também é devido, em grande parte, à clareza característica dos escritos de Allan Kardec. &#8220;Abstendo-se das fórmulas abstratas da metafísica, o autor soube fazer-se sem fadiga, condição essencial para a vulgarização de uma idéia. Sobre todos os pontos de controvérsia, a sua argumentação, de uma lógica cerrada, oferece pouco material à contestação e predispõe o antagonista à convicção. &#8220;As provas materiais, que o Espiritismo fornece tanto da existência da alma como da vida futura, derrocam as idéias materialistas e panteístas. Um dos princípios mais fecundos da doutrina, o qual decorre do precedente, é o da pluralidade das existências, já entrevista pôr inúmeros filósofos antigos e modernos e, nestes últimos tempos, pôr Jean Reynaud, Charles Fourier, Eugène Sue e outros; mais tinha ficado no estado de hipótese, ao passo que o Espiritismo demonstra a sua realidade e prova que é um dos atributos essenciais da humanidade.</p>
<p>Desse princípio decorre a solução de todas as anomalias aparentes da vida humana, de todas as desigualdades intelectuais, morais e sociais. O homem sabe assim donde vem, para onde vai, para que fim está na Terra e pôr que sofre aqui. &#8220;As idéias inatas explicam-se pelos conhecimentos adquiridos em vidas anteriores; o caminhar dos povos explica-se pelos homens do tempo passado, que voltam a esta vida, depois de terem progredido; as simpatias e as antipatias, pela natureza das relações anteriores, relações que ligam a grande família humana de todas as épocas aos altos princípios da fraternidade, da igualdade, da liberdade e da solidariedade universal, têm pôr base as mesmas leis a Natureza e não mais uma teoria.</p>
<p>Em vez do princípio: Fora da Igreja não há salvação, que mantém a divisão e a animosidade entre diferentes seitas e que tanto sangue tem feito correr- o Espiritismo tem pôr máxima: Fora da caridade não há salvação, isto é, a igualdade dos homens perante Deus, a liberdade da consciência, a tolerância e a benevolência mútuas. Em vez da fé cega, que aniquila a liberdade de pensar, ensina: a fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade; para a fé é preciso uma base e esta é a inteligência perfeita do que se deve crer; para crer não basta ver, é preciso sobretudo compreender; a fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que produz hoje o maior número de incrédulos, pôr querer impor-se. Exigindo a alimentação das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e i livre arbítrio.(Evangelho segundo o Espiritismo).</p>
<p>Trabalhador infatigável, sempre o primeiro a iniciar o trabalho e o último a deixá-lo, Allan Kardec sucumbiu a 31 de março de 1869, em meio dos preparativos para mudar de domicílio, como lho exigia a extensão considerável das múltiplas ocupações. Numerosas obras, que tinha em mão, ou que só esperavam oportunidade para vir a lume, provar-lhe-ão um dia a magnitude das concepções. Morreu como viveu: trabalhando. Desde longos anos sofria do coração, que reclamava, como meio de cura, o repouso intelectual, com pequena atividade material. Ele, porém, inteiramente entregue às obras, negava-se a tudo o que lhe roubasse um instante das suas ocupações de predileção. Nele, como em todas as almas de boa têmpera, a lima do trabalho gastou o aço do invólucro. O corpo, entorpecido, recusava-lhe os serviços; mas o espírito, cada vez mais vivaz, mais enérgico, mais fecundo, alargava-lhe o círculo da atividade. Na luta desigual a matéria nem sempre podia resistir.</p>
<p>Um dia foi vencida: o aneurisma rompeu-se e Allan Kardec caiu fulminado. Um homem desapareceu da terra, mas o seu grande nome tomou lugar entre as ilustrações do século e um culto espírito foi retemperar-se no infinito, onde aqueles, que ele próprio havia consolado e esclarecido, lhe esperavam a volta com impaciência. &#8220;A morte, dizia mui recentemente, a morte amiúda os golpes na falange dos homens ilustres!&#8230; A quem virá ela agora libertar?&#8221; Foi ele, depois de tantos outros, retemperar-se no espaço e buscar outros elementos para renovar o organismo gasto pôr uma vida de labores incessantes. Partiu com aqueles que virão a ser os luminares da nova geração, a fim de voltar com eles para continuar e concluir a obra que deixou confiada a mãos dedicadas. O homem deixou-nos, mas a sua alma será sempre conosco.</p>
<p>É um protetor seguro, uma luz a mais, um labutador infatigável, que foi aumentar as forças das falanges do espaço. Como na terra, saberá moderar o zelo dos impetuosos, secundar as intenções dos sinceros e dos desinteressados, estimular os vagarosos &#8211; saberá enfim, sem ferir a ninguém, fazer com que todos lhe ouçam os mais convenientes conselhos. Ele vê e reconhece agora o que ainda ontem apenas previa. Não mais está sujeito às incertezas e aos desfalecimentos e contribuirá para participarmos das suas convicções, fazendo-nos alcançar a meta, dirigindo-nos pelo bom caminho, tudo nessa linguagem clara, precisa, que constitui um característico nos anais literários.</p>
<p>O homem, nós o repetimos, deixou-nos, mas Allan Kardec é imortal, e a sua memória, os trabalhos, o Espírito, estarão sempre com aqueles que sustentarem com firmeza e elevação a bandeira, que ele sempre soube fazer respeitar. Uma individualidade pujante construiu o monumento. Esse monumento será para nós na Terra a personificação daquela individualidade. Não se congregarão em torno de Allan Kardec: congregar-se-ão em torno do Espiritismo, que é o monumento pôr ele erigido. Através dos conselhos dele, sob a sua influência, caminharemos com passo firme para essas fases venturosas prometidas à humanidade regenerada. (Revue Spirit. Maio 1869).</p>
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		<title>Joana D’Arc</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Nov 2010 21:38:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zagalima</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/11/joana-d-arc1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1899" style="margin: 3px;" title="joana-d-arc[1]" src="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/11/joana-d-arc1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Durante o período da Idade Média, o reino da França era constituído por feudos – propriedades territoriais governadas por um senhor.</p>
<p>Detendo os ingleses a maior parte deles, o fato originou múltiplos conflitos, gerando a Guerra dos Cem Anos entre os dois países. No ano de 1429, quando a guerra atravessava um momento decisivo, com as forças inglesas ocupando grande parte do território francês, a cidade de Órleans, um dos últimos bastiões da resistência e já sitiada, poderia cair a qualquer momento nas mãos dos invasores estrangeiros.</p>
<p>Curvados ao invasor inglês e sem ânimo para se reerguerem, os soldados franceses eram poucos e o moral estava enfraquecido pelas sucessivas derrotas. Além do mais, faltava um chefe, alguém capaz de conduzir as tropas e fazê-las acreditar na possibilidade de sua vitória. Refugiado na localidade de Chinon, o príncipe Carlos hesitava em tomar decisões, tinha sua autoridade contestada ao ser declarado bastardo por tantos compatriotas que negavam ser ele o legítimo herdeiro do trono da França. Naquela altura, jamais se acreditaria que a iniciativa de encetar uma campanha decisiva para renovar a confiança do povo francês para uma resistência aos ingleses partisse de uma jovem que se investiu de tão importante missão. Seu nome: Joana D’Arc.</p>
<p>Nascida no ano de 1412 no vilarejo de Domrèmy, Joana foi criada no seio de uma família de camponeses com três irmãos e uma irmã. Ao lado deles, auxiliava o pai no trabalho da terra tomando conta dos carneiros no pasto. Não aprendeu a ler nem a escrever. Freqüentando assiduamente a igreja do vilarejo, que ficava junto à sua casa, a menina Joana aprendeu o Pai-Nosso, tornando-se muito piedosa.</p>
<p>Recebendo as tarefas</p>
<p>Já adolescente, caia em profundos êxtases, durante os quais afirmava ter visões fantásticas de uma luz viva e que ouvia vozes celestiais a lhe ordenarem duas tarefas: salvar a pátria e coroar o rei. A história de suas visões fantásticas se espalhara rapidamente e, embora despertando controvérsias, o povo passou a acreditar na possível missão da jovem. Enquanto muitos a viam como santa, outros acreditavam que a jovem poderia ser uma enviada do mal.</p>
<p>Embora a notícia da guerra já tivesse se estendido por quase toda a França, a jovem só soube pela pri-meira vez o real significado de uma guerra quando as tropas inglesas estavam bem perto da cidade onde morava. Domrèmy era afastada dos campos de batalha e as notícias andavam bem devagar. Só se sabia de algum fato quando passava um cavaleiro bem informado. Como os caminhos eram ruins, o cavaleiro levava semanas para andar poucos quilômetros.</p>
<p>A guerra atingira um momento crítico. Órleans, a última cidade em poder dos franceses, estava cercada e a França não tinha um rei para defendê-la. Joana, que até então vivera angustiada e indecisa, resolveu procurar o Capitão de Baudricourt, pedindo-lhe uma carta de apresentação e uma escolta para acompanhá-la até o Delfim. Como a população estava ao lado da jovem, o capitão acabou cedendo ante a insistentes pedidos e, com o dinheiro de uma coleta, conseguiram-lhe uma armadura.</p>
<p>Mal cabendo na pesada armadura, a jovem camponesa de 17 anos de idade partiu no dia 23 de fevereiro de 1429, na direção de Chinon. Viajou dez dias decidida a procurar o príncipe herdeiro, com a missão de levá-lo ao trono como rei e salvar a França, prestes a sucumbir totalmente ao peso da invasão inglesa. A sua partida fez nascer uma nova esperança no povo místico da época. Deus a teria enviado para terminar com as guerras e misérias.</p>
<p>A revelação ao príncipe</p>
<p>No Palácio de Chinon, a notícia foi recebida com espanto. Desconfiado daquela menina que se apresentava como salvadora, contando histórias fantásticas, o príncipe resolveu se divertir aplicando um teste na recém-chegada para comprovar a veracidade dos seus relatos. Vestindo-se como um súdito qualquer, entrou por uma porta lateral, misturando-se entre os nobres. Na condição de simples camponesa, a jovem jamais poderia conhecer-lhe a fisionomia, porém, Joana D’Arc não vacilou. Caminhando até um canto dos salões onde alguns nobres fingiam conversar distraídos, ajoelhando-se aos pés do Delfim, diz-lhe humildemente: “Gentil Senhor, em nome de Deus, eu posso dizer que sois filho do rei e herdeiro legítimo do trono da França”.</p>
<p>A aparente dissipação da grande dúvida que pairava em torno da legitimidade do seu nascimento, pela qual o filho de um pai desconhecido não poderia ser o herdeiro do trono, deixou o príncipe aturdido, pedindo a vários bispos e cardeais que interrogassem Joana. Em pouco tempo, a segurança e a simplicidade das respostas dadas pela jovem acabaram por convencer a todos, inclusive o soberano, que, após manter com ela uma conversa cujo teor nunca seria revelado e convencido de que era preciso agir com rapidez, outorgou-lhe o título de “Chefe da Guerra” e, ao mesmo tempo, o comando de uma pequena tropa.</p>
<p>Mas faltava uma espada. Segundo a tradição, a jovem ouvira vozes que lhe indicaram uma excelente espada escondida atrás do altar de Santa Catarina. Enviado até lá, um pagem voltou com uma velha espada, completamente enferrujada. Contam que bastou encostar nela um pano para que a arma ficasse brilhante no mesmo instante.</p>
<p>A primeira vitória contra os ingleses</p>
<p>Liderando a tropa, Joana D’Arc partiu imediatamente com a missão de furar o cerco de Órleans e levar víveres para abastecer os soldados já famintos. Levando nas mãos um estandarte onde, ao lado de Deus, figuravam os nomes de Jesus e Maria e o símbolo do reino (a flor-de-lis), ordenou com sua voz firme uma incursão aos ingleses, devolvendo a confiança a seus compatriotas. Naquele momento, oficiais e soldados recobraram a esperança de vitória perante o exemplo de coragem daquela jovem. Depois de algumas investidas, tomou as principais bases de apoio do inimigo, que, surpreso, levantou o cerco em retirada.</p>
<p>A tropa de Joana entrou triunfante na cidade. Finalmente Órleans estava libertada, marcando a partir daí uma nova fase na Guerra dos Cem Anos. Julgando sua tarefa encerrada, quis se retirar, mas teve de ceder às súplicas do príncipe para dar continuidade à luta.  Numa campanha rápida e fulminante, venceu os ingleses nas cidades de Patay e Troyes, apresentando ao soberano as chaves das cidades conquistadas.</p>
<p>Mas isto, para Joana, foi apenas a primeira etapa. Com profundo senso político, sentiu que chegara o momento de coroar solenemente o príncipe na Catedral de Reims.  Ocorria que Reims estava situada em território controlado pelos ingleses e, para chegar lá, seria necessário enfrentar os batalhões dos invasores. Joana estava decidida a lutar e acabou convencendo o príncipe. Em apenas um mês de campanha, o exército comandado pela jovem, depois de infligir uma sucessão de derrotas aos ingleses, penetrou em Reims em 16 de julho de 1429.</p>
<p>O príncipe Carlos torna-se rei</p>
<p>Na época, a entrada triunfal numa cidade era o maior símbolo de uma vitória e, enquanto a população nas ruas aplaudia a cavalaria e o estandarte dos vencedores, Joana aproveitou para unir essa festa a uma outra. No dia seguinte, realizou-se solenemente na Catedral de Reims a sagração de Sua Majestade, Carlos VII, como rei da França. De pé, ao lado do rei, tendo na mão seu estandarte, ficou a “Chefe da Guerra” Joana D’Arc. Terminada a cerimônia, tomando a mão do novo soberano diz-lhe: “Gracioso rei, está cumprida a vontade de Deus. Órleans de volta ao reino e Vossa Majestade coroado como único e legítimo rei da França”.</p>
<p>Joana chegou ao apogeu da glória, porém, não estava satisfeita. A França não poderia ser considerada livre se Paris continuava governada por um regente inglês. Mas as coisas mudaram. Na condição de rei coroado, Carlos VII estava finalmente numa posição de força e não mostrava entusiasmo por outras aventuras. Alegava que a missão da jovem estava concluída e que não se poderia confiar eternamente na heroína, tratando-se de uma mulher.</p>
<p>Conspirações contra Joana</p>
<p>Assim, a guerreira passou a se tornar uma personagem incômoda. Entretanto, ante a sua insistência, o soberano acabou lhe concedendo uma pequena tropa para conquistar Paris. A fama de Joana D’Arc era enorme e os ingleses temiam também o prestígio do novo rei. Para impedir que a jovem, de algum modo, cativasse a população de Paris, do outro lado da muralha foi preparada uma longa resistência. Cinqüenta mil pessoas desfilaram de tochas acesas nas mãos, afirmando que Joana D’Arc era instrumento das forças do mal.</p>
<p>Quando o ataque começou, os ingleses deram uma resposta fulminante: a própria Joana é atingida por uma flecha que lhe varou a coxa, abalando muito seu prestígio, sendo necessário retirá-la do campo de batalha, pois ela não queria recuar de modo algum. Mal havia se recuperado de sua ferida, recomeçou a luta na tentativa de libertar Compiègne, enquanto Carlos VII decidiu conciliar os inimigos.</p>
<p>Inicialmente, mandou a jovem evacuar o Castelo de Compiègne, missão sem grande importância, mas perigosa. A jovem penetra no castelo e começa a proteger a retirada das tropas. De repente, quando quase todos haviam saído, a ponte do castelo foi levantada. Joana D’Arc estava prisioneira. Encerrada no alto de uma torre, ficou totalmente só, talvez teria sido traída por seus próprios compatriotas. Na tentativa de escapar, caiu no fosso do castelo.</p>
<p>Foi quando decidiram vendê-la aos ingleses por 10 mil escudos. Colocada numa jaula de ferro, os pés e as mãos amarradas “como uma enviada do mal”, foi entregue para o mais elevado tribunal da Igreja existente na França.</p>
<p>Condenada pela inquisição</p>
<p>A permanência de Joana D’Arc na Terra deu-se na Idade Média, em pleno advento do Cristianismo. Contudo, a Igreja já se deparava com o aparecimento de novas seitas e o misticismo surgia como força importante. Como em religião o sentimento místico e o sentimento religioso acabam se confundindo, havia uma grande preocupação da Igreja em manter os dogmas de fé e um ideal moral, sentindo haver na época uma forte tendência em se acreditar no sobrenatural.</p>
<p>Para patentear sua força, a Igreja precisava de um órgão mais eficaz que os tradicionais tribunais de conventos e acabou encontrando no Tribunal da Santa Inquisição, existente em todas as partes da Europa da Idade Média, um meio de punir os hereges, como eram chamados todos aqueles que, sob qualquer forma, faziam oposição a uma verdade de fé ou a um dogma já firmado. A morte na fogueira tornou-se a punição. Em diversas vezes, a severidade com que as normas foram aplicadas levou à fogueira pessoas inocentes declaradas hereges.</p>
<p>Joana foi entregue ao Tribunal da Santa Inquisição objetivando-se provar que a guerreira não era nada, nem mesmo uma enviada do mal. Sob a presidência de Pierre Cauchon, bispo de Beauvois e aliado dos ingleses, liderando um juri composto por 70 conselheiros religiosos, o tribunal reuniu-se em fevereiro de 1431. Sob a acusação de usar roupas masculinas e dar um cunho de revelação divina às suas visões e profecias, o interrogatório da acusada foi uma verdadeira tortura mental, destinado a confundi-la e levá-la ao desespero. A jovem  enfrentou com inteligência e coragem seus inquisidores, sustentando até o fim que as vozes não a haviam enganado.</p>
<p>Considerados os representantes de Deus na Terra, os membros do Tribunal da Santa Inquisição jamais aceitariam o fato de uma mulher obedecer diretamente a vozes celestiais sem o devido respeito à Igreja. Declarada bruxa e herética, foi condenada à morte na fogueira, sob a alegação de que só pelas chamas se destrói uma feiticeira. Carlos VII, o príncipe que ela conduziu ao trono da França, nada fez para libertá-la. Uma santa guerreira poderia ser uma personagem incômoda às combinações diplomáticas.</p>
<p>No dia 30 de maio de 1431, uma grande multidão se aglomerou na Praça Vieux de Marché, em Rouem, palco do suplício de Joana D’Arc. Embora na época a execução se constituisse num espetáculo público, os membros do tribunal, temendo uma manifestação favorável à condenada, tomaram as devidas precauções. Escoltada por 120 homens armados com lanças e espadas, a brava guerreira, com a cabeça raspada, foi conduzida até a praça e amarrada a um poste. Para seus juizes, queimando-a e espalhando suas cinzas estariam destruindo o símbolo da resistência francesa. Naquele momento, o olhar da jovem, mais do que cansaço, demonstrava a dignidade conferida a todos aqueles que são conscientes do dever cumprido.</p>
<p>Heroína nacional e santa</p>
<p>À medida que a nação francesa foi se formando, a figura da guerreira foi cada vez mais sendo glorificada. No ano de 1450, decorridos 37 anos de seu desencarne, concretizou-se o objetivo de Joana D’Arc: Paris reocupada por Carlos VII e os ingleses expulsos de toda a França, determinando o fim da Guerra dos Cem Anos. Porém, a nação só se consolidaria com a Revolução Francesa de 1789.</p>
<p>O reconhecimento do governo e do povo francês veio em 1803, quando foi proclamada heroína nacional. Nesse ano, o imperador Napoleão Bonaparte inaugurou um monumento como justa homenagem àquela considerada a glória mais pura da história da França.</p>
<p>Também a Igreja repararia seu erro. Embora desde a Idade Média, Joana D’Arc tenha sido objeto de veneração popular, somente no ano de 1909 foi beatificada. No ano de 1929 foi canonizada e proclamada Santa Padroeira da França, por decisão do Vaticano.</p>
<p>Para os ingleses, ela continuaria por muito tempo sendo considerada “a bruxa” que os expulsou da França. Entretanto, quase seis séculos após seu martírio, aqueles que visitarem a Catedral de Westminster, em Londres, verão colocada num local de honra uma estátua da santa guerreira. Certamente, é o último lugar onde a camponesa de Domrèmy um dia pensaria estar.</p>
<p>Um dos prepostos da codificação</p>
<p>A passagem de Joana D’Arc pela Terra apresentou traços característicos tão diversificados que, de imediato, parecem fugir do currículo normal das faculdades humanas. Suas visões e pressentimentos, a viagem para Chinon, a autoridade no comando das tropas, a audácia para os padrões femininos da época, a notável inteligência e a coragem perante a morte tornaram-na, ao longo dos tempos, a personagem histórica que mais sofreu estudos contraditórios.</p>
<p>Para os mais crentes, Joana seria venerada como uma santa. Os estudiosos preferiram reconhecê-la como uma valorosa guerreira que representou a personificação do patriotismo popular francês da época, conseguindo arrancar os ingleses da terra natal. Já os indiferentes, embora admirassem a sua figura de certa forma sobrenatural, preferiram ignorar os verdadeiros objetivos de sua missão.</p>
<p>No século XIX, o codificador da doutrina espírita, Allan Kardec, de naturalidade francesa como Joana, trouxe para o mundo um novo conceito do sobrenatural, revelando que somos espíritos eternos e imortais. Desde a sua criação, o espírito percorre uma trajetória evolutiva, habitando sucessivamente dois planos: o visível (encarnado) e o invisível (desencarnado). Como há necessidade da comunicação entre os dois planos, ela é feita por intermediários conhecidos como “médiuns”. Essa comunicação é conhecida como “fenômeno mediúnico”. A partir dessas revelações, constatou-se que Joana D’Arc está bem longe de ser um mistério.</p>
<p>A mediunidade é um talento do qual todos os espíritos são dotados indistintamente a partir da criação e acompanha a sua evolução. Portanto, todos somos médiuns em potencial e os fenômenos mediúnicos sempre existiram em todas as épocas e lugares, independentemente da cultura ou da classe social. Na sua estada terrena como espírito encarnado, Joana D’Arc foi muito mais que uma intrépida guerreira, apresentou faculdades mediúnicas já caracterizadas, mas até então incompreendidas e, por essa razão, rejeitadas. Representando um papel de suma importância para o Espiritismo, tornou-se um de seus prepostos.</p>
<p>A sua vidência se manifestava quando via seus interlocutores, através da audiência ouvia vozes, por pressentimento reconheceu Carlos VII e, sobretudo, provou que inteligência, fé, perseverança e dinamismo são atributos do espírito. Saindo da obscuridade, cumpriu um mandato mediúnico confiado pelo plano superior, que lhe delegou a responsabilidade de direcionar seu povo. Sem renegar sua missão e suas crenças, apresentou em julgamento a firmeza de todos aqueles espíritos evoluídos que encarnaram com tarefa definida, dando um exemplo não só para a França, mas para a humanidade em geral.</p>
<p>Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 12.</p>
<p>Ao reproduzir o texto, favor citar os autores e a fonte.</p>
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		<title>Léon Denis</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Nov 2010 21:32:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zagalima</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/11/leon21.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1893" style="margin: 3px;" title="leon2[1]" src="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/11/leon21-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Léon Denis nasceu numa aldeia chamada Foug, situada nos arredores de Tours, na França, no dia 1º de janeiro de 1846. Nascido em uma família humilde, cedo conheceu, por necessidade, os trabalhos manuais e os pesados encargos da família.</p>
<p>Não desperdiçava um minuto sequer de seu tempo com distrações frívolas, às quais a maior parte dos homens recorre para passar as horas.</p>
<p>Desde os seus primeiros passos neste mundo, sentiu que os amigos invisíveis o auxiliavam. Ao invés de participar em brincadeiras próprias da juventude, procurava instruir-se o mais possível. Lia obras sérias, conseguindo assim, com esforço próprio, desenvolver a sua inteligência. Tornou-se um autodidata sério e competente.</p>
<p>O jovem Léon Denis</p>
<p>Aos 12 anos, concluiu o curso primário, mas a situação modesta da sua família não lhe permitiu grandes estudos. Desde cedo teve problemas de saúde física, com os olhos principalmente. Aos 16 anos, salientou-se como um dos melhores oradores e ardente propagandista. Aos 18, tornou-se representante comercial da empresa onde trabalhava, fato que o obrigava a viagens constantes, situação que se manteve até algum tempo após sua aposentadoria.</p>
<p>Adorava a música e sempre que podia assistia a uma ópera ou concerto. Gostava de dedilhar ao piano árias conhecidas e de tirar acordes para seu próprio devaneio. Não fumava, era quase exclusivamente vegetariano e não fazia uso de bebidas fermentadas. Encontrava na água a sua bebida ideal.</p>
<p>O primeiro contato com a doutrina dos espíritos</p>
<p>Era seu hábito olhar com interesse para os livros expostos nas livrarias. Um dia, ainda com 18 anos, o chamado acaso fez com que sua atenção fosse despertada para uma obra de título inusitado. Esse livro era O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec. Dispondo do dinheiro necessário, comprou-o e, recolhendo-se imediatamente ao lar, entregou-se com avidez à leitura.</p>
<p>O próprio Denis disse: &#8220;Nele encontrei a solução clara, completa e lógica acerca do problema universal. A minha convicção tornou-se firme. A teoria espírita dissipou a minha indiferença e as minhas dúvidas&#8221;.</p>
<p>O seu espírito, nessa hora, sentiu-se sacudido em face dos compromissos assumidos no Espaço, para iniciar, em breve, o trabalho de propagação das verdades kardequianas. &#8220;Como tantos outros&#8221; – disse ele – &#8220;procurava provas, fatos precisos, de modo a apoiar a minha fé, mas esses fatos demoraram muito a chegar. A princípio, insignificantes, contraditórios, mesclados de fraudes e mistificações que não me satisfizeram, a ponto de, por vezes, pensar em não mais prosseguir as minhas investigações. Mas, sustentado como estava por uma teoria sólida e de princípios elevados, não desanimei. Parece que o invisível deseja experimentar-nos, medir o nosso grau de perseverança, exigir certa maturidade de espírito antes de entregar-nos os seus segredos&#8221;.</p>
<p>Encontrava-se em seus trabalhos de experimentações, quando um importante acontecimento se verificou em sua vida: Allan Kardec viera passar alguns dias na pacata cidade de Tours, com seus amigos. Todos os espíritas turenses foram convidados a recebê-lo e a saudá-lo.</p>
<p>Léon Denis</p>
<p>As viagens</p>
<p>As viagens eram para ele uma fonte de alegria e de aprendizado. Na França e no estrangeiro, aproveitava as oportunidades que poderiam enriquecer materialmente o patrão, sem desprezar tudo o que poderia contribuir para o conhecimento próprio.</p>
<p>Interessavam-lhe as praças, os monumentos, o povo, os hábitos, os costumes e a meditação entre os velhos caminhos das montanhas. Deliciava-se com os bosques, com os rios e os lagos. Estas longas horas de meditação solitária no seio da natureza conduziram-no a uma mais completa compreensão de Deus.</p>
<p>Em 1880, pelas cidades e vilas que percorria por força dos seus afazeres profissionais, pronunciava conferências e fundava círculos e bibliotecas populares. É incalculável o número de conferências por ele proferidas na França, no propósito de propagar a Liga de Ensino fundada por Jean Macé. Na Argélia, onde esteve várias vezes em serviço, também desenvolveu uma intensa atividade de divulgação doutrinária.</p>
<p>As dificuldades</p>
<p>O ano de 1882 marca, em realidade, o início do seu apostolado, durante o qual teve que enfrentar sucessivos obstáculos: o materialismo e o positivismo, que encaram o Espiritismo com ironia e risadas, assim como os crentes das demais correntes religiosas, que não hesitam em se aliar aos ateus para ridicularizá-lo e enfraquecer a doutrina espírita.</p>
<p>Léon Denis porém, como bom paladino, enfrenta a tempestade. Os companheiros invisíveis colocam-se ao seu lado para o encorajar e exortá-lo à luta. &#8220;Coragem, amigo&#8221; – diz-lhe o espírito Jeanne – &#8220;estaremos sempre contigo para te sustentar e inspirar. Jamais estarás só. Meios ser-te-ão dados, em tempo, para bem cumprires a tua obra&#8221;.</p>
<p>O mentor espiritual Jerónimo de Praga</p>
<p>Em 2 de novembro de 1882, dia de Finados, um evento de capital importância produziu-se em sua vida: a manifestação, pela primeira vez, daquele espírito que, durante meio século, havia de ser o seu guia, o seu melhor amigo, o seu pai espiritual. Era o espírito Jerónimo de Praga, que lhe disse: &#8220;Vai meu filho, pela estrada aberta diante de ti. Caminharei atrás de ti para te sustentar&#8221;.</p>
<p>E como Léon Denis indagasse se o seu estado de saúde o permitiria estar à altura da tarefa, recebeu esta outra afirmativa: &#8220;Coragem, a recompensa será mais bela&#8221;.</p>
<p>A partir de 1884, achou conveniente fazer palestras visando à maior difusão das idéias espíritas. Escreveu, em 1885, o trabalho O Porquê da Vida, no qual explica, com nitidez e simplicidade, o que é o Espiritismo.</p>
<p>Em 1892, recebeu um convite da duquesa de Pomar para falar de Espiritismo na sua residência, numa dessas manhãs célebres em que se reunia quase toda Paris. Ele ficou indeciso e temeroso. Depois de muito meditar as responsabilidades, aceitou o convite. Le Journal, de Paris, publicou, acerca da reunião na casa da duquesa, a seguinte notícia: &#8220;A reunião de ontem, para ouvir a conferência de Léon Denis sobre a doutrina espírita, foi uma das mais elegantes. De uma eloqüência muito literária, o orador soube encantar o numeroso auditório, falando-lhe do destino da alma, que pode, diz ele, reencarnar até à sua perfeita depuração. Ele possui a alma de um Bossuet e soube criar um entusiasmo espiritualista&#8221;. Jacques-Benigne Bossuet foi um célebre bispo francês, da Companhia de Jesus – jesuíta, portanto – grande orador nos púlpitos, de fervorosa e impecável eloqüência católica, nascido em 27 de setembro de 1627. Ardoroso estudante também, realmente a comparação é, sobretudo, um elogio respeitável.</p>
<p>O sucesso literário</p>
<p>O êxito de seu livro Depois da Morte situara-o como escritor de primeira ordem. Os grandes jornais e revistas ecléticas solicitavam-no e as tiragens sucessivas desse livro esgotavam-se rapidamente.</p>
<p>A principal obra literária de Denis foi a concernente ao Espiritismo, mas escreveu, outrossim, segundo o testemunho de Henri Sausse, várias outras, como Tunísia, Progresso, Ilha de Sardenha etc, certamente fruto das suas memórias de viagem.</p>
<p>A partir de 1910, a visão de Léon Denis foi enfraquecendo dia-a-dia. A operação a que se submetera, dois anos antes, não lhe proporcionara nenhuma melhora, mas suportava com calma e resignação a marcha implacável desse mal que o castigava desde a juventude. Aceitava tudo com estoicismo e resignação. Jamais o viram se queixar. Todavia, bem podemos avaliar quão grande devia ser o seu sofrimento.</p>
<p>Uma alma incansável</p>
<p>Mantinha volumosa correspondência e jamais se aborrecia. Amava a juventude, possuía a alegria da alma. Era inimigo da tristeza. O mal físico, para ele, devia ser bem menor do que a angústia que experimentava pelo fato de não mais poder manejar a pena. Secretárias ocasionais substituíam-no nesse ofício. No entanto, a grande dificuldade para Denis consistia em rever e corrigir as novas edições dos seus livros e dos seus escritos. Graças, porém, ao seu espírito de ordem e à sua incomparável memória, superava todos esses contratempos, sem molestar ou importunar os amigos.</p>
<p>Depois da morte da sua genitora, uma empregada cuidava da sua pequena habitação. Ele só exigia uma coisa: o absoluto respeito às suas numerosas notas manuscritas, as quais ele arrumava com meticulosa precaução. E foi justamente por causa dessa sua velha mania que a duquesa de Pomar o denominara &#8220;o homem dos pequenos papéis&#8221;.</p>
<p>Em 1911, após despender não pequeno esforço no preparo da nova edição de O Problema do Ser, do destino e da Dor, ficou gravemente doente com uma pneumonia. Foi o tratamento a tempo do seu médico que, num curto espaço de tempo, o colocou de novo em pé. Contudo uma grande e profunda dor lhe estava reservada: veio a Guerra de 1914-18 e o seu espírito condoía-se ao ver partir para a frente de batalha a maioria dos seus amigos.</p>
<p>Léon Denis e a Primeira Guerra Mundial</p>
<p>Léon padecia, então, de uma doença intestinal e estava parcialmente cego. Pela incorporação, os seus amigos do espaço e, entre eles, um espírito eminente comunicavam-lhe, de tempos em tempos, as suas opiniões sobre essa terrível guerra, considerada nos seus dois aspectos: o visível e o oculto.</p>
<p>A guerra a qual se referem aqui é a Primeira Grande Guerra Mundial, ocorrida em 1914 . Estas comunicações levaram-no a escrever um certo número de artigos, publicados na Revue Spirite, na Revue Suisse des Sciences Psychiques e no Echo Fid, onde transparece, dentro da lei de causa e efeito, o seu grande amor pela terra onde nasceu. Quando a guerra se aproximava do fim, a Revue Spirite passou a publicar, em todos os seus números, artigos de Léon Denis.</p>
<p>Léon aprende braile</p>
<p>Após a Primeira Guerra Mundial, aprendeu braile, o que lhe permitiu fixar no papel os elementos de capítulos ou artigos que lhe vinham ao espírito, pois, nesta época da sua vida, estava, por assim dizer, quase cego.</p>
<p>Em 1915, iniciava ele uma nova série de artigos, repassados de poesia profunda e serena, sobre a voz das coisas, preconizando o retorno à natureza. Nesta época, um forte vento soprava contra a Codificação Kardequiana. O fenomenismo metapsiquista espalhava aos quatro ventos a doutrina do filósofo puro. Heuzé fazia muito barulho através do L’ Opinion, com as suas entrevistas e comentários tendenciosos. Afirmava prematuramente que, à medida que a metapsíquica fosse avançando, o Espiritismo iria, a par e passo, perdendo terreno. A sua profecia, no entanto, ainda não se realizou. Aliás, como tantas outras que profetizaram o fim do Espiritismo.</p>
<p>Em defesa do Espiritismo</p>
<p>Após a vigorosa resposta de Jean Meyer na Revue Spirite, Léon Denis, por sua vez, entrou na discussão, na qualidade de presidente de honra da União Espírita Francesa, numa carta endereçada ao &#8220;Matin&#8221;, na qual estabelecia, com admirável nitidez, a diferença entre Espiritismo e Metapsiquismo. A partir desse momento, Léon Denis teve que exercer grande atividade jornalística para responder às críticas e ataques de altos membros da Igreja Católica, saindo-se, como era de esperar, de maneira brilhante.</p>
<p>Em março de 1927, com 81 anos de idade, terminara o manuscrito que intitulou de O Gênio Céltico e o Mundo Invisível. Neste mesmo mês, a Revue Spirite publicava o seu derradeiro artigo.</p>
<p>Os últimos momentos no corpo físico</p>
<p>Terça-feira, 12 de março de 1927, pelas 13h, respirava Denis com grande dificuldade. A pneumonia atacava-o novamente. A vida parecia abandoná-lo, mas o seu estado de lucidez era perfeito. As suas últimas palavras, pronunciadas com extraordinária calma, apesar de muita dificuldade, foram dirigidas à sua empregada Georgette: &#8220;É preciso terminar, resumir e&#8230; concluir&#8221;.</p>
<p>Fazia alusão ao prefácio da nova edição biográfica de Kardec. Neste preciso momento, faltaram-lhe completamente as forças para que pudesse articular outras palavras. Às 21h, o seu espírito alou-se. O seu semblante parecia ainda em êxtase.</p>
<p>As cerimônias fúnebres realizaram-se no dia 16 de abril. A seu pedido, o enterro foi modesto e sem o ofício de qualquer Igreja confessional. Está sepultado no cemitério de La Salle, em Tours.</p>
<p>Pelo portal IRC-Espiritismo.</p>
<p>Publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 09.</p>
<p>Ao reproduzir o texto, favor citar o autor e a fonte.</p>
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		<title>Cairbar Schutel</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Nov 2010 21:04:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zagalima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cairbar Schutel
O bandeirante do espiritismo
Nascido em família católica, ainda que batizado apenas aos 7 anos, Cairbar Schutel cumpria suas obrigações perante a Igreja de Roma. Entretanto, já adulto e vivendo em Matão, passou a receber, em sonhos, a visita constante de seus falecidos pais, porque ele ficara órfão de ambos com menos de 10 anos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cairbar Schutel<br />
O bandeirante do espiritismo</p>
<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/11/caibar1.gif"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1889" style="margin: 3px;" title="caibar[1]" src="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/11/caibar1-150x150.gif" alt="" width="150" height="150" /></a>Nascido em família católica, ainda que batizado apenas aos 7 anos, Cairbar Schutel cumpria suas obrigações perante a Igreja de Roma. Entretanto, já adulto e vivendo em Matão, passou a receber, em sonhos, a visita constante de seus falecidos pais, porque ele ficara órfão de ambos com menos de 10 anos de idade. Insatisfeito com as explicações de um padre para o fenômeno, Shutel procurou Quintiliano José Alves e Calixto Prado, que já naquela época, realizavam reuniões espíritas domésticas.</p>
<p>Convertido ao Espiritismo, uma de suas primeiras providências foi a fundação do Grupo Espírita Amantes da Pobreza, cuja ata de instalação foi lavrada no dia 15 de julho de 1905.</p>
<p>Determinado a difundir a Doutrina Espírita pelos quatro cantos do mundo, mesmo vivendo em uma pequena e modesta cidade do interior paulista, o &#8220;Bandeirante do Espiritismo&#8221;, como ficou conhecido Cairbar Schutel, fundou o jornal &#8220;O Clarim&#8221; no dia 15 de agosto de 1905, e a RIE &#8211; Revista Internacional de Espiritismo no dia 15 de fevereiro de 1925, ambos circulando até hoje.</p>
<p>Além disso, o incansável arauto da Boa Nova, com todas as dificuldades da época e da região, viajava semanalmente até Araraquara para proferir, aos domingos, as suas famosas &#8220;Conferências Radiofônicas&#8221;, pela Rádio Cultura Araraquara (PRD – 4), de 19 de agosto de 1936 à 02 de maio de 1937.</p>
<p>Escritor fértil, da sua pena saiu quase uma vintena de livros, muitos deles até hoje reeditados. Para publicá-los, ele não mediu esforços; adquiriu máquinas, papel, tinta, cola e todos os demais componentes para impressão, procurando sempre escolher material de primeira categoria. Daí surgiu a Casa Editora O Clarim, que hoje emprega inúmeros funcionários em Matão, tendo publicado mais de cem títulos de obras de renomados autores, encarnados e desencarnados.</p>
<p>Consciente de sua responsabilidade como cidadão, cuidou de regularizar a sua união com Maria Elvira da Silva e Lima, com ela se casando no dia 31 de agosto de 1905. O casal Schutel não teve filhos carnais, porém sua dedicação aos semelhantes ficou indelevelmente marcada na história de Matão, uma vez que ambos jamais deixaram de atender aqueles que os procuravam.</p>
<p>O reconhecimento público</p>
<p>Depois de curta enfermidade, Cairbar Schutel faleceu em Matão, no dia 30 de janeiro de 1938. Durante e após suas exéquias, inúmeras pessoas de Matão, das cercanias, do Estado de São Paulo inteiro e de diversas regiões do Brasil prestaram-lhe comovente tributo de gratidão e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido, tendo certamente cumprido a sua missão.</p>
<p>Aliás, o prestigioso jornal A Comarca , em sua edição de 6 de fevereiro de 1938, deixou consignado que &#8220;É impossível em Matão falar-se quer da nossa história passada, quer da nossa história hodierna sem mencionar Cairbar Schutel. Cairbar Schutel foi, para Matão, um dínamo propulsor do seu progresso, um arauto dedicado e eloqüente das suas aspirações de cidade nascente. Mais do que isso, foi o homem que, como farmacêutico, acorria com o seu saber e com a sua caridade à cabeceira dos doentes, naqueles tempos em que o médico era ainda, nos sertões que beiravam o ‘Rumo’, uma autêntica avis rara.&#8221;.<br />
Militando na política por algum tempo, a sua atuação pode ser traduzida no curto parágrafo que abaixo transcrevemos, fragmento de um discurso pronunciado em 1923, na Câmara Estadual, pelo deputado dr. Hilário Freire, quando aquele ilustre parlamentar apresentou o projeto da criação da Comarca de Matão. Ei-lo: ‘Em 1898, o operoso, humanitário e patriótico cidadão sr. Cairbar de Souza Schutel, empregando todo o largo prestígio político de que gozava, e comprando com os seus próprios recursos o prédio para instalação da Câmara, conseguiu, por intermédio de um projeto apresentado e defendido pelo dr. Francisco de Toledo Malta, de saudosa memória, a criação do município de Matão’.</p>
<p>Ninguém pode ignorar que Cairbar Schutel foi uma das pessoas que mais trabalharam pela emancipação política e pela instalação oficial do Município e da Câmara Municipal de Matão, tendo sido o seu primeiro Prefeito Municipal, ainda que naquele tempo esse cargo fosse designado pelo nome de Intendente.</p>
<p>No ano de 1998, o próspero município de Matão comemorou o seu centenário, e claro, homenagens ao nosso companheiro não faltaram. Portanto, fica aqui registrado, o nosso carinho e reconhecimento pelo importantíssimo trabalho de divulgação do Espiritismo que ele realizou. Cairbar Shutel, a Doutrina Espírita agradece!</p>
<p>O texto desta matéria foram extraídas da publicação O Clarim, suplemento comemorativo. Maiores informações sobre este órgão pelo fone (016) 282.1066.</p>
<p>Este artigo foi publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 01, em 1999.</p>
<p>Ao usar o texto, favor citar o autor e a fonte.?</p>
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