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	<title>Alvorecer</title>
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	<description>Grupo de Estudos Apométrico Alvorecer</description>
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		<title>A Lógica da Cor</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 13:51:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zagalima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por que o vermelho exprime ardor? E o azul, tristeza? Por que o blue se chama blue? A psicologia das cores é uma ferramenta do marketing de produtos e serviços. Mas até hoje ninguém entende por que certas cores produzem determinadas emoções em alguns países e em outros não.
Há dias em que levantamos e enxergamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><strong><span style="color: #993300;">Por que o vermelho exprime ardor? E o azul, tristeza? Por que o blue se chama blue? A psicologia das cores é uma ferramenta do marketing de produtos e serviços. Mas até hoje ninguém entende por que certas cores produzem determinadas emoções em alguns países e em outros não.</span></strong></p></blockquote>
<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2011/12/i307182.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2270" style="margin: 3px;" title="A Lógica da Cor" src="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2011/12/i307182-300x184.jpg" alt="A Lógica da cor" width="300" height="184" /></a>Há dias em que levantamos e enxergamos o mundo cor-de-rosa. Em outros, porém, tudo parece cinza. Que motivos nos levam a associar cores a sentimentos e emoções? Por que o rosa nos dá a sensação de alegria; e o cinza, de tristeza? Esse é um assunto que a psicologia estuda há décadas e ainda causa controvérsia. Mas uma coisa é certa: as cores estimulam sensações e até mesmo produzem alterações no funcionamento do nosso organismo.</p>
<p>A cor nada mais é que luz, ou seja, fótons que são emitidos por determinados átomos em processos naturais ou artificiais. Quando refletida nos objetos, a luz é traduzida em cores de comprimentos de onda que variam entre 400 e 770 nanômetros (milionésimos de milímetros). Cada cor tem um determinado comprimento de onda dentro dessa faixa e, no olho humano, há células especiais, cones e bastonetes, capazes de captar as cores e enviá-las ao cérebro. Evidências científicas sugerem que a luz de diversas cores, ao entrar pelos olhos, afeta diretamente o centro das emoções. Embora a maioria das pessoas enxergue a cor da mesma maneira, cada um de nós responde a esse estímulo de formas diferentes. Ou seja, é um fenômeno subjetivo e individual.</p>
<p>Eric Calderoni, psicólogo e professor de comunicação, vice-presidente da Associação de Pós-Graduandos da PUC-SP, desenvolveu pesquisas sobre o assunto. Ele afirma que não há consenso na psicologia sobre o efeito de cada cor sobre os seres humanos, porque é extremamente difícil investigar o impacto psicológico das cores de maneira científica. Entre outras, as maiores dificuldades são determinar como o impacto se manifesta no comportamento e se a sua reação é produzida pela exposição à cor ou por outros estímulos.</p>
<p>Em síntese, Calderoni divide o impacto psicológico das cores em dois grandes grupos de teorias: percepções natas e percepções de aprendizado. Segundo a teoria &#8220;inatista&#8221;, já nascemos programados para sentir as emoções produzidas pelas cores, pois esses padrões derivam de impactos positivos e negativos sobre a seleção natural da espécie. Nesse caso, o homem primitivo, em sua evolução, foi associando as cores a fatores de sobrevivência. Nas teorias inatistas, os impactos psicológicos seriam os mesmos, mas não as reações, que dependeriam da personalidade de cada um.</p>
<p>A teoria do aprendizado, por sua vez, acredita que o indivíduo, durante sua vida, passa a associar cada cor a uma emoção e a um padrão de comportamento. Por exemplo, se viveu experiências agradáveis numa casa pintada de verde, vai gostar dessa cor e de tudo o que relaciona com ela; se tiver experiências negativas irá rejeitá-la. Ambas as teorias dizem que a maioria das pessoas pode reagir de maneira parecida a determinada cor por ter compartilhado experiências semelhantes, como o calor dos dias ensolarados, que associa amarelo à animação, à alegria e ao prazer. A teoria do aprendizado afirma, no entanto, que pessoas de determinada classe social têm experiências semelhantes, o que as faz reagir perante as cores de maneira diferente de pessoas de outras classes.</p>
<p><strong><span style="font-size: small;">Melhor comunicação</span></strong></p>
<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2011/12/i307186.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2271" style="margin: 3px;" title="A Lógica da Cor" src="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2011/12/i307186-193x300.jpg" alt="" width="193" height="300" /></a>Os resultados de estudos sobre efeitos psicológicos das cores  nos seres humanos são utilizados pela indústria e comércio para  comunicar e vender. A cadeia McDonald&#8217;s de lanchonetes usa vermelho,  amarelo e laranja na decoração das suas lojas e na comunicação visual,  pois são cores quentes e vibrantes que estimulam o metabolismo e  aumentam o apetite. Paula Csillag, professora de linguagem visual e cor  da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), de São Paulo,  observa que, embora haja consenso sobre a propriedade de certas cores,  ele varia conforme a época, a cultura e a religião.</p>
<p>Em inglês, por exemplo, a expressão <em>I&#8217;m blue</em> (&#8220;estou  azul&#8221;), que nomeia o sentimento dominante da música &#8220;blues&#8221; dos antigos  escravos negros dos Estados Unidos, significa estar deprimido, para  baixo. O verde é a cor do Islã e o branco quer dizer luto em alguns  países do Oriente. Na China antiga, o vermelho era o símbolo da boa  sorte. Na moderna, foi associado à luta e ao sangue do povo.</p>
<p>&#8220;O roxo, no Brasil, era ligado à morte, por causa da religião  católica e da Quaresma. Porém, as novas gerações já não fazem mais essa  ligação&#8221;, explica Paula. A mudança natural de hábitos e padrões faz com  que a indústria também se modifique. Hoje, há um refrigerante com zero  caloria vendido em latas pretas e vermelhas, antes destinadas apenas a  inseticidas. E o azul, que não era usado nas embalagens de alimentos,  porque na natureza não há alimentos com essa cor, foi incorporado,  recentemente, sobretudo nos laticínios.</p>
<p><strong><span style="font-size: small;">Psicologia da cor</span> </strong></p>
<p>O psicólogo clínico paulista Paulo Félix, presidente da Associação  Pró- Cor do Brasil, recomenda para o tratamento dos seus pacientes,  entre outros métodos, o jogo na caixa de areia na abordagem da  psicologia <em>gestalt</em>, baseado na teoria da percepção de cores e  formas. Por meio da cor e sua associação com figuras e objetos, ele  induz os pacientes a expressar emoções e sentimentos. &#8220;São associações  sutis, pois a cor está diretamente ligada à personalidade&#8221;, assegura.</p>
<p>Como sua primeira formação foi como químico, Félix trabalhou  vários anos na indústria têxtil, estudando e desenvolvendo cores para  tecidos e estampas. Segundo ele, um detalhe como uma sola vermelha num  sapato preto feminino produz toda uma conotação de sofisticação e  elegância. Entretanto, uma mesma cor pode desencadear emoções  diferentes: o verde, por exemplo, tanto pode estar associado a gramados e  bosques prazerosos quanto a selvas impenetráveis e perigosas. &#8220;Alguém  tímido ou deprimido jamais vai usar cores fortes e vibrantes, a menos  que queira, conscientemente, camuflar esses sentimentos e passar uma  imagem diferente&#8221;, garante.</p>
<p>Embora a indústria da moda imponha determinadas cores em suas  coleções, nem sempre elas fazem sucesso e correm até o risco de ser  rejeitadas se não for feito um estudo prévio do seu impacto psicológico.  A rejeição pode estar ligada a fatores psicossociais e culturais, pois o  que funciona em um país pode não dar certo em outro.Na Europa,  especialmente na Inglaterra, os consumidores atualmente tendem a  boicotar roupas feitas com tecidos que foram tingidos com pigmentos  nocivos aos seres humanos e ao meio ambiente</p>
<p><strong><span style="font-size: small;">Ambientes e contrastes<br />
</span><br />
</strong> A arquiteta e urbanista Lilian Ried Miller Barros criou o  espaço Universo da Cor, em São Paulo, para agregar pesquisadores e  profissionais interessados na discussão de questões que envolvem o  conhecimento consistente da cor. Segundo ela, não se pode analisar  apenas a influência isolada de cada cor, mas a composição do cenário  como um todo num determinado ambiente, especialmente suas nuances e  contrastes. &#8220;Ambientes com fortes contrastes entre as cores nos deixam  mais despertos e alertas, enquanto contrastes suaves nos provocam a  sensação de relaxamento&#8221;, afirma.</p>
<p>O azul, por exemplo, é uma cor fria que tranquiliza, mas também  pode ser impactante, pois se estiver num espaço onde todas as cores são  quentes, chamará a atenção. Além disso, há padrões que não mais se  sustentam. Hoje, as casas de saúde procuram imitar hotéis, para se  tornar menos frias e impessoais, e o famoso verde-hospital deixou de ser  a cor predominante, embora possua reconhecidas propriedades calmantes e  terapêuticas.</p>
<p>Outra questão importante é como a textura dos objetos  influencia na percepção da cor: uma cor fria numa textura rústica pode  denotar uma sensação de conforto, utilizável para tornar os ambientes  mais aconchegantes. Lilian Barros, que realizou vários projetos de  ambientação para redes de bancos e empresas, afirma que a tendência  atual é as pessoas trabalharem em grandes espaços. Por isso, é preciso  saber usar as cores para criar uma identidade visual adequada, a fim de  que todos possam se situar e se orientar no ambiente. A arquiteta usa  elementos da flora e da fauna brasileira para criar padrões com cores  diferenciadas.</p>
<p><span style="color: #ff00ff;"><strong><span style="font-size: small;">Cela para durões</span> </strong></span></p>
<p><span style="color: #ff00ff;"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2011/12/i307187.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2272" style="margin: 3px;" title="Cela para Durões" src="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2011/12/i307187.jpg" alt="" width="240" height="199" /></a>Em 1978, o psicólogo norte-americano Alexander G.  Schauss conduziu experiências com um determinado tom de rosa e seus  efeitos no comportamento humano. Essa cor rosa, batizada de Baker-Miller Pink,  segundo ele, possuía propriedades calmantes e diminuía o apetite. Em  1979, a Marinha dos Estados Unidos testou a cor em celas especiais do  centro correcional em Seattle, chegando à conclusão de que os detentos  ficavam mais calmos com apenas 15 minutos de exposição. Décadas depois,  algumas penitenciárias adotaram a cela cor-de-rosa, como a State  Correctional Institution, de Rockview <em>(foto)</em>, onde as celas para confinamento solitário são conhecidas como <em>Restricted Housing Unit.</em> A finalidade é tranquilizar prisioneiros agressivos e desordeiros. Mas o  uso das celas também causa polêmica, pois, na opinião de alguns  advogados, trancafiar presos em celas cor-de-rosa equivaleria a uma  tortura psicológica. Quartos pintados com essa cor especial também são  usados em clínicas psiquiátricas com igual finalidade. Numa pesquisa  realizada no México, dois vestiários de times de futebol foram pintados  de maneira distinta: um com cores estimulantes e outro com tons  tranquilizantes. Em geral, as equipes do vestiário com cores  estimulantes faziam o primeiro gol das partidas.</span></p>
<blockquote><p><span style="color: #800000;"><strong>Sensação</strong><br />
A impressão imediata causada por uma cor corresponde ao  grau de excitação das redes neurais nas terminações nervosas da retina  do olho humano, proporcional à magnitude da cor como estímulo  eletromagnético.</span></p></blockquote>
<blockquote><p><span style="color: #800000;"><strong>Associação</strong><br />
A sensação da cor provoca uma reação emocional. A  nomeação dessa emoção é possível dependendo do grau de atenção, de  vivências emocionais anteriores, da memória e dos recursos linguísticos  da pessoa.</span></p></blockquote>
<blockquote><p><span style="color: #800000;"><strong>Representação</strong><br />
O conjunto das opiniões e sensações comuns produzido pela maioria das pessoas sobre o significado de determinadas cores.</span></p></blockquote>
<blockquote><p><span style="color: #800000;"><strong>Impressões subjetivas </strong><br />
A preferência por determinadas cores pode sinalizar traços de personalidade e aspectos inconscientes.</span></p></blockquote>
<pre><span style="color: #999999;"><em>1º Fonte: lista adaptada por Paulo Félix a partir do original Color Psychology and Color Therapy, de Faber Birren (McGraw-Hill).
2º Fonte: terra.com.br/revistaplaneta</em></span></pre>
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		<title>A Carne é Fraca</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 16:32:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zagalima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Milhares de pessoas vêm abandonando o hábito de comer carne em busca de um estilo de vida alternativo inspirado pela rejeição ética ao consumo de alimentos de origem animal. Várias celebridades já abraçaram essa bandeira, como o ex-beatle Paul McCartney e o presidente norteamericano Barack Obama. Mas, longe de ser um modismo, o vegetarianismo é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2011/09/a-carne-e-fraca.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2216" style="margin: 3px;" title="a-carne-e-fraca" src="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2011/09/a-carne-e-fraca-300x201.jpg" alt="" width="300" height="201" /></a>Milhares de pessoas vêm abandonando o hábito de comer carne em busca de um estilo de vida alternativo inspirado pela rejeição ética ao consumo de alimentos de origem animal. Várias celebridades já abraçaram essa bandeira, como o ex-beatle Paul McCartney e o presidente norteamericano Barack Obama. Mas, longe de ser um modismo, o vegetarianismo é um movimento com 2 mil anos de história e 200 anos de militância: nos Estados Unidos, um em cada cinco universitários já aboliu a carne. No Brasil, a novidade é o avanço da sua vertente mais radical, o veganismo. Enquanto a dieta vegetariana recusa todo tipo de carne, mas consome queijo, leite, ovos, mel ou iogurte, o veganismo, surgido em 1944, na Inglaterra, a partir de uma dissidência do vegetarianismo, não admite nada derivado de animal, seja comida, seja roupas, seja cosméticos ou joias.</p>
<p>No fim do ano passado, uma pesquisa da Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo contabilizou 4% de vegetarianos entre jovens de São Paulo e Rio, das classes A, B e C. Nas grandes cidades aumenta o número de restaurantes, sites, publicações e a oferta de produtos próprios para o consumo vegetariano. As duas maiores indústrias de carne do país, a Sadia e a Perdigão (atualmente unificadas na Brasil Foods), já criaram linhas de alimentos vegetarianos à base de proteína de soja. No ano passado, um grupo de estudiosos fundou a Sociedade Vegana para estabelecer um marco de referência teórica e fornecer informação ao movimento. No Orkut, um site da comunidade vegana reúne 19 mil adeptos.</p>
<blockquote><p><em><span style="color: #993300;">Veganismo e vegetarianismo ganham adeptos com uma filosofia que descarta o consumo de carne,<br />
sensível ao sofrimento dos animais e à ecologia.<br />
A questão ética que levantam implica impasses não resolvidos.<br />
Mas não há dúvida de que o impacto ambiental da pecuária no planeta é cada vez maior.</span></em></p></blockquote>
<p>Ao largo dessa efervescência, o consumo de carne cresce aceleradamente no Brasil devido à melhoria na distribuição de renda e à democratização do consumo. Segundo o Ministério da Agricultura, o consumo per capita de bovinos atingiu 37,5 quilos em 2010, 5% a mais do que em 2009 – apesar de uma alta de 38% no preço. Com a melhoria das dietas, a tendência é aumentar o consumo de proteínas. O vegetarianismo, portanto, é um nicho, e o veganismo o nicho do nicho.</p>
<p>Muitos dos que estão aderindo à dieta ética atualmente rejeitam a carne por motivos ambientais. A pecuária é o maior emissor de metano, um dos gases mais poluidores do efeito estufa que esquenta a temperatura do planeta, 23 vezes mais duradouro na atmosfera do que o dióxido de carbono. O impacto da criação e do abate de animais sobre o ambiente e a saúde pública também preocupa órgãos como a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).</p>
<p>Opção existencial<br />
“O que eu mais gosto no veganismo é saber que passei mais um dia sem ter de matar alguém para continuar vivo”, orgulha-se o tatuador paulista Fernando Franco Enei Franceschi, 36 anos, mais conhecido por Teté. Vegetariano desde 1993, Teté não tolera os métodos industriais de criação intensiva e de abate dos animais, que considera cruéis. “Acho intolerável os bichos sofrerem e ser sacrificados para nos alimentar”, diz. Em 1997, ele aderiu ao veganismo, adotando a decisão de não mais compactuar com a exploração dos animais.</p>
<p>Teté não compra produtos feitos com couro, lã ou materiais provenientes de bichos. De casacos a tênis, sua opção sempre recai em modelos manufaturados com lona, algodão, materiais sintéticos e jeans. Quanto aos xampus, sabonetes, cremes de barbear e demais itens de perfumaria e higiene, só usa os que respeitam a filosofia vegana, de não incluir substâncias animais na composição. “Faço duas tatuagens por dia. Esse é meu ganhapão. Mas mesmo a tinta que uso para tatuar não contém nenhum derivado animal”, afirma.</p>
<blockquote><p><em><span style="color: #993300;">Se um prato de sushi contivesse todos os animais que foram mortos para aquela porção,<br />
o prato precisaria ter 1,5metro de diâmetro.<br />
20% da Floresta Amazônica brasileira já foi destruída sobretudo pela expansão da pecuária.<br />
1.200 redes com 48 km de comprimento cada, são usadas por uma frota de pescadores para pescar somente uma espécie de peixe.</span></em></p></blockquote>
<p>Em São Paulo, a tribo vegana já dispõe de 17 restaurantes cadastrados, inúmeras lojas de tatuagem e livrarias. A capital paulista conta com um festival anual de rock hardcore, o Verdurada, que é replicado em Brasília, e cultua as próprias bandas, como Violator, Confronto e Mercenários do Rock. Entre os lugares mais frequentados na cidade destacam-se os restaurantes Vegacy, na Rua Augusta, e o Avi Alkalay, na Vila Madalena.</p>
<p>Sócio do Vegacy, Teté ressalta que a dieta vegana não pode ser feita de modo aleatório. Há necessidade de orientação, porque não se pode decidir abolir a carne e derivados do cardápio sem substituir suas propriedades nutricionais por outros alimentos. “Quando isso acontece, inevitavelmente a pessoa fica doente, porque o organismo humano precisa de todos os grupos de alimentos.” A advertência é importante acima de tudo para crianças que precisam de proteínas e de ferro.</p>
<p>Mas o vegetarianismo é muito mais do que uma dieta. Nutricionista e criador do Veddas, ONG de defesa dos direitos dos animais, George Guimarães, 37 anos, é um dos fundadores da Sociedade Vegana, cuja filosofia, oriunda da tradição filosófica indiana, está exposta no site www.sociedadevegana. org. Profissionalmente, Guimarães dirige a NutriVeg, uma consultoria em nutrição vegetariana que orienta pacientes vegetarianos ou em transição para o veganismo. “Essas pessoas não precisam obrigatoriamente consultar um profissional, mas é imprescindível que se informem sobre como será a sua dieta e sobre quais alimentos que substituirão a carne”, aconselha.</p>
<p>Vegetariano desde os 4 anos e vegano desde 1994, Guimarães conta que, inicialmente, decidiu abolir a carne por uma questão de saúde, pois “a dieta vegetariana é mais saudável”. Abolir a carne significa diminuir a ingestão de gordura, reduzir o risco de colesterol e de hipertensão e aumentar a proteção ao sistema cardiovascular. Sua convicção foi reforçada por argumentos éticos e pelo exemplo de pensadores que criticaram o consumo de animais, desde o grego Pitágoras e o romano Plutarco até Leonardo da Vinci, passando por Newton, Voltaire, Wagner, Tolstoi, Gandhi e Kafka.</p>
<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2011/09/ai291261.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2224" style="margin: 3px;" title="ai291261" src="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2011/09/ai291261-300x148.jpg" alt="" width="300" height="148" /></a>Para os vegetarianos, os bichos são seres sencientes (que sentem dor, medo, frio, desejos e prezam a vida). Por isso, não devem ser usados pelos homens na, produção de bens, rodeios ou circos. “Essa é a fronteira que ainda estamos ultrapassando: a de colocar os animais como sujeitos de direito, como seres que têm as próprias vontades e direitos”, ressalta Guimarães. Há muita controvérsia sobre a titularidade muita controvérsia sobre a titularidade desses direitos.</p>
<p>Sem dúvida, a emergência ambiental global está incentivando a opção vegetariana. Para os veganos, a produção de alimentos de origem animal é ineficiente porque requer mais terras e recursos ambientais e gera muito mais poluição do que a produção de alimentos de origem vegetal. O boi precisa de um vasto espaço de terra por bastante tempo (o abate é feito com 4 ou 5 anos) e ainda ocupa outras áreas destinadas ao cultivo do milho e da soja para alimentá-lo. “É muito desperdício de recursos naturais. Se considerarmos as proteínas, apenas 10% do que a vaca consome é convertido em carne, leite e derivados. Se falarmos em fibras e carboidratos, 100% são perdidos”, explica Guimarães. Ele cita o relatório Livestock’s Long Shadow, da FAO, que afirma ser vital uma mudança global em direção à dieta vegana, para evitar a fome, a falta de combustíveis e os impactos da mudança do clima. “A população global prevista para 2050 é de 9,1 bilhões de pessoas. A dieta rica em carne e em derivados de origem animal, característica do Ocidente, se tornará insustentável, já que os recursos necessários para a criação e alimentação desses animais são mais danosos do que a queima de combustíveis fósseis”, afirma o documento.</p>
<p><strong>Controvérsia</strong></p>
<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2011/09/ai291262.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2225" style="margin: 3px;" title="ai291262" src="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2011/09/ai291262-300x151.jpg" alt="" width="300" height="151" /></a>Os que acham que a carne é imprescindível ao ser humano estão enganados. Apesar de as associações médicas exibirem dados assegurando que o consumo é fundamental para todas as fases de vida humana, sobretudo na infância, na gestação e na prática de esportes, há provas abundantes em contrário. Um exemplo é o expugilista Éder Jofre, 75 anos. Vegetariano desde os 19 anos, Jofre sagrou- se bicampeão mundial de boxe em 1973 e, em 1983, foi eleito o maior peso galo de todos os tempos pela Confederação Mundial de Boxe. “Foi a mistura de vegetarianismo com talento que me tornou bicampeão mundial”, diz o pugilista. “Até hoje, me sinto bem sem carne, do momento em que acordo até a hora de dormir. Raramente fico doente. Por isso, posso recomendar o vegetarianismo para todos.”</p>
<p>Segundo Marly Winckler, 56 anos, presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) e coordenadora para América Latina e Caribe da União Vegetariana Internacional, “o vegetariano tem 31% a menos de cardiopatia e 50% a menos de diabete”. Sediada em Florianópolis (SC), a entidade brasileira tem como missão difundir o vegetarianismo e os benefícios que a dieta proporciona à saúde, ao meio ambiente e aos animais. Para tanto, também certifica produtos vegetarianos com o selo SVB – uma atividade “comercial” condenada pelos veganos. Em outubro de 2009, a sociedade lançou a campanha Segunda-feira sem Carne, que vem conquistando um número crescente de seguidores em todo o país.</p>
<blockquote><p><em><span style="color: #993300;">80% do desmatamento do planeta é responsabilidade da pecuária.<br />
7</span><span style="color: #993300;">% da população adulta (4 milhões de pessoas) no Reino Unido, é vegetariana.<br />
280 milhões de toneladas de carne foram consumidas em 2008 no mundo todo.</span></em></p></blockquote>
<p>“Os impactos ambientais causados pelo consumo de carne são pesados. A pecuária responde por 80% do desmatamento do planeta”, diz Marly. No Brasil, 20% da Floresta Amazônica já foi destruída e no Cerrado esse percentual é muito maior. “Nossos biomas estão desaparecendo graças à pecuária e à soja, cultivada para alimentar os animais. Afinal, são necessários de 7 a 9 quilos de soja para gerar um quilo de carne.”</p>
<p>O impacto ambiental é múltiplo. O gado produz dez vezes mais dejetos do que os humanos, mas esses não são tratados e acabam abandonados na natureza, contaminando córregos e águas subterrâneas. Marly acrescenta que a pecuária também é o segmento que mais emprega trabalho escravo e mão de obra infantil no Brasil. Cerca de 50% dos abates em território nacional são clandestinos. “Se o abate industrial é horroroso, o clandestino é ‘infernoso’, porque o boi morre com uma marretada”, afirma. “Muitas vezes ele ainda está vivo e seu couro já está sendo arrancado, uma tarefa da qual também crianças participam.”</p>
<p><strong>Futuro sombrio</strong></p>
<p>Os maus-tratos infligidos aos animais durante a criação e abate industrial inspiraram muitas reflexões. O livro Libertação Animal, de Peter Singer, lançado em 1975 (traduzido por Marly Winckler), é um maiores difusores da defesa dos direitos dos animais e na exposição da realidade cruel da indústria pecuária e dos testes de produtos em macacos e ratos. Filósofo e especialista em bioética da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, Singer lançou o conceito do especismo – a supremacia da espécie humana sobre os interesses das outras espécies – como uma analogia com o racismo. A obra inspirou o surgimento de organizações e movimentos pela mudança de atitude em relação aos bichos como o People for the Ethical Treatment of Animals (Peta), hoje com 2 milhões de membros, especialista em pressionar a indústria da moda.</p>
<p>Também recém-lançado no Brasil, o livro Comer Animais (Editora Rocco), do escritor norteamericano Jonathan Safran Foer, é mais um que denuncia as condições das granjas industriais modernas, nas quais não há iluminação natural, ventilação nem espaço. As aves são comprimidas em gaiolas, ocupando uma área menor do que uma folha de papel sulfite. Safran Froer relata que os bicos são serrados para evitar o estresse o canibalismo. Graças à genética capaz de criar galinhas exclusivamente poedeiras (que só botam ovos) e de corte (que só fornecem carne), muitas nascem deformadas, com ossos quebrados por não suportar o peso do corpo, levando uma vida de dores e sofrimentos comparáveis à de um campo de concentração.</p>
<p>Essas acusações são prontamente rechaçadas pela União Brasileira de Avicultura. “Há uma série de equívocos. O primeiro deles é que o frango não tem seu bico serrado durante a criação, pois não se faz necessário”, afirma a entidade à PLANETA. “No Brasil, as granjas, quase em sua totalidade, possuem galpões telados lateralmente, o que permite a manutenção do ambiente com iluminação e ventilação naturais, ao contrário de muitos países com clima frio. A alimentação é balanceada, o que significa que o animal recebe os nutrientes necessários para sua manutenção e desenvolvimento.” Os grupos Sadia, Perdigão e Marfrig não responderam às entrevistas solicitadas pela revista.</p>
<blockquote><p><em><span style="color: #993300;">Para capacitar as empresas a cumprir as leis, a União Brasileira de Avicultura ministra cursos sobre práticas produtivas voltadas ao bemestar dos animais, em conjunto com a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Mapa. A entidade também tem uma parceria com a World Society for the Protection of Animals, destinada a treinar pessoal envolvido com transporte, manejo, pré-abate e abate de animais. Apesar das leis, não faltam vegetarianos que garantam que a teoria, na prática, é outra. “Quando um fiscal do Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura vai a um abatedouro, vê o que está acontecendo naquele momento”, critica George Guimarães, da Sociedade Vegana. Quando há fiscalização, o animal é atordoado para não sentir dor no abate. Mas longe do fiscal nem sempre isso acontece. “No dia a dia, o desrespeito é a norma. E, quando são multados, os produtores embutem o valor da multa no preço final do produto e saem lucrando. A crueldade é impune”, denuncia Guimarães.</span></em></p></blockquote>
<p>No mundo todo, segundo os vegetarianos, crueldades similares são praticadas com perus, porcos e bovinos, cujo método de abate industrial muitas vezes não dá cabo da vida, embora a legislação estabeleça que a morte do animal deva ser rápida e indolor. As críticas induziram os países da União Europeia a se comprometer a acabar com a criação de frangos em caixas de arame até 2012. Nos Estados Unidos, a rede McDonald’s já exige que seus fornecedores criem galinhas em áreas de 2 metros quadrados por animal.</p>
<p>Safran Froer denuncia que metade de todos os antibióticos fabricados é destinada ao gado, o que induz o surgimento de bactérias cada vez mais resistentes às drogas. Bactérias resistentes têm sido encontradas em animais, em alimentos, nos seres humanos que os consomem e no meio ambiente”, confirma o especialista Luiz Carlos Demattê Filho, veterinário e gerente industrial da Korin, uma das maiores empresas produtoras de frangos orgânicos do Brasil. Teorica mente, a produção orgânica baseia-se na alimentação natural e na criação de animais soltos.</p>
<p>Vários estudos relacionam a resistência bacteriana ao emprego abusivo de antibióticos nos animais, que aumenta o risco de exposição a epidemias e pandemias. “O crescimento das taxas de resistência bacteriana preocupa especialistas em saúde pública do mundo inteiro, a ponto de países europeus decretarem a proibição ao uso de antibióticos como melhoradores de desempenho”, diz o especialista. “Melhoradores de desempenho”, na verdade, são substâncias químicas que promovem o rápido crescimento dos animais por meio da seleção de micro-organismos no seu aparelho digestivo. O processamento industrial de alimentos já gerou uma epidemia grave em 1992, a doença da vaca louca, ocasionada pelo aproveitamento de restos de animais nas rações.</p>
<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2011/09/ai291267.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2227" style="margin: 3px;" title="ai291267" src="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2011/09/ai291267-290x300.jpg" alt="" width="290" height="300" /></a>“A doença da vaca louca foi provocada pelos métodos demasiadamente intensivos de produção que buscam reduzir custos e aumentar a eficiência produtiva sem considerar ou adotar princípios de maior precaução quanto ao potencial de causar danos”, explica Demattê. Em consequência, em 2008, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Brasil, estabeleceu o Programa Nacional de Monitoramento da Resistência Bacteriana em Frango, cujo relatório apontou para uma baixa incidência do problema nos 14 Estados pesquisados, mas anunciou a intenção de ampliar o monitoramento. A ampliação, entretanto, não foi realizada.</p>
<p>Em 2008, segundo a FAO, o mundo consumiu cerca de 280 milhões de toneladas de carne, 700 milhões de toneladas de leite e 1,2 bilhão de ovos. Em termos ambientais, isso gerou derrubada de florestas, pradarias aradas, erosão do solo, perda de água para irrigação, gastos com adubação, combustível, tratores, pesticidas, fertilizantes e perda de biodiversidade. A pecuária emite em torno de 18% de gás carbônico do efeito estufa e 37% de metano.</p>
<p>“Os custos ambientais por unidade de produção animal devem ser cortados pela metade, para evitar que os problemas se agravem além do nível atual”, diz o relatório da FAO. Entretanto, convencer o mundo a abandonar o bife não será fácil. Com o aumento da prosperidade global, as pessoas consomem cada vez mais carne e produtos lácteos. A produção de carne deverá ultrapassar 465 milhões de toneladas em 2050, enquanto a de leite deverá subir de 580 milhões para 1,043 bilhão de toneladas. Para fazer frente à demanda de consumo dos países emergentes, o mundo precisará mais do que dobrar a produção de carne.</p>
<p>Outra complicação para o movimento vegetariano é o impacto ambiental da agricultura. Nas áreas de pastagens naturais, a pecuária é uma atividade sustentável que revolve o solo com os cascos dos animais e o fertiliza com esterco. Os ruminantes transformam capim em proteína. Se todos aderissem ao vegetarianismo ou ao veganismo, as pastagens teriam de ser substituídas por lavouras de cultivo intensivo, que reduzem a biodiversidade e aumentam a dependência da indústria por combustíveis fósseis e fertilizantes químicos.</p>
<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2011/09/ai291266.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2226" style="margin: 3px;" title="ai291266" src="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2011/09/ai291266.jpg" alt="" width="208" height="181" /></a>Com 9 bilhões de habitantes em 2045, a agricultura também esgotaria recursos como solo, água e florestas. Segundo a FAO, cerca de 70% do volume de água consumido pelo homem é usado na agricultura. Além disso, há uma outra fronteira ética a considerar: se os animais têm interesses e direitos, por que os vegetais não deveriam ter?</p>
<blockquote><p><em><span style="color: #993300;">Bicampeão mundial de boxe em 1973 e 1983, Éder Jofre é vegetariano desde os 19 anos. “Raramente fico doente. Posso recomendar o vegetarianismo a todos.”</span></em></p></blockquote>
<p><em> </em></p>
<blockquote><p><em><span style="color: #993300;">Para saber mais<br />
Livestock’s Long Shadow www.unep.org<br />
Para ver o filme de campanha do Peta, busque no site do you tube: Paul McCartney: “Se os abatedouros tivessem paredes de vidro&#8230;”</span></em></p></blockquote>
<h6><span style="color: #c0c0c0;"><em>Por Fabíola Musarra</em></span></h6>
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		<title>O poder do Pensamento</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 00:36:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[pensamento]]></category>
		<category><![CDATA[poder]]></category>

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		<description><![CDATA[Nas décadas de 60 e 70, a parapsicologia irrompeu nos meios acadêmicos  dos Estados Unidos, da Europa e da ex-União Soviética. Chegou como um  tsunami de renovação. Muitos cientistas foram seduzidos por essa nova  disciplina e passaram a investigar, cada um dentro da sua especialidade,  a realidade dos assim chamados fenômenos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2011/08/Kulagina.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2139" style="margin: 3px; border: 0pt none;" title="Nina Kulagina" src="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2011/08/Kulagina.jpg" alt="" width="300" height="258" /></a>Nas décadas de 60 e 70, a parapsicologia irrompeu nos meios acadêmicos  dos Estados Unidos, da Europa e da ex-União Soviética. Chegou como um  tsunami de renovação. Muitos cientistas foram seduzidos por essa nova  disciplina e passaram a investigar, cada um dentro da sua especialidade,  a realidade dos assim chamados fenômenos paranormais. Experiências  feitas em laboratório com pessoas dotadas de capacidades  extrassensoriais levaram à confirmação de uma hipótese fascinante: a de  que o pensamento humano é uma força capaz de influenciar e transformar a  própria matéria. Centenas de casos extraordinários foram verificados.</p>
<p>Em Moscou, a russa Nina Kulagina causou estupor ao demonstrar, diante de  câmeras de cinema e de televisão, ser capaz de mover para lá e para cá  bolas de pingue-pongue, caixas de fósforos e outros pequenos objetos  colocados dentro de redomas de vidro, usando exclusivamente a força do  seu pensamento. Ela simplesmente se concentrava, olhava fixo para os  objetos e com um comando mental fazia com que eles se movessem.<br />
Nos Estados Unidos, as proezas do norteamericano Ted Serios  deixaram atônitos os investigadores: ele conseguia gravar em películas  fotográficas Polaroid imagens produzidas na sua mente. Cúpulas de  igrejas, a Torre Eiffel, ônibus em movimento, a rainha Elizabeth, o Taj  Mahal, o Vaticano, o Pentágono, paisagens e pessoas desconhecidas, e  centenas de outras imagens pensadas por Serios foram parar na superfície  dos filmes. Eles lá estão, até hoje, guardados nos arquivos da  Universidade da Califórnia e de alguns institutos especializados, sem  que nenhuma explicação convencional de como o fenômeno acontece ainda  tenha sido formulada.</p>
<p>Entidades importantes da pesquisa científica norte-americana e a  própria empresa Polaroid financiaram programas para investigar as  capacidades de Serios sob condições de laboratório. Tudo o que se  conseguiu foi provar que o fenômeno não constituía um truque. Era bem  real. Serios segurava diante dos olhos uma câmera Polaroid;  concentrava-se durante alguns segundos para formar com clareza na mente a  imagem solicitada; ao sentir que ela estava bem nítida, procurava  &#8220;projetá-la&#8221; para dentro da câmera, ao mesmo tempo em que apertava o  disparador. Revelada a chapa, lá estava a figura que Serios criara.  Detalhe curioso e talvez significativo: Serios tomava umas boas doses de  uísque puro antes de trabalhar. Sem a bebida, as imagens eram menos  nítidas.</p>
<p>Ao final de anos de trabalho, a equipe de cientistas que  investigou o paranormal fez uma declaração importante: &#8220;O fenômeno das  psicopictografias de Serios e as pesquisas mais modernas da física  sugerem a existência de uma interferência entre o campo das partículas  materiais e o campo psiplasma, ou seja, o psiquismo humano.&#8221; Traduzindo  para uma linguagem mais simples, significava que a energia do pensamento  e da psique parece ter a capacidade de agir sobre a matéria, alterando  as suas propriedades.<br />
Ao mesmo tempo, pesquisadores da física atômica faziam uma  descoberta fundamental: alguns fenômenos no âmbito das partículas  subatômicas aconteciam de um certo modo como se alguém estivesse a  observá-los, e de um outro modo quando não havia ninguém olhando.  Concluiu-se, portanto, que o simples olhar humano, lançado com atenção  sobre alguma coisa, parece ser capaz de alterar a estrutura subatômica  da matéria.</p>
<p>Todas essas descobertas e experiências revolucionaram tudo o que  se sabia sobre as interações entre mente humana, energia e matéria, e  isso foi apresentado nos meios da ciência como grande novidade. Mas se  aqueles cientistas tivessem folheado qualquer tratado básico sério de  ciências ocultas, ou de magia, saberiam que, desde sempre, a força do  pensamento, bem como a força da vontade, da atenção e do olhar humanos  não são entendidas como coisas abstratas e subjetivas. Bem ao contrário,  são consideradas forças materiais objetivas, vivas e atuantes, capazes  de influenciar a nós mesmos e as coisas da natureza e do mundo. A física  moderna parece prestes a confirmar isso. Como verdadeiros magos  contemporâneos que usam fórmulas matemáticas em lugar de diagramas  cabalísticos, há inclusive cientistas que chegam a afirmar que, no  futuro, serão inventados aparelhos capazes de detectar, pesar e medir o  fluxo energético dos pensamentos humanos.<span id="more-2133"></span></p>
<p>A ideia do pensamento como energia objetiva já existia no cerne de  sistemas religiosos antigos, como os do Antigo Egito, da Grécia, China e  Índia. Mais recentemente, na segunda metade do século 19, época de uma  grande Renascença ocultista, foi o movimento teosófico, desencadeado  pela russa Helena Petrovna Blavatsky, que passou a defender essa ideia.</p>
<p>A teosofia, que tem como principais fontes de inspiração as  filosofias esotéricas do budismo e do hinduísmo, desenvolveu a teoria  das &#8220;formaspensamento&#8221;, geradas e alimentadas pela energia dos  pensamentos, emoções e sentimentos das pessoas. Essas formas, uma vez  criadas, passam a existir como verdadeiras entidades energéticas  &#8220;inteligentes&#8221;. Elas se fixam na estrutura da aura &#8211; o corpo de energia  sutil da pessoa &#8211; e, como a imagem fotográfica firmemente impressa na  superfície do filme, passam a fazer parte daquela estrutura. Mesmo  depois de cessado o pensamento que lhe deu origem, a forma-pensamento  permanece como uma entidade viva. E, como toda entidade viva, ela exige  alimento para não morrer. Para tanto, tende a fazer com que a pessoa que  a criou repita mais e mais os mesmos pensamentos que lhe servem de  nutrição.</p>
<p><img class="alignleft" style="margin: 3px;" title="Helena Petrovna Blavatsky" src="http://www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/459/imagens/i249218.jpg" alt="" width="134" height="200" /><em>Helena Petrovna Blavatsky foi importante precursora dos estudos dos fenômenos paranormais.</em></p>
<p>As formas-pensamento atuam e interagem no campo de energia sutil das  pessoas, podendo provocar nele grandes alterações. Charles Leadbeater,  escritor teosofista, escreveu que &#8220;quando eles (os pensamentos) são  dirigidos para outras pessoas, as formas em verdade se movem pelo espaço  em direção a essa pessoa, introduzem-se na sua aura e com ela se fundem  em muitos casos. Quando, porém, os pensamentos e os sentimentos se  concentram na própria pessoa que os emite &#8211; o que, receio, deve  acontecer com a maioria das pessoas -, as formas ficam agrupadas em  torno de quem lhes deu origem.&#8221;</p>
<p>A teoria considera que todo ser pensante constroi para si mesmo  uma espécie de concha de formas-pensamento: uma verdadeira vestimenta  feita de energia mental; assim, todos os pensamentos e sentimentos que  emitimos reagem constantemente sobre nós mesmos.</p>
<p>Nós os geramos, nós os tiramos de dentro de nós e, eles situam-se  agora exteriormente e são capazes de reagir sobre nós e de nos  influenciar, sem que tenhamos consciência de sua proximidade e de seu  poder. Pairando à nossa volta, as forças que nós mesmos irradiamos nos  parecem vir todas de fora. Mas o pensamento de hoje pode ser, e em geral  é, apenas um reflexo do nosso próprio pensamento da véspera ou da  semana anterior. Os pensamentos, portanto, são coisas, capazes de  influir sobre outras coisas. Capazes, principalmente, de influir sobre  quem os emite. E, por isso, como dizem os ocultistas, como pensa o  homem, assim ele é.<!--more--></p>
<p><img class="alignleft" style="margin: 3px;" title="Charles Leadbeater" src="http://www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/459/imagens/i249221.jpg" alt="" width="146" height="200" /><em>Na segunda metade do século 19, o teósofo Chales Leadbeater desenvolveu a  teoria das formaspensamento, segundo a qual os pensamentos têm  existência objetiva e se mantêm vivos por muito tempo após ser  emitidos.</em></p>
<p>Como sempre acontece, grandes descobertas da ciência rapidamente caem no  domínio do grande público e passam a fazer parte do nosso dia a dia. O  uso da força da mente, o controle do poder do pensamento é tema central  de milhares de livros publicados nas últimas décadas. Toda livraria  dispõe hoje de uma seção de &#8220;mentalismo&#8221;, nome genérico que designa esse  gênero de literatura. Trata-se, em sua maioria, de livros cujo conteúdo  mistura teorias e técnicas originárias de muitas áreas, como a medicina  psicossomática, as psicologias práticas, a parapsicologia, as religiões  ocidentais e orientais e uma boa dose do chamado conhecimento oculto ou  esotérico.</p>
<p>Embora a qualidade da maioria dessas obras possa ser discutida, o  fato inegável é que todas elas se assentam numa mesma crença. A ideia de  que o pensamento é uma força poderosa capaz de influir sobre nossas  vidas, alterando radicalmente os seus rumos. Ele é, depois do amor, a  maior de todas as forças mágicas.</p>
<p>&#8220;Pensamento e ação são os carcereiros do destino&#8221;, diz o escritor  norte-americano James Allen, &#8220;se forem vis, aprisionam; são também os  anjos da liberdade &#8211; se forem nobres, libertam&#8221;.</p>
<p>Bons pensamentos e atos jamais produzirão maus resultados. É fácil  entender essa lei no mundo natural, mas poucos são os que a entendem no  plano mental e moral e, portanto, não cooperam com ela. Nas ciências  ocultas e nas grandes religiões, bem como na moderna psicologia, o  sofrimento é quase sempre o efeito do pensamento errado em algum  sentido.</p>
<p>Por outro lado, imaginamos que o pensamento pode ser mantido em  segredo, mas não pode. Para Allen, bem como para os demais especialistas  no assunto, ele se cristaliza rapidamente em hábitos, e os hábitos se  concretizam em circunstâncias. Pensamentos de medo, dúvida e indecisão,  por exemplo, cristalizam-se em hábitos fracos e irresolutos, os quais se  concretizam em circunstâncias de fracassos, indigência e servil  dependência.</p>
<p>Pensamentos de ódio, crítica negativa e condenação  cristalizam-se em hábitos de acusação e violência, os quais se  concretizam em circunstâncias de injúria e perseguição. Mas pensamentos  de coragem, autoconfiança e decisão firme cristalizamse em hábitos  enérgicos, os quais se concretizam em circunstâncias de êxito,  abundância e liberdade. Pensamentos de amor e de altruísmo  cristalizam-se em hábitos de disposição espontânea para perdoar, os  quais se concretizam em circunstâncias de segura e duradoura  prosperidade e contentamento &#8211; a verdadeira riqueza.</p>
<p>O corpo é escravo da mente, diz, por seu lado, a medicina  psicossomática em coro com a sabedoria esotérica. Doença e saúde têm  suas raízes no pensamento. Pensamentos doentios se expressarão através  de um corpo doentio. Pensamentos de medo fazem adoecer e podem até  matar. As pessoas que vivem sob o medo da doença, como os  hipocondríacos, são as que mais adoecem. A angústia e a tensão levam  todo o corpo a entrar num rápido processo de abatimento e o deixa aberto  às enfermidades. Pensamentos impuros e negativos &#8211; de ódio,  ressentimento, inveja, desconfiança, cinismo, revolta e não aceitação da  realidade &#8211; não tardarão a destruir o sistema nervoso. O corpo é um  instrumento plástico, delicado e sensível, que responde prontamente aos  pensamentos que o impressionam.</p>
<p>Baseados em todas essas descobertas, toda uma nova geração de  pensadores dedica-se agora ao desenvolvimento de uma nova ciência,  batizada de &#8220;ecologia mental&#8221;. De modo análogo à ecologia terrestre &#8211;  parte da biologia que estuda as relações entre os seres vivos e o meio  ambiente onde vivem, bem como as suas recíprocas influências -, a  ecologia mental estuda as relações entre os pensamentos e os seres  humanos e o modo como os primeiros influenciam os segundos.</p>
<p>Uma das primeiras constatações importantes da ecologia mental fala  da necessidade urgente de se proporcionar às crianças, a partir dos  primeiros anos escolares, uma educação da mente. Ensinálas a pensar  corretamente e a discernir entre pensamentos negativos, escuros e  destrutivos, que devem ser evitados, e pensamentos positivos, luminosos e  criativos, que devem ser estimulados.</p>
<p><img class="alignleft" style="margin: 3px;" title="James Allen" src="http://www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/459/imagens/i249225.jpg" alt="" width="134" height="200" /><em>James Allen foi um dos primeiros a estudar as interações cérebro-mente-psique.</em></p>
<p>Mas, desde já, todos nós podemos, se quisermos ser mais saudáveis e  felizes, colocar isso em prática usando simplesmente o bom-senso. Maus  pensamentos nos levarão fatalmente à ruína. Bons pensamentos nos levarão  a um permanente desabrochar de nossas melhores possibilidades. A  escolha é de cada um.</p>
<p>Para concluir, um outro aspecto fundamental da ciência do poder da  mente diz respeito à necessidade de que o pensamento seja não apenas  positivo, mas também claro e objetivo. Carlos Castañeda, em seus livros,  refere-se frequentemente à conveniência do controle da &#8220;tagarelice  mental&#8221;, o fluxo desenfreado e descontrolado de pensamentos destituídos  de objetivo preciso. O pensamento é energia que não se deve jogar fora  em atividades vazias, destituídas de sentido. Desenvolver esse tipo de  autocontrole constitui uma base fundamental preconizada por qualquer  escola séria de conhecimento, tanto psicológico quanto espiritual. Os  métodos de meditação e de concentração, por exemplo, são, todos eles,  técnicas criadas para ajudar o buscador de si mesmo na difícil tarefa  que é o controle do próprio fluxo mental.</p>
<p>Pois, como dizem os iniciados,  sem que o pensamento esteja ligado a um objetivo, não haverá realização  inteligente. A falta de objetividade nos pensamentos é, portanto, um  vício que deve ser corrigido. Sem essa objetividade, a função mental  torna-se um inútil desperdício de energia e de tempo. Mas, quando o  indivíduo consegue ser senhor dos seus próprios pensamentos, já terá  dado passos importantes para a criação de si mesmo como ser plenamente  consciente e realizado.</p>
<p><img src="http://www.terra.com.br/revistaplaneta/imagens/BulletSeta4.gif" alt="" hspace="2" vspace="0" width="9" height="9" /><em>Pensamento &#8211; Ele é uma força viva capaz de cirar e destruir<br />
&#8220;Cuidado  com os seus desejos, eles podem se tornar realidade.&#8221; A frase esconde  uma verdade que nem todos conhecem: o fato de que, mais cedo ou mais  tarde, nós nos transformamos naquilo que pensamos.</em></p>
<p><em>Luis Pellegrini</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<h5><em><span style="color: #888888;">revista planeta, edição 459</span><br />
</em></h5>
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		<title>Francisco Candico Xavier &#8211; Trailer oficial do filme</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Dec 2010 22:46:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zagalima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Versão OFICIAL do trailer, já com as edições corretas.
A  trajetória de Chico Xavier, um dos mais importantes expoentes do  espiritismo no Brasil, é uma das grandes apostas do cinema brasileiro  para 2010.
O filme é uma biografia do médium brasileiro, que morreu aos 92 anos com mais de 400 livros psicografados. Uma linda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Versão OFICIAL do trailer, já com as edições corretas.</p>
<p>A  trajetória de Chico Xavier, um dos mais importantes expoentes do  espiritismo no Brasil, é uma das grandes apostas do cinema brasileiro  para 2010.<br />
O filme é uma biografia do médium brasileiro, que morreu aos 92 anos com mais de 400 livros psicografados. Uma linda história!<br />
Este será um ótimo filme!<br />
Estreia: 2 de abril de 2010.</p>
<p>Parabéns a toda? produção deste filme! Maravilhoso!</p>
<p>O inferno não existe meu irmão, muito menos o Diabo, o Bem e o mau fazem parte das ações humanas pois todos tem o livre arbítrio, o que fazes ao comentar neste tópico de falta desrespeitosa e leiga é o ato &#8221;mau&#8221; do? ser humana, achar que sabes todas as respostas.</p>
<p>Muitos são os irmãos evangélicos más poucos são dentre esses &#8221;pensadores&#8221; sobre a bíblia a massa apenas o lê.</p>
<p>Saudações meu irmão, que fique em paz.</p>
<p>Chico &#8211; Exemplo de homem que nem você nem eu chegamos perto&#8230;</p>
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		<title>Biografia</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 00:05:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zagalima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografias]]></category>

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		<description><![CDATA[A Biografia (grego: Bioypaqía, de Bio &#8211; bíos, vida e ypaqía – gráphein, escrever)   é um gênero literário em que o autor narra a história da vida de uma   pessoa ou de várias pessoas. De um modo geral as biografias contam a   vida de alguém depois de sua morte, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/biografia.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2125" style="margin: 3px;" title="biografia" src="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/biografia.jpg" alt="" width="400" height="295" /></a>A <strong>Biografia</strong> (grego: <strong>Bioypaqía</strong>, de <em>Bio &#8211; bíos, vida</em> e <em>ypaqía – gráphein, escrever</em>)   é um gênero literário em que o autor narra a história da vida de uma   pessoa ou de várias pessoas. De um modo geral as biografias contam a   vida de alguém depois de sua morte, mas na atualidade isso vem mudando.</p>
<p>Em certos casos a biografia inclui aspectos da obra dos biografados,  como por exemplo Plutarco, em suas <em>Bíoi parálleloi</em> (<em>Vidas paralelas</em>), numa abordagem muitas vezes de um ponto de vista crítico e não apenas historiográfico. Em francês o termo <em>biographie</em> é documentado em 1721; no inglês a palavra <em>biography</em> foi documentada em 1791 e na forma <em>biographia</em> já em 1683; em espanhol <em>biografía</em> e em português <em>biografia</em> aparecem somente na segunda metade do século XIX.</p>
<p>Aqui estão algumas Biografias de personagems relacionados ao Espiritsmo, ou Apometria.</p>
<p>Texto extraído da Biblioteca Wikipédia Portuguesa.</p>
<p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Biografias</p>
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		<title>A Lemúria &#8211; O continente perdido também chamado continente MU</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Dec 2010 19:22:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zagalima</dc:creator>
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		<category><![CDATA[atlandida]]></category>
		<category><![CDATA[Lemúria]]></category>

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		<description><![CDATA[Lemúria, também chamada Mu, é o nome de um suposto continente perdido, localizado no Oceano Índico ou no Oceano Pacífico. A idéia teve origem no século XIX, pela teoria geológica do Catastrofismo, mas desde então tem vindo a ser adotada por escritores do Oculto, assim como pelo povo Tâmil, da Índia. Relatos sobre a Lemúria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/photo-SQIc4QoKCG4AACeyXro1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1937" style="margin: 3px;" title="Lemuria" src="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/photo-SQIc4QoKCG4AACeyXro1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Lemúria, também chamada Mu, é o nome de um suposto continente perdido, localizado no Oceano Índico ou no Oceano Pacífico. A idéia teve origem no século XIX, pela teoria geológica do Catastrofismo, mas desde então tem vindo a ser adotada por escritores do Oculto, assim como pelo povo Tâmil, da Índia. Relatos sobre a Lemúria diferem quanto à maioria dos pormenores. No entanto, todos partilham a crença comum de que o continente existiu na pré-história mas afundou no oceano devido a alterações geológicas. A maioria dos cientistas considera hoje continentes submergidos uma impossibilidade física, dado a teoria da Isostasia. No entanto a variação do nível médio dos mares ao longo das sucessivas idades do gelo tem inundado e exposto porções de terreno mais ou menos extensos. Estas variações das áreas expostas/inundadas poderão eventualmente ter perdurado na memória colectiva dos povos pela sabedoria acumulada ao longo de várias gerações. <span style="color: #888888;">pt.wikipedia.org/wiki/Lemuria</span></p>
<address></address>
<p>A cerca de 4.500.000 anos a.C. , o Arcanjo Miguel, com a sua equipe de anjos da Chama Azul e muitos seres do Reino de Luz, com a bênção do Pai-Mãe-Deus, escoltaram para este planeta as primeiras Almas que se tornariam a semente da raça lemuriana.</p>
<p>As Almas novas encarnadas neste planeta vieram originalmente da Terra de MU, no Universo de Dahl. Nessa altura, a Terra expressava em todo o lado uma perfeição, uma abundância e uma beleza difíceis de imaginar hoje em dia. Finalmente, outras raças de Sírius, Alfa Centauro e Plêiades, e mais alguns planetas, vieram e juntaram-se a estas Almas “semente” para também elas evoluírem.</p>
<p>Lemúria, a Mãe-Pátria, tornou-se o berço de uma civilização iluminada neste planeta.</p>
<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/photo-SQIedgoKCG4AAEpTzEQ1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1938" style="margin: 3px;" title="Lemuria" src="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/photo-SQIedgoKCG4AAEpTzEQ1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Nesse tempo,a Terra existia numa expressão de 5.ª dimensão e eles viviam principalmente nos seus corpos vibracionais de Luz de 5.ª dimensão, com a capacidade de diminuírem a sua vibração para experimentarem, nos seus corpos, níveis vibracionais mais densos, voltando para os corpos de Luz quando quisessem.</p>
<p>A Era Lemuriana estendeu-se de aproximadamente de 4.500.000 a.C. até cerca 12.000 anos atrás.</p>
<p>O território pertencente ao gigantesco continente da Lemúria incluía as terras atualmente sob o Oceano Pacífico, bem como o Havaí, as Ilhas de Páscoa, Fidji, a Austrália e a Nova Zelândia. O continente incluía também terras no Oceano Índico e Madagascar. A costa este da Lemúria prolongava-se até à Califórnia e parte da Colúmbia Britânica no Canadá.</p>
<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/photo-SQIeHAoKCG4AAEh@vu41.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1939" style="margin: 3px;" title="Lemuria" src="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/photo-SQIeHAoKCG4AAEh@vu41-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Há 25.000 anos atrás, a Atlântida e a Lemúria, duas das mais desenvolvidas civilizações daquele tempo, batiam-se uma contra a outra por causa das “ideologias”.</p>
<p>Tinham duas idéias diferentes acerca de qual seria a direção indicada para a continuidade de outras civilizações neste planeta. Os Lemurianos acreditavam que as outras civilizações menos evoluídas deveriam ser deixadas sozinhas para continuar a sua própria evolução, ao seu próprio ritmo, de acordo com os seus próprios entendimentos e caminhos.</p>
<p>Por sua vez, os Atlantes pensavam que as culturas menos evoluídas deveriam ser controladas pelas duas civilizações mais evoluídas.</p>
<p>Essa discórdia causou uma série de guerras termonucleares entre a Atlântida e a Lemúria. Quando as guerras acabaram e a poeira assentou não sobravam vencedores.</p>
<p>O nosso povo, como muitas outras civilizações, caiu definitivamente para o nível da 4.ª dimensão e, mais tarde, por completo para o da 3.ª dimensão.</p>
<p>A Atlântida e a Lemúria tornaram-se vítimas da sua própria agressão e as terras-mãe de cada continente enfureceram-se por aquelas guerras.</p>
<p>As pessoas foram então informadas, através dos sacerdotes de que, em menos de 15 000 anos, os seus continentes seriam destruídos.</p>
<p>Assim, com o objetivo de obterem permissão para construir uma cidade e tornar-se parte da rede subterrânea de Agartha, os Lemurianos tiveram de provar a muitos organismos, como a Confederação Galáctica dos Planetas, que haviam aprendido a sua lição a partir dos anos de guerra e agressão.</p>
<p>Com a permissão concedida, os Lemurianos construíram a sua cidade, denominada Telos,com o propósito de albergar aproximadamente 200.000<br />
pessoas.</p>
<p>De fato, quando o continente foi destruído, o que aconteceu um pouco antes do previsto, muitas pessoas não conseguiram chegar à cidade de Telos a tempo e, quando o cataclismo ocorreu, apenas 25.000 pessoas chegaram ao interior da montanha e foram salvas.</p>
<p>É sabido que a amada mãe-pátria desapareceu numa noite. Disse o Mestre Himalaya, através de Geraldine Innocenti (a Chama Gêmea de El Morya), a maioria dos sacerdotes permaneceram fiéis à Luz e ao seu sagrado chamado; como capitães de um navio a afundar, permaneceram nos seus postos. Destemidos até ao fim, cantavam e oravam enquanto se afundavam sob as vagas.</p>
<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/photo-SQIfnwoKCG4AAGS9J-81.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1940" style="margin: 3px;" title="Lemuria" src="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/photo-SQIfnwoKCG4AAGS9J-81-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Ainda antes de a Lemúria submergir, alguns destes sacerdotes e sacerdotisas regressaram a casa nesse continente e ofereceram-se como voluntários para desaparecerem com a terra e o seu povo, prestando apoio com a sua irradiação, espalhando conforto e coragem.</p>
<p>Na verdade, essa ajuda foi oferecida para contrapor o medo que acompanha sempre as atividades cataclísmicas. Estes afetuosos benfeitores, pela irradiação do seu sacrifício, rodearam, literalmente, as auras das pessoas num manto de paz, permitindo assim a criação de um veículo de libertação do medo, de modo a que os corpos etéreos daqueles fluxos de vida não fossem tão severamente marcados.</p>
<p>Muitos membros da classe sacerdotal colocaram-se em pequenos grupos estratégicos, em vários locais, e rezaram e cantaram à medida que  afundavam sob as águas. A melodia que cantavam era a mesma que atualmente é conhecida como Auld Lang Syne.</p>
<p>Através da ação e sacrifício destes sacerdotes, escolhendo ficar juntos em grupos e cantando até ao final, muito medo foi mitigado, mantendo-se um certo nível de harmonia e, deste modo, o dano e o trauma para as Almas que pereceram foram enormemente diminuídos.</p>
<p>A idéia de suporte desta ação era a de que todas as experiências horríveis deixam uma cicatriz e um trauma profundo no corpo etéreo e na memória celular das pessoas, que leva várias vidas a curar.</p>
<p>Os sacerdotes e os músicos que os acompanhavam cantaram e rezaram até à chegada das ondas e da água ao nível das suas bocas até ao momento em que desapareceram.</p>
<p>Durante a noite, enquanto as massas dormiam, sob um céu estrelado, tudo terminou, a amada Mãe-Pátria foi submersa sob o Oceano Pacífico. Nenhum dos sacerdotes abandonou o seu posto e nenhum evidenciou qualquer medo.</p>
<p>A Lemúria desapareceu com dignidade!</p>
<p>Auld Lang Syne foi a última canção para sempre ouvida na Lemúria.</p>
<p>As pessoas da Terra trouxeram novamente esta canção através do povo irlandês .</p>
<p>Somos esses antigos conhecidos reunindo-se de novo. Aqueles de nós pertencentes ao Reino tridimensional estão reunidos agora, em consciência, com os seus antigos amigos e membros da família da Lemúria.</p>
<p>Esta noite pedir-vos-ei para cantarem esta canção de novo como parte da nossa apresentação. As pessoas da Terra trouxeram novamente esta canção através do povo irlandês somos esses antigos conhecidos reunindo-se de novo. Aqueles de nós pertencentes ao Reino tridimensional estão reunidos agora, em consciência, com os seus antigos amigos e membros da família da Lemúria.</p>
<p>Antes do afundamento completo da Lemúria, foi profetizado que, um dia, num futuro algo distante, muitos de nós se reuniriam em grupos e cantaríamos esta canção de novo, sabendo, com toda a certeza, que a “Vitória da Terra” estava garantida.</p>
<p>É quase com lágrimas nos olhos que eu vos faço saber de Adama, que muitos de vós nesta sala, esta noite, estavam entre aquelas valentes Almas que sacrificaram a vida para benefício coletivo. Aplaudamos a vossa coragem de então e rejubilemos agora pelo nosso reencontro, para continuar a grande missão lemuriana, de assistência da Humanidade e do planeta, na senda da sua gloriosa ascensão.</p>
<p>Ouçam bem dentro dos vossos corações, meus amigos, esta próxima afirmação.</p>
<p>O Novo Dia, o Novo Mundo, está mesmo a nascer. Aprendemos as nossas lições de Amor e a Nova Lemúria, o paraíso reencontrado, está quase a manifestar-se de novo.</p>
<p>Estamos aqui esta noite para co-criar em conjunto uma muito importante limpeza e cura para o nosso planeta e para todos vós também. Vamos chamar a isto a primeira limpeza dos antigos registros lemurianos dolorosos, ainda remanescentes nos corações e Almas da maioria das pessoas.</p>
<p>O tempo da nossa separação está quase a acabar e estamos agora a religar coração a coração com o maior número de vós, diariamente.</p>
<p>Fiquemos agora em silêncio durante uns breves momentos e peço-vos para estabelecerem as vossas intenções de terem os vossos próprios registros limpos e sanados. Mergulhem profundamente no vosso coração.</p>
<p>Depois de pedirem a limpeza para vós próprios, peçam silenciosamente, no vosso coração, com a permissão dos Eus Superiores deles, limpeza e cura para toda a humanidade que pode, nesta altura, ter os seus próprios registros limpos.</p>
<p>Criamos a Nova Lemúria na 5.ª dimensão, um paraíso de maravilhas e magia. Tudo quanto sonharam está aqui e muito mais. Quando chegar o momento, em conjunto com todos vós, estenderemos a Lemúria à dimensão da superfície deste planeta.</p>
<p>Ensinar-vos-emos tudo quanto sabemos e tudo o que aprendemos nestes últimos 12.000 anos do nosso isolamento das pessoas da superfície.</p>
<p>Eu Sou Adama e comigo os companheiros Lemurianos, em conjunto, aplaudimos a vossa vitória.</p>
<h5><span style="color: #888888;">fonte: espacoseraphisbey.multiply.com/journal/item/42</span></h5>
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		<title>Auto Obsessão &#8211; Obsessão Complexa. Do livro: Espírito e Matéria Novos Horizontes para a Medicina</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Dec 2010 01:26:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zagalima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[kármicas]]></category>
		<category><![CDATA[magia]]></category>
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		<description><![CDATA[KARMA, A GRANDE LEI CÓSMICA
 
Karma é a Lei da Ação pela qual a obra criada por Deus emana de Sua natureza.
No princípio havia apenas o Absoluto, o Imanifestado em toda Sua plenitude potencial. Quando Ele começou a criar, projetou Sua própria natureza divina tudo quanto existe; por essa razão, somos filhos de Deus na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>KARMA, A GRANDE LEI CÓSMICA</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Karma é a <strong>Lei da Ação</strong> pela qual a obra criada por Deus emana de Sua natureza.</p>
<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/mental_superior.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1931" style="margin: 3px;" title="mental_superior" src="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/mental_superior-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>No princípio havia apenas o Absoluto, o Imanifestado em toda Sua plenitude potencial. Quando Ele começou a criar, projetou Sua própria natureza divina tudo quanto existe; por essa razão, somos filhos de Deus na mais pura acepção do termo. Portanto, Deus está presente em nós e isso se chama imanência. Pela Sua infinitude porém, Deus transcende à obra criada. “Vós sois deuses” – disse Jesus.</p>
<p>O karma é a grande Lei que preside a Criação. Ela rege a absoluta harmonia do Cosmos, nos seus mais infinitos detalhes. Se houver desarmonia em qualquer recanto do Espaço, essa grande Lei sofre interferência de uma outra – secundária, mas independente: a Lei da Reação, que obriga tudo a voltar a seu lugar, em imenso processo de reajuste harmônico. Conjugadas, essas duas leis cósmicas constituem o “Princípio da Evolução”, que pode ser comparado ao eterno “vir-a-ser”, de Heráclito. Este Princípio regem as manifestações do Imanifestado, sua permanência no continuo Espaço-Tempo e seu glorioso retorno ao Criador. Essa a síntese de todos os fenômenos do Cosmos.</p>
<p>Quando o Homem se desvia da Lei da Harmonia Cósmica, torna-se satânico; por antagonismo à Lei da Harmonia, deflagrada o caos em si próprio e ao seu redor. A Lei da Reação obriga-o, então, a restabelecer incondicionalmente a harmonia, na mesma ordem de grandeza da perturbação. A reordenação fatalmente ser fará, não só no interior do indivíduo como, na porção de espaço que ele desorganizou, aí incluídos todos os seres que tenham sido arrastados pelo caos.</p>
<p>Todos os seres estão sujeitos a esse grande processo de reajuste cármico. O somatório dos reajustes, pequenos ou avultados, confere ao ser em evolução a experiência e os conhecimentos que o levarão da ignorância à sabedoria, da treva à Luz.</p>
<p><strong>O RESGATE KÁRMICO</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>No resgate das desarmonias Kármicas há quatro etapas bem definidas:</p>
<p><strong>1 – Conhecimento da desarmonia produzida</strong></p>
<p>A “dívida” (falta cometida com outros seres ou contra o próprio faltoso), deve ser resgatada até o último “centavo”. Para que seja paga, é preciso que o devedor saiba o valor dela.</p>
<p>O processo evolutivo se desenrola através dos tempos e o ser passa por sucessivas e inúmeras etapas encarnatórias, em que perde a memória do seu passado. Como, então, poderá saber a quantidade e valor de erros praticados, tanto mais que há os cometidos em passado longínquo?</p>
<p>Tal pergunta, conquanto aparentemente lógica, denota desconhecimento do processo aprimorativo regido pelo Princípio da Evolução. Tudo que se conquistou por ato volitivo (isto é, por esforço consciente) não se perde: foi armazenado em nossa Essência, no espírito imortal; em outras palavras, as experiências positivas ou negativas (o mesmo que <strong>harmônicas</strong> ou <strong>desarmônicas</strong>) se gravam magneticamente nos bancos de memória do cérebro <strong>espiritual</strong> do indivíduo. Por essa razão, qualquer ser humano encarnado sabe perfeitamente todos os erros que cometeu em qualquer época de sua vida consciente. Seu cérebro físico não sabe o que ele praticou em existências pretéritas, mas o Espírito conhece tudo: isso explica a diversidade de temperamentos, as tendências más ou boas que todos os homens manifestam desde a infância.</p>
<p>Os homens são diferentes uns dos outros porque <strong>herdam de si próprios</strong> os temperamentos que lhes conferem características ímpares. Verdadeira <strong>nota tônica</strong> pessoal e distinta – patrimônio adquirido através das experiências vivenciadas tempos afora – um temperamento imutável caracteriza cada ser humano. Na manifestação desse temperamento, varia apenas o caráter, enriquecido ou empobrecido por nosso valores e experiências, na abrasão do polimento educativo de cada estágio encarnatório.</p>
<p><strong>2 – Aquiescência em resgatá-la</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong>Toda criatura humana anseia pela paz, pela harmonia, pela felicidade. O temor da morte, da dor, do sofrimento é constante atávica inerente ao homem em suas etapas inferiores de evolução. Daí a necessidade de evoluir, de ter paz, de alcançar uma felicidade que se busca até as raias da insensatez. A princípio, se pensa que tal ventura pode ser alcançada com a aquisição de bens materiais: é a fase da corrida do dinheiro. Nessa etapa infantil da evolução, o homem é predador; abusa da agressividade, fere todos quantos ousam pôr limites à sua ação possessiva. Com isso, espalha a seu redor mais desarmonias que benefícios. O saldo negativo acumulado nesses desvarios imediatistas fará com que mais tarde, em outras encarnações, ele compreenda que nada de útil lhe restou de tudo que fez de perturbação, a não ser o anátema dos que sofrem em suas mãos e cuja dor, então, requeima a <strong>sua</strong> consciência. Em nova vivência encarnatória ele será criatura intimamente amargurada, pois o mal gera o mal.</p>
<p>Em certo momento de sua evolução, o homem sente a necessidade de harmonizar-se intimamente: a carga negativa acumulada na memória espiritual o obriga a sentir a urgência de uma mudança de rumo em sua existência; conscientiza-se, então, de que os valores a serem adquiridos devem ser outros – e não os materiais. Nesta fase, está em condições de enfrentar com estoicismo e sem revolta as adversidades que ele mesmo provocou. Aquiesce, por isso, em resgatar seus erros.</p>
<p>Mas como se sabe que uma criatura está disposta a resgatar seus erros?</p>
<p>Reconhece-se isso pela resignação frente aos sofrimento que, muitas vezes, acontece inesperadamente. Os conformados com situações irreversíveis, como dores físicas ou morais, provam sua disposição em resgatar adversidades semelhantes, provocadas por eles mesmos no destino de outras criaturas, em passado distante.</p>
<p>Os que se revoltam contra o sofrimento e deblateram contra s Divindade, clamando pela “injustiça” que sofrem, esses não querem nem podem resgatar nada, pois não se consideram devedores; portanto, ainda não se encontram no ponto do despertar de consciência. Somente a repetição de experiência em faixas de desarmonia haverá de fazer com que suas consciências desabrochem.</p>
<p><strong>3 – Valor da desarmonia</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong>Todas as desarmonias em que as criaturas se debatem constituem sofrimento passivo através do qual elas tomam conhecimento do processo kármico e das dívidas a resgatar durante a existência.</p>
<p>Geralmente se pensa que é pelo sofrimento que o homem resgata os males que praticou em seu passado remoto. Redondo engano! O sofrimento apenas dá a medida dos erros cometidos, jamais serve de moeda para o pagamento de qualquer culpa. Que lógica é essa em que a dor do culpado provoca o pagamento de culpa? Deus, então seria sádico?</p>
<p>Realmente, seria bastante estranho que o sofrimento suportado passivamente – um olho vazado, por exemplo – servisse para repor o olho furado do inimigo de existências anteriores. Não se pode  conceber que a justiça divina seja tão primária. Teríamos a consagração da lei do Talião, com o “olho por olho dente por dente” se perpetuando como a moeda de Deus para os reajustes de culpas.</p>
<p>Com efeito, Deus que é justiça absoluta, bondade em superlativo, pureza sem jaça, deve ter outros, meios de aplicar Sua justiça infinita. Na Harmonia Absoluta não pode se incluir a dor, contrária à Sua natureza.</p>
<p>A dor é mero indicador. Ela apenas aponta o “quantum” de desarmonia praticada: por meio dela o ser humano aprende que não deve lesar seu semelhante. O sofrimento, portanto, é educativo; serve como experiência para que os erros não se repitam. Em suma, a dor ensina o amor.</p>
<p><strong>4 – Ressarcimento</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Por ressarcimento se entende o pagamento da dívida. <strong>E só existe uma moeda, no Universo, para o pagamento de qualquer dívida: o amor. </strong>O amor é moeda mágica que sana erros e eleva as criaturas. Somente pelo amor aos nossos semelhantes – e a tudo quanto existe – a criatura é glorificada. Quando Paulo de Tarso disse: “já não sou eu quem vive; é o Cristo que vive em mim”, estava entrando na plenitude do amor divino.</p>
<p><strong>PERGUNTAS E RESPOSTAS</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<ul>
<li>P – O que acontece ao indivíduo que consegue ser liberado de todo o valor da dívida Kármica, ou seja, de qualquer sofrimento?</li>
<li>R – Estará apto a fazer o pagamento.</li>
<li>P – Sabendo-se que a criatura se sente aliviada e como que renascida, tanta é a alegria por se ver fora do círculo de sofrimento, repetimos: o que acontece com ela?</li>
<li>R – Passa a ter condições de resgatar, com mais facilidade, sua dívida kármica.</li>
<li>P – O que é karma?</li>
<li>R – Karma é a Lei pela qual o Criador manifesta sua natureza absoluta em toda a Criação.</li>
<li>P – As leis do Karma – Lei da Ação e Lei da Reação – por acaso são antagônicas?</li>
</ul>
<p>R – São complementares, nunca antagônicas, e quase independentes entre si. A Grande Lei da Ação implica a Lei da Reação, que é a do reajuste kármico, Este propende sempre para o bem e para a harmonia, pois somente existe o bem na obra divina. Deus jamais poderia criar o mal, avesso à sua própria natureza. Embora possa durar milênios seguidos, o mal é sempre relativo. E passageiro. Na verdade, todo o mal constitui uma degenerescência do bem, assim como a desarmonia é perturbação da harmonia. Harmonia e desarmonia também são estados complementares, reversíveis entre si, diz-se que são antagônicos apenas porque representam os pólos de um estado. Quando o mal se integra no bem, passa a existir somente o bem. Quando a desarmonia desaparece na harmonia, somente a harmonia existe.</p>
<p><em>O bem e o mal caminham juntos, mas quem escolher um desses caminhos dificilmente trilhará o outro</em>, diz antiquíssimo provérbio egípcio. Em nossa vida, harmonia e desarmonia estão caminhando juntas. Como a desarmonia é o ato ou a energia perturbadora da harmonia, a harmonização é a ação pela qual conseguimos integrar a desarmonia na harmonia (aproveitando, para tanto, até mesmo energias desarmônicas). Não sendo independentes nem contrárias, mas sempre complementares, uma não pode substituir completamente a outra, pois se houvesse plenitude de uma delas o Homem seria absoluto em um dos pólos, igualando-se ao Criador.</p>
<p>Como corolário, conclui-se que é inteiramente impossível a existência do mal em estado absoluto no Diabo, de vez que, se assim fosse, Satã seria igual a Deus em poder, <strong>Absoluto</strong> em sentido oposto.</p>
<p>A propósito da dualidade inerente à condição humana, disse o apóstolo Paulo: <em>“O bem que eu quero fazer não faço, mas sim o mal que não quero fazer&#8230; Há em mim duas leis, a lei do bem e a lei do mal&#8230; Infeliz de mim, quem me libertará deste corpo mortífero?  &#8211; Romanos 7:15 – 24</em></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>5 – A vida do homem – campo das Leis kármicas</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Quando se estuda o Homem – único ser vivo com capacidade consciente para escolha de soluções de maneira contínua e seqüencial – nos deparamos com o binômio terrível em que ele se debate pelos séculos afora, sem ter conseguido equacioná-lo: <strong>ignorância e sofrimento</strong>.</p>
<p>Falando em ignorância não queremos nos referir somente à intelectual. Esse tipo de ignorância é de valor bastante secundário se refletirmos sobre a ignorância espiritual em que temos vivido e teimamos em viver, até hoje.</p>
<p>A crise espiritual por que passa a humanidade gerou, neste fim da atual civilização, todas as crises secundárias em que nos debatemos: crise econômica mundial; insolúveis crises políticas; crise moral com decadência dos costumes – comum a todas as civilizações que nos precederam, quando já em fase de desaparecimento; crises existenciais; e toda a desarmonia e inquietação materialista em que nos atolamos – embora a incrível inchação dos meios de divertimento e gozo, as comunicações fáceis e os confortos de que dispomos.</p>
<p>Responsável por todas essas crises, a grande crise espiritual só pode ser resolvida através do aprimoramento espiritual de cada indivíduo. O somatório das ações dos indivíduos renovados modificaria a sociedade para melhor, como conseqüência automática. É bem possível que, por esse caminho, cheguemos à ideal sociedade sem classes, que vem povoando nossos sonhos desde Platão aos materialistas históricos de nossos dias.</p>
<p>Não existe alo-redenção, afirma Rohden; isto é, não existe uma redenção vinda de fora do homem. Nossas salvação vem de <strong>dentro</strong>, desabrocha de nosso íntimo. É, portanto, uma auto-redenção. Modificações impostas por agentes exteriores não alteram as criaturas em sua essência; daí o total fracasso das mágicas dos governos, que jamais conseguem resolver os angustiantes problemas que afligem todas as classes sociais. A sociedade deste fim de século, excessivamente imediatista e ávida de soluções salvadoras, anda esquecida das lições da História e já não enxerga que a solução de todos os seus problemas está dentro de cada homem.</p>
<p>Com efeito, olhemos à nossa volta <strong>e para dentro de nós</strong>: vivemos, praticamente todos homens, procurando atalhos, caminhos que inventamos. Desgarramo-nos, nos perdemos em labirintos que nós próprios criamos. Assim tem sido sempre, embora a radiante luminosidade das leis ensinadas pelo Enviado.</p>
<p>Por que isto, afinal?</p>
<p>A explicação já nos foi dada pelo apóstolo Paulo, há 19 séculos: <em>“&#8230;o homem psychkós (intelectual) não compreende as coisas do espírito, que lhe parecem estultícia, nem as que compreender, porque as coisas do espírito devem ser interpretadas espiritualmente.”</em> &#8211; Coríntios 2:14</p>
<p>A fórmula perfeita para nossa salvação nós a temos desde há dois mil anos. Ela está, simples e ao alcance de todos, nas imutáveis leis cósmicas contida no Evangelho. Embora conhecendo-as, por séculos temos insistido em transgredi-las, de modo que os historiadores do Futuro provavelmente haverão de dizer que este foi o maior, o mais duradouro e o mais catastrófico erro coletivo de nossa Espécie.</p>
<p>Segue no livro.</p>
<p><strong>SÍNDROME PSICOPATOLÓGICAS</strong></p>
<p><strong>A) </strong><strong>– INDUÇÃO DE CAMPOS VIBRATÓRIOS NEGATIVOS SOBRE ENCARNADOS</strong></p>
<p>Nesses casos, o espírito perturbado atua apenas pela presença, por contiguidade. Pode acontecer que o espírito seja colocado propositadamente junto ao doente encarnado, por magos negros, com o objetivo de prejudicá-lo. Mesmo assim, o fenômeno deve ser catalogado entre os de indução, pois a entidade perturbadora atua tão-somente pela proximidade. A vítima, entrando em ressonância vibratória com o doente desencarnado, rebaixa seu padrão vibratório e, em conseqüência, sofre.</p>
<p><strong>1. </strong><strong>Magnetismo, eletromagnetismo e indução espiritual</strong></p>
<p>Nossa definição desse fenômeno se estuda na Física.</p>
<p>Há certa relação (já de domínio científico) entre magnetismo, eletromagnetismo e fenômenos mentais. Tudo indica que a Lei que rege fenômenos materiais se aplica também aos espirituais, variando apenas os parâmetros.</p>
<p>Revisemos, para melhor compreensão, alguns conceitos e postulados da Física.</p>
<p><strong>Em campo magnético</strong>, “indução é a grandeza vetorial energética igual à densidade do fluxo de um campo magnético”.</p>
<p><strong>Em campo eletromagnético</strong>, “indução é o estabelecimento de uma força eletromotriz num circuito, por efeito de variação de um fluxo magnético que o atravessa”</p>
<p>A indutância eletromagnética é fundamental na transformação da energia elétrica em mecânica, ou vice-versa, tal como acontece em geradores e motores elétricos. (ver fórmula no livro)</p>
<p>Em campo eletrostático, “indução é a distribuição de cargas elétricas num corpo eletricamente neutro, pela influência de campo elétrico externo a este corpo”.</p>
<p>Chama-se também influência. Quando um sensitivo se arrepia, sentindo a presença, em suas proximidades, de um espírito com freqüência vibratória mais ou menos semelhantes à que ele possui, estamos em presença de fenômeno igual à indução eletrostática. Esta é a indução espiritual mais comum, principalmente em mulheres.</p>
<p>- Indução mútua é a indução eletromagnética entre dois circuitos em que circulam variáveis em intensidade e tensão. No campo espiritual este fenômeno é bastante freqüente, principalmente nos casos de obsessão mútua e nos parsitismo, simbiose e vampirismo.</p>
<p>Espiritual, magnética, eletromagnética ou eletrostática, a indução é sempre uma transferência de energia de um sistema para outro, que tenha energia circulante variável.</p>
<p>A indução espiritual de desencarnado para encarnado se faz espontaneamente, na maioria das vezes de modo casual, sem premeditação ou maldade alguma. O espírito vê o paciente, sente-lhe a benéfica aura vital que o atrai, porque lhe dá sensação de bem-estar. Encontrando-se enfermo, porém, ou em sofrimento, transmite ao encarnado suas angústias e dores, a ponto de desarmonizá-lo – na medida da intensidade da energia desarmônica de que está carregado e do tempo de atuação sobre o encarnado. Em sensitivos sem educação mediúnica, é comum chegarem em casa esgotados, angustiados ou se queixando de profundo mal-estar. Atendendo estas pessoas, para tratamento espiritual, quase sempre se constata a presença de um espírito enfermo, às vezes em intenso sofrimento, que apenas permanece perto, encostado no sensitivo, porque deste recebe certo alívio, uma espécie de calor benéfico que se irradia do corpo vital. Em troca, por ressonância vibratória, o desencarnado causa no encarnado o mal-estar de que este se queixa.</p>
<p>O afastamento da entidade espiritual é geralmente fácil, bastando um passe magnético no enfermo. Daí o valor do passe como terapêutica. Mas é preciso que se trate, antes de tudo, o espírito enfermo, projetando sobre ele energias vivificantes que elevem seu padrão vibratório, para que saia das pesadas faixas de padecimentos e doença. Em seguida, deve ser providenciada sua condução a algum lugar de tratamento, no astral. O procedimento é semelhante ao usado no mundo físico, quando nos deparamos com um ferido. Após atendê-lo, será necessário encaminhá-lo a um hospital.</p>
<p><strong>2. </strong><strong>É preciso tratar os espíritos</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Convém que todos os espíritas, principalmente os que executam trabalhos de caridade, se conscientizem disso: no mundo espiritual tudo acontece e funciona à semelhança do mundo físico. Melhor, nosso mundo é uma pálida realidade do mundo dos espíritos. Assim, devemos ter conhecimento de lugares de tratamento, hospitais do astral para onde possam ser encaminhados espíritos enfermos. E, isso, sob comando energéticos nosso, sem esperar pelo concurso e ajuda de Espíritos Superiores, que nem sempre estão à nossa disposição. (Deve ser evitado o hábito, muito generalizado, de transferir toda a assistência para os espíritos, não importando o que possa acontecer aos encarnados atendidos – como se os espíritos socorristas fossem onipresentes e onipotentes. Acreditar que mandar os espíritos para o Espaço resolve brilhantemente o caso, é não conhecer o mecanismo do socorro espiritual. Pode até constituir erro grave: eqüivale a tratar um doente, no nosso mundo físico, e depois deixá-lo no meio da rua, para que se complete sua “recuperação”.)</p>
<p><strong>3. </strong><strong>O perigo da simbiose</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>De fenômeno simples que é, a indução pode evoluir, contudo, para parasitismo ou simbiose. A escalada depende do grau de invigilância sobre pensamentos e sentimentos menos felizes ou francamente mórbidos, que se ajustem ao estado vibratório da entidade desencarnada, sintonizando-a .Com o tempo, encarnado e desencarnado vibrando na mesma faixa de freqüência, se instala, no encarnado, um estado patológico de simbiose psíquica. Dependendo também da desarmonia do corpo astral da entidade, haverá a possibilidade de aparecer (e se instalar) a mesma enfermidade em idêntica área do corpo. A doença, emergindo agora como física (e de cura quase sempre difícil, para a Medicina) é, no entanto, de etiologia inteiramente espiritual.</p>
<p><strong>APRESENTAÇÃO ESQUMÁTICA DA SÍNDROME DE INDUÇÃO</strong></p>
<p><strong>A) </strong><strong>– Etiologia</strong></p>
<p>A síndrome é causada por entidade espiritual, que age de modo direto e prejudicial sobre o encarnado, sem ato volitivo (isto é, sem querer), produzindo efeito maléfico apenas pela presença próxima.</p>
<p><strong>B) </strong><strong>– Mecanismo de ação</strong></p>
<p>Atua por ressonância vibratória do paciente com a aura do espírito enfermo. A enfermidade é induzida pela ação desorganizada das energias do campo mental do espírito sobre o corpo vital (etérico) da criatura encarnada.</p>
<p><strong>C) </strong><strong>– Sintomatologia</strong></p>
<p>Mal-estar ou qualquer doença que provoque dor no corpo astral da entidade, passa, por ressonância, para o paciente, causando-lhe desajustes físicos, psíquicos, ou ambos.</p>
<p><strong>D) </strong><strong>– Tratamento</strong></p>
<p>Afastamento e tratamento adequado do espírito indutor. Educação mediúnica conveniente do paciente encarnado, (se for sensitivo e quiser trabalhar) acompanhada de orientação para o desempenho equilibrado da missão mediúnica que lhe for mais conveniente.</p>
<p><strong>E) </strong><strong>– Prognóstico</strong></p>
<p>É dos mais favoráveis. Depende, entretanto, do estado mental do paciente, sua carga kármica negativa e do ambiente em que vive.</p>
<p><strong>B – PSEUDO-OBSESSÃO</strong></p>
<p>Este tipo de ação nefasta é mais comum entre encarnados, embora possa haver pseudo-obsessão entre desencarnados e encarnados. Trata-se de ação perturbadora em que o espírito agente não deseja, deliberadamente, prejudicar o ser visado. É conseqüência da ação egoísta de uma criatura que faz de outra o objeto dos seus cuidados e a deseja ardentemente para si própria como propriedade sua. Exige que a outra obedeça cegamente às suas ordens desejando protegê-la, guiá-la e, como tais coerções, impede-a de se relacionar saudável e normalmente com seus semelhantes.</p>
<p>Acreditamos que o fenômeno não deve ser considerado obsessão propriamente dita. O agente não tem intuito de prejudicar o paciente. Acontece que, embora os motivos possam até ser nobres, a atuação resulta prejudicial; como o tempo, poderá transformar-se em verdadeira obsessão.</p>
<p>A pseudo-obsessão e muito comum em pessoas de personalidade forte, egoístas, dominadoras, que, muitas vezes, sujeitam a família à sua vontade tirânica. Ela aparece nas relações de casais, quando um dos cônjuges tenta excercer domínio absoluto sobre o outro. Caso clássico, por exemplo, é o do ciumento que cerceia de tal modo a liberdade do ser amado que, cego a tudo, termina por prejudicá-lo seriamente. Nesses casos, conforme a intensidade e continuidade do processo, pode se instalar a obsessão simples (obsessão de encarnado sobre encarnado).</p>
<p><strong>C – OBSESSÃO PROPRIAMENTE DITA</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><em>“A obsessão é a ação persistente que um espírito mau excerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais.” – Allan Kardec</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em> “Obsessão – Do lat. </em>obsessione. Impertinência, perseguição, vexação. Preocupação com determinada idéia, que domina doentiamente o espírito, e resultante ou não de sentimentos recalcados; idéia fixa; mania. (Novo Dicionário – A .B. de Hollanda F.)<em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em>Nossa definição: <em>É a ação nefasta e continuada de um espírito sobre outro, independentemente do estado de encarnado ou desencarnado em que se encontrem.</em></p>
<p>A obsessão propriamente dita implica sempre ação consciente e volitiva, com objetivo bem nítido, visando fins e efeitos muito definidos; o obsessor quer e sabe muito bem o que está fazendo. Essa ação premeditada, planejada e posta em execução, por vezes, com esmero e sofisticação, constitui a grande causa das enfermidades psíquicas. Quando a obsessão se processa por imantação mental, a causa está, sempre, em alguma imperfeição que permite a ação influenciadora de espíritos malfazejos.</p>
<p><strong>1. </strong><strong>A avassaladora importância da obsessão</strong></p>
<p>A obsessão é a enfermidade do século. Tão grande é o número de casos rotulados como disfunção cerebral ou psíquica (nos quais, na verdade, ela está presente) que podemos afirmar: fora as doenças causadas por distúrbios de natureza orgânica, como traumatismo craniano, infecção, arteriosclerose e alguns raros casos de ressonância com o Passado (desta vida), TODAS as enfermidades mentais são de natureza espiritual.</p>
<p>Causadora, portanto, da maioria das doenças mentais, a obsessão superlota hospitais psiquiátricos de todo Planeta, onde vem desafiando, há séculos, terapêuticas científicas e brilhantes teorias de pesquisadores materialistas. Nem a penumbra dos gabinetes de psicanálise nem a terapia heróica do eletrochoque ou drogas psicotrópicas seletivas conseguiram resolver satisfatoriamente a patologia mental. Ao contrário, ele cresce nesses nossos dias de desajustes morais de toda a ordem, e uma nefasta nuvem de loucura paira sobre a Humanidade em boa parte desvairada, projetando sombra que também é atestado da impotência da Ciência no tratamento da alma. O fato demonstra, por outro lado, o clamoroso fracasso das religiões em sua missão de nos religar com nossas origens divinas.</p>
<p>Há, sem sombra de dúvida, um notório desconhecimento do Homem-Espírito, não só por parte de investigadores e cientistas como também de religiosos de todos os credos. Desconhecendo ou negando a realidade do espírito desencarnado, o modo como ele continua vivendo, seu habitat, problemas existenciais e, sobretudo, seu relacionamento com os homens e os desequilíbrios que provocam nestes, não há quem possa formular terapêutica eficaz. Todas as síndromes psicopatológicas descritas pela Medicina (sobremaneira restritas, se vistas no contexto da patologia geral) são reais. Mas a etiologia delas, na maioria dos casos, é totalmente diferente da que descrevem os tratados.</p>
<p>Disso resulta óbvia a necessidade de um estudo sistemático, <strong><em>aberto</em></strong><em> e minucioso, deste velho problema</em> <strong>médico</strong>. Urge, antes de mais nada, abolir preconceitos tanto científicos como religiosos, de modo a tratar os fenômenos de patologia psíquica com uma asséptica objetividade, racionalmente, sem misticismo, mesmo que se faça necessário admitir – como hipótese de trabalho – premissas e conceitos que tangenciam o campo que se estabeleceu como sendo “religioso”.</p>
<p><strong>2. </strong><strong>Etiologia e tratamento</strong></p>
<p>A maioria dos casos dessa síndrome é de desencarnados sobre mortais. A etiologia das obsessões, todavia, é tão complexa quanto profunda, vinculando-se às dolorosas conseqüências de desvios morais em que encarnado e desencarnado trilharam caminhos da criminalidade franca ou dissimulada; ambos, portanto, devendo contas mais ou menos pesadas, por transgressões à grande Lei da Harmonia Cósmica. Passam a se encontrar, por isso, na condição de obsidiado e obsessor, desarmonizados, antagônicos, sofrendo mutuamente os campos vibratórios adversos que eles próprios criaram.</p>
<p>No tratamento de qualquer obsessão impõe-se, portanto, como objetivo básico, HARMONIZAR obsessor e obsidiado. Libertados ambos da situação opressiva, poderão se dispor a ressarcir o mal praticado (preparando-se, para isso, convenientemente).</p>
<p>Visando esta meta, o primeiro e necessário passo no atendimento do enfermo mental (melhor dizendo, espiritual) será fazer o diagnóstico com a maior precisão possível – como, alias, em qualquer atendimento médico. Diagnóstico que, atentando às causas, envolverá também a pesquisa e conhecimento da extensão dos danos psíquicos resultantes da ação obsessiva, no que se deve empregar, sempre, atitude e métodos científicos.</p>
<p>A maioria das ações perniciosas de espíritos sobre encarnados implica todo um extenso processo a se desenrolar no Tempo e no Espaço, em que a atuação odiosa e pertinaz (causa da doença) nada mais é do que um contínuo fluxo de cobrança de mútuas dívidas, perpetuando o sofrimento de ambos os envolvidos. Perseguidores de ontem são vítimas hoje, em ajuste de contas interminável, mais trevoso do que dramático. Ambos, algoz e vítima atuais, estão atrasados na evolução espiritual. Tendo transgredido a Lei da Harmonia Cósmica e não compreendendo os desígnios da Justiça Divina, avocam a si, nos atos de vingança, poder e responsabilidade que são de Deus. Desse modo, mais e mais os obsessores se desarmonizam (a vítima também, pois tornará a ser o obsessor que já foi, antes), a ponto de se tornarem dementes. É comum ver-se o enfermo mental (encarnado) presa de um vingador (desencarnado) em estado lastimável, tão ou mais doente que sua vítima. Estes laços de imantação pelo ódio se perpetuam, por vezes , pelos séculos afora.</p>
<p><strong>3. </strong><strong>Uma doença com raízes na Eternidade</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>O chamado psicopata, como se vê, na realidade é um continuum espaço-temporal.</p>
<p>Exemplificamos.</p>
<p>Atendendo um doente do Hospital Espírita de Porto Alegre, defrontamo-nos com doloroso caso de obsessão. Vítima e algoz se alternavam na perseguição mútua. Ora um, ora outro encarnava. E aquele que encarnava sempre passava a sofrer a ação do inimigo que ficara no astral. Para encontrar o fio da meada foi preciso retroceder etapa por etapa a seis encarnações passadas. Tudo começara na alta Idade Média, quando um deles havia sido servo da gleba e sofrera agravos por parte do outro, senhor feudal.</p>
<p>Tais contendores somente podem ser separados através da renovação no amor Crístico e prática da vivência evangélica, pelo enfermo encarnado. Mas de um modo geral isso é muito difícil de acontecer, por razões bastante evidentes. Há, como já dissemos, um formidável desconhecimento do problema e do conjunto de fatos e condições que se equaciona e resulta na encarnação em tal ou qual ambiente, junto a pessoas determinadas, em tal Espaço e tal Tempo. Poucas são as pessoas (ainda!) que conhecem as causas deste tipo de sofrimento e os métodos evangélicos de tratá-lo – ÚNICOS, por sinal, de real eficiência para debelar doenças como essas.</p>
<p><strong>4. </strong><strong>Obsessão simples e complexa</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Para facilitar nossa exposição, dividiremos a obsessão propriamente dita em duas grandes ramificações: simples e complexas. Entre as simples, distinguiremos dois sub-grupos: mono-obsessões e poli-obsessões.</p>
<p><strong>Obsessão simples</strong></p>
<p>A obsessão simples será mono-obsessão quando houver um espírito agindo sobre outro. E poli-obsessão se forem vários os obsessores que atuam sobre uma mesma vítima.</p>
<p>A obsessão simples se caracteriza por ação maléfica que poderíamos chamar de superficial. O algoz atua através de simples sugestão, não empregando campos-de-força ou instrumentos mais sofisticados. Trata-se, quase sempre, de espontâneo fruto do ódio; o agente intenta prejudicar a vítima sugestionando-a através de idéias ou imagens. Não usa de maiores recursos para que isso se cristalize; a ação é limitada, em seus efeitos, pela força mental da indução.</p>
<p>Esses obsessores agem com os meios de que dispõem, sem maiores conhecimentos das leis do mundo espiritual. Procuram destruir o desafeto com paus, chicotes, cordas e instrumentos semelhantes, envolvem-no em amarras, laços, peias, sudários, etc. As conseqüências destas agressões têm importância muito relativa, pois dependem das defesas naturais do obsidiado, intensidade das energias empregadas pelos perseguidores e do tempo de atuação.</p>
<p>Na poli-obsessão, a ação produzida por vários obsessores (que agem quase sempre em grupos, e sincronicamente) é mais perigosa, pois há multiplicações de energias maléficas. Caso, no entanto, não se conste a implantação de aparelhos parasitas eletrônicos no sistema nervoso da vítima ou o emprego de meios sofisticados de causar danos irremediáveis, a poli-obsessão deve ser catalogada entre as do tipo simples.</p>
<p><strong>Obsessão complexa</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong>Como obsessão complexa consideramos todos os casos em que houver ação de magia negra; implantação de aparelhos parasitas; uso de campos-de-força dissociativos ou magnéticos de ação contínua, provocadores de desarmonias tissulares que dão origem a processos cancerosos. Campos-de-força permanentes podem, também, inibir toda a criatividade das vítimas, ou desfazer projetos acalentados com o maior desvelo, principalmente os que geram dinheiro (levando as vítimas ao total empobrecimento). Complexos são, igualmente, os casos em que técnicos das sombras fixam no obsidiado espíritos em sofrimento atroz, visando parasitá-lo ou vampirizá-lo.</p>
<p>Vem sendo comum, em nossos atendimentos na Casa do Jardim, nos depararmos com pessoas aprisionadas em campos magnéticos que as envolvem em vibrações de baixíssima freqüência. Esses pacientes se queixam de profundo mal-estar e sensação de opressão que, aumentando rápida e progressivamente, os levam a atitudes e idéia-fixa de auto-destruição, tão grande é o desespero que os aflige.</p>
<p>A técnica de cercar a vítima com vários tipos de obsessão configura outra característica da obsessão complexa. O enfermo se vê encurralado, indefeso, à mercê de inimigos e predadores desencarnados. Através de planejamento minucioso (plano de urdidura verdadeiramente diabólica, de “estado maior”, executando com rigor militar), os técnicos do Mal investigam toda a vida da vítima, descobrem e “convocam” seus inimigos desencarnados (desde o passado mais remoto) para convidá-los à vingança e destruição de seu desafeto.</p>
<p><strong>5. </strong><strong>Magia Negra</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>O pior tipo de obsessão, contudo, por todos os motivos complexa, é sem dúvida o que envolve a superlativamente nefasta magia negra. Ao nos depararmos com tais casos, de antemão sabemos: será necessário ministrar tratamento criterioso, etapa por etapa, para retirar os obsessores (que costumam ser muitos). Procedemos em seguida à desativação dos campos magnéticos que, sem esta providência, ficariam atuando indefinidamente sobre a vítima. Isto é muito importante. Alertamos: a ação magnética só desaparece se desativada por ação externa em relação à pessoa, ou se o enfermo conseguir elevar seu padrão vibratório a um ponto tal que lhe permita livrar-se, por si próprio, da prisão magnética.</p>
<p>Os magos das trevas têm atuação conhecida. Astuciosa. Dissimuladora. Diabólica.</p>
<p>Com tais criaturas, é preciso usar de técnicas específicas. Profissionais do Mal (no qual se especializam), inteligentes e experimentados, esses magos fazem com que sejam de todo inoperantes as amorosas conversas de que se valem os trabalhadores em centros kardecistas. E não é para menos. Trata-se de seres que, com freqüência, não reencarnam há séculos (quando não milênios). Receberam avultados poderes magnéticos quando de suas iniciações, em templos do Passado; juraram solenemente empregá-los para o Bem, mas como o tempo, por imaturidade e complexas circunstâncias, acabaram decaindo. De magos puros, tornaram-se praticantes do Mal, apanhados em armadilhas de paixões sexuais, sede de vingança mesquinha ou cupidez de riqueza e poder; os conhecimentos e poderes adquiridos ficaram todos, assim, a serviço dos desígnios sinistros. A ação tenebrosa deles abarca o mundo dos humanos e também o astral, onde montam bases enormes e muito bem aparelhadas.</p>
<p>Para dominar um mago é preciso despojá-lo de seus poderes. Mas estes só podem ser anulados com a recondução do mago ao Passado, projetando-o em outra equação de Tempo. Só assim se torna possível desfazer sua Iniciação, utilizando, nisso, técnicas adequadas.</p>
<p>Uma vez despojados dos poderes iniciáticos, o passo seguinte será a redução de sua potência mental. Se isso não for feito, as chances de dominá-lo serão reduzidíssimas. Para conseguir esta redução usamos várias técnicas de comprovada eficácia, aplicadas de acordo com o poder e conhecimento do mago.</p>
<p>Depois disso – e só depois – chegamos à providência mais importante: abrir a rota da reencarnação para esses espíritos – reencarnação que eles conseguem evitar, usando seu potente magnetismo mental. ( Encontramos alguns que não reencarnam desde sua última existência na Caldéia, Egito antigo &#8230; e mesmo antes).</p>
<p>Embora a mansidão com que esses espíritos às vezes se apresentam, é preciso não deixar embair aparências – que na verdade escondem a segurança de se saberem poderosos e muito hábeis na prática do Mal. Eles costumam resistir não só à dialética evangelizadora como também à ação dos campos magnéticos de contenção, que costumam usar para espíritos comuns. Magos só podem ser vencidos por campos-de-força especiais, de energia magnética concentrada.</p>
<p>Diante das dificuldades, ciladas, camuflagens, despistamentos e ardis com que certamente se há de defrontar em se tratando de magos, aconselhamos aos principiantes a não interferir em casos de magia negra, ou naqueles em que o processo obsessivo é comandado por magos das trevas. Para enfrentá-los, o operador deve ter o conhecimento e suficiente experiência de técnicas de contenção, além do poder e proteção espiritual bastante para enfrentá-los. Nunca se poderá esquecer de que, ao longo de séculos, eles vêm se preparando – e muito bem – para neutralizar as ações contra ele, e, se possível, revertê-las contra quem tentar neutralizá-los.</p>
<p><strong>D – TIPOS DE AÇÃO OBSESSIVA</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>a) </strong><strong>– Ação de desencarnado sobre desencarnado.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>No mundo espiritual, principalmente em zonas inferiores do Umbral, proliferam grandes colônias organizadas por poderosos magos das Trevas. Eles aprisionam grande número de criaturas desencarnadas, tornando-as escravas, em típica obsessão. Pelas assombrosa quantidade de prisioneiros nessas condições, como temos visto em nossos trabalhos espirituais, acreditamos que a obsessão entre desencarnados seja a que mais vítima faz, no Planeta.</p>
<p>Quando da destruição de colônias e bases dirigidas pelas Trevas, é necessário, antes, resgatar os escravos. Para tanto, convém mobilizar suficiente número de auxiliares desencarnados e formar poderosos campos-de-força magnéticos, para neutralizar a guarda dessas tenebrosas organizações.</p>
<p><strong>b) </strong><strong>– Ação de desencarnado sobre encarnado.</strong></p>
<p>É a obsessão clássica. A ação maléfica se produz por diversas maneiras, indo desde a pequena influenciação, passageira e eventual, até a submissão do obsidiado ao desencarnado.</p>
<p>Variam enormemente os processos obsessivos. Mas, pelo que temos observados, a dominância talvez pertença à magia negra, com todas as suas temíveis conseqüências. Esse processo obsessivo implica conhecimentos especializados e, por vezes, grande sofisticação técnica.</p>
<p><strong>c) </strong><strong>– Ação de encarnado sobre desencarnado.</strong></p>
<p>Estranha, aparentemente, é a obsessão de um mortal sobre espírito desencarnado. Parece paradoxal que um homem possa agir sobre um espírito. No entanto, isso acontece mais freqüentemente do que se imagina, demonstrando que os universos dos vivos e o dos mortos estão interligados.</p>
<p>Como a mente do homem encarnado vibra sempre no universo espiritual, meio onde o Espírito vive constantemente (encarnado ou não), torna-se fácil esse intercâmbio. Durante o sono, em especial, o encarnado pode desprender-se da Matéria e viver, ainda que temporariamente, no mundo espiritual. Acontece, desse modo, o maior comércio entre vivos e mortos, com intercâmbio de sensações físicas e té mesmo sexuais.</p>
<p>É grande o número de obsessões deste tipo, em nossa experiência.</p>
<p>Certa vez, ao atendermos uma senhora, defrontamo-nos com espírito sobremaneira irrequieto e desesperado. Pensamos tratar-se de obsessão comum, tentamos convencê-lo a abandonar aquela que, julgávamos, era a vítima. Para nossa surpresa, ele nos fez uma súplica:</p>
<p>- Olha, se conseguires me livrar dessa mulher, vou te agradecer muito. Já vi que, sozinho, não tenho condições de me afastar dela. Olha que já fiz de tudo. Mas não posso, não consigo me afastar dela!</p>
<p>- Mas como podes estar subjugado assim, meu caro, se és espírito, com imensa possibilidade de seguir te caminho em paz?</p>
<p>- Ah! É porque não conheces o poder dessa bruxa. Na vida anterior, ela conseguiu prender-me num casamento desastroso para mim, tanto econômica como moralmente. Quando morri, pensei que haveria de me libertar dela. Mas que nada! Um belo dia, fui violentamente atraído para junto dela. E nunca mais pude me libertar. Durante o sono ela sempre me chama. Mais do que isso: ela me puxa com força irresistível. Liberta-me dela, pelo amor de Deus!</p>
<p>O espírito foi atendido. Libertâmo-lo e o conduzimos a estância de recuperação. Estudo mais profundo da paciente encarnada revelou que ela fora maga em passado remoto. Vendera oráculos e filtros mágicos, para encantamentos; praticara magia negra. Sofria, agora, perturbações psíquicas e espirituais, com várias entidades lhe pedindo contas dos atos passados. O espírito que ela havia dominado fora seu antigo comparsa; em encarnação anterior casara-se com ela sob efeito de trabalho de magia que ainda permanecia atuante.</p>
<p><strong>d) </strong><strong>– Ação de encarnado sobre encarnado.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>A obsessão também é bastante comum entre os vivo. Todos nós conhecemos criaturas dominadoras, prepotentes e egoístas, que comandam toda uma família, obrigando todos a fazerem exclusivamente o que elas querem. Tal processo de domínio, interferindo até mesmo na afetividade alheia, não passa de obsessão que se mascara de proteção. Tão pertinaz (e ao mesmo tempo descabida) pode se tornar esta ação, que, sucedendo a morte do déspota, todas as vítimas de sua convivência às vezes chegam a respirar, aliviadas. No entanto, o processo obsessivo há de continuar, pois a perda do corpo físico não transforma o obsessor.</p>
<p>Felizmente, esta atuação de encarnado sobre desencarnado raramente ultrapasso os limites da obsessão simples.</p>
<p><strong>e) </strong><strong>– Obsessão recíproca.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Caracteriza-se pela reação do obsidiado ao obsessor. Quando a vítima tem condições mentais, esboça defesa ativa: procura agredir o agressor na mesma proporção em que é agredida. Estabelece-se, assim, círculo vicioso de imantação por ódio mútuo, difícil de ser anulado.</p>
<p>Em menor ou maior intensidade, essas agressões recíprocas aparecem em quase todos os tipos de obsessão; são eventuais (sem características que as tornem perenes), surgindo conforme circunstâncias e fases existenciais, podendo concomitantes a determinados acontecimentos. Apesar de apresentarem, às vezes imantação negativa, esses processos de mútua influenciação constituem obsessão simples. Quando a obsessão recíproca acontece entre desencarnados e encarnado é porque o encarnado tem personalidade muito forte, grande força mental e muita coragem, pois enfrenta o espírito em condições de igualdade. No estado de vigília, a pessoa viva normalmente não sabe o drama que está vivendo. É durante o sono – e desdobrada – que passa a ter condições de enfrentar e agredir o contendor.</p>
<p><strong>E – TIPOS DE OBSESSÃO </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<ol>
<li>Ação eventual, transitória, de desencarnado sobre encarnado.</li>
<li>Obsessão propriamente dita.</li>
<li>Magia Negra.</li>
<li>Presença de campos magnéticos negativos, sem a assistência de obsessores desencarnados.</li>
<li>Aparelhos parasitas fixados no sistema nervoso.</li>
<li>Instrumentos fixados no corpo, visando provocar enfermidades localizadas.</li>
<li>Obsessão indireta</li>
<li>Obsessão paradoxal.</li>
<li>Arquepadia.</li>
</ol>
<p><strong>F – TIPOS DE OBSESSÃO</strong></p>
<ol>
<li>Processos de destruição do corpo físicos</li>
<li>Processo de perturbação das realizações humanas e de levar à morte. Magia Negra.</li>
</ol>
<p><strong>G – ETAPAS DO PROCESSO OBSESSIVO </strong><em>(Ação sobre a mente)</em></p>
<ol>
<li>Ação perturbadora passageira e ventual.</li>
<li>Fascinação.</li>
<li>Domínio da mente.</li>
<li> Subjugação.</li>
</ol>
<p><strong>II – FENÔMENOS ANÍMICOS AUTO-OBSESSIVOS</strong></p>
<ol>
<li>Ressonância com o passado.</li>
<li>Recordação tormentosa, fragmentária, de encarnação anterior.</li>
<li>Estigmas kármicos físicos formando núcleos obsessivos.</li>
<li>Estigmas kármicos psíquicos formando núcleos obsessivos.</li>
<li>Desajustes reencarnatórios.</li>
<li>Viciação mental-emocional.</li>
<li>Animismo descontrolado.</li>
</ol>
<p><strong>III – PARASITISMO</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>IV – VAMPIRISMO</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>V – SIMBIOSE</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>VI – MEDIUNIDADE REPRIMIDA</strong></p>
<ol>
<li>Conceitos</li>
<li>Médiuns – Missão com problemas.</li>
<li>Construir-se para construir.</li>
<li>Caminho certo.</li>
<li>A mediunidade no contexto da Eternidade.</li>
</ol>
<p><strong>VII – MEDIUNIDADE DESCONTROLADA</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>VIII – “EFEITO DE ARRASTE” DO ESPÍRITO DESDOBRADO</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>IX – FIXAÇÃO DE DESEQUILÍBRIO MENTAIS</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>X – EFEITO DE “FRANJAS DE ONDA” MALÉFICA SOBRE ENCARNADOS.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>XI – “EFEITO DE REFRAÇÃO DE ONDAS’ DE NATUREZA MALÉFICA.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>XII – HIPNOTISMO USADO NA OBSESSÃO.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Cremos que com esta síntese do livro do Dr. Lacerda, pai da apometria, dá para se ter uma idéia do mundo fenomenal que é o “lidar com a desobsessão”, ou seja reverter o processo obsessivo indo do ódio para o amor.</p>
<p>Por isto conclamamos a todos os colaboradores na seara mediúnica em especial a desobsessiva para que estudem tudo o que for da área. Quanto mais conhecimentos aliados a prática da caridade através da mediunidade, mais rápido nos desvincularemos do mundo animal carnal. A nossa meta deverá ser sempre nos alinhar cada vez mais no rumo ao Alto, o Cristo, que  nos chama inistentemente. Chega de reencarnar e cair sempre nos mesmo erros.</p>
<p>Que assim seja, Amém”.</p>
<p><strong><em>Auto Obsessão </em></strong></p>
<p><strong><em>Obsessão Complexa</em></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><em>Obs: Foi absolvido da apostila de estudos e pesquisas apenas um caso de obsessão compléxa/auto-obsessão de níveis e o desenho do MS na primeira tomada e no fim do atendimento.</em></strong></p>
<p><em> </em></p>
<p><strong>Nome:  Por questão ética foi suprimido o nome. </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Sexo: </strong>Masculino</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Idade: </strong>45 anos</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Data do primeiro atendimento:</strong> 01.11.03</p>
<p><strong>Sintomas: </strong>Ansiedade, nervosismo, sente-se sempre incorporado com guias que direcionam sua vida principalmente dentro de casa junto com a família. Vê coisas e profetiza acontecimentos de mau agouro como morte de amigos e parentes.</p>
<p>Já trabalhou em outros centros espíritas e sempre passou mal ou foi mandado embora por indisciplina.</p>
<p>Já tentou várias vezes suicídio.</p>
<p>Tratamento psicológico e psiquiátrico esporádico. Geralmente não comparece às cessões de atendimento.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Tipo da obsessão: </strong>Auto obsessão e obsessão complexa.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Descrição do atendimento:</strong></p>
<ol>
<li>Logo na abertura do trabalho aparece muitas entidades rolando de dar risada da situação em que ele se encontra.</li>
<li>Outras dizem que tudo ali representa um circo e que eles não acreditam em qualquer sintoma de mudança real ou “querer mudar” a vida.</li>
<li>Por ele querer trabalhar conosco, muitas entidades femininas irônicas, caçoam, nos perguntando se queremos um trabalhador relapso e desorganizado em nosso meio.</li>
<li>Outras entidades espirituais em brigas no astral, disputam a energia oriunda do duplo etérico. Tem um corpo físico enorme.</li>
<li>Algemas nos pés e nas mãos.</li>
<li>Corpo mental superior totalmente tolhido e sem ação.</li>
<li>Corpo astral no umbral inferior.</li>
<li>Varredura ectoplamática na residência nos mostra alinhamento com o umbral inferior.</li>
<li>Cobradores de vidas passadas atuando na área do mental inferior.</li>
</ol>
<p>Obs: Paciente pede para atuar na área mediúnica, uma vez que já trabalhou alguns anos em outra casa da nossa cidade. Mentor do trabalho não autoriza.</p>
<p><strong>Data do segundo atendimento: </strong>20.12.03</p>
<p>Logo que foi aberto o trabalho apresentou-se mago negro cobrando a intromissão em seara que não nos diz respeito. Foi logo recolhido à plataforma de atendimento desobsessivo do hospital Amor e Caridade no astral superior.</p>
<p>Aberto a freqüência do corpo etérico foi logo visualizado diversos aparelhos parasitas. Solicitado a presença dos cientistas do laboratório do hospital espiritual em que estamos vinculados, foi nos solicitado a abertura dialimétrica do referido corpo para ser retirado os aparelhos. Após injetamos gel cósmico para fechar o espaço na camada nervosa do duplo.</p>
<p>Muitas entidades irônicas se apresentaram duvidando ainda, que poderíamos aceitá-lo como trabalhador.</p>
<p>Aberta a freqüência da residência captamos as faixas de freqüência indicando bases de mago-negros no astral inferior. Todas as bases foram desmontadas e seus ocupantes recolhidos para a plataforma de Seleção do Astral. Estas faixas foram seladas e o rastro apagado.</p>
<p>Apresenta-se entidade muito ferida presa no campo magnético astral do atendido. Recolhida para o pronto socorro astral.</p>
<p>Obsessão complexa no campo de mental inferior com possível comando de grupos de mago-negros no astral inferior.</p>
<p>Obs: Paciente muito relapso. Continua com vontade de suicidar-se quando não consegue o que quer. Muito bagunçado na vida profissional com inúmeros processos por não pagar dívidas que adquiriu na área profissional. Não tem paciência para a leitura. Totalmente indisciplinado na área intelectual.</p>
<p>Novo atendimento em 40 dias.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Data do terceiro atendimento: </strong>28.01.04</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Descrição do atendimento:</strong></p>
<p>Aberta a freqüência foi constatado nova base construída pelo mental inferior no astral. Fechada esta base e recolhidos seus integrantes, incorporamos o M.I. que demonstrou muita arrogância e presunção. O coordenador do trabalho é ameaçado com a morte para ele e toda a sua família caso persista na tentativa de auxiliá-lo. A entidade foi sedada e recolhida para o pronto socorro do astral.</p>
<p>Aparece entidades galhofeiras, porém mais calmas, observando tudo com muita atenção e demonstrando grande preocupação em relação ao querer “ser trabalhador da nossa sociedade”. Nada foi feito com relação a estas entidades.</p>
<p>Mental Superior incorpora e diz que está muito ansioso para começar o trabalho na seara do Cristo. Mostra traços evidentes da linha da umbanda.</p>
<p>Outra entidade espiritual se apresenta para re-alinhar a coluna vertebral etérica do assistido preparando-o para  futuro aproveitamento na área mediúnica.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Data do quarto atendimento: </strong>22.05.04</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Sintomas: </strong>Paciente se sente muito bem. Os caminhos se abriram e está em ótimo estado de paz moderada em casa, porém, continua relapso em suas leituras evangélicas e muito desorganizado na vida particular.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Descrição do atendimento</strong></p>
<p>Aberta a freqüência apareceram muitas entidades em estado de sofrimento, todas foram recolhidas para o pronto socorro astral. Pareceu-nos vítimas de maus tratos e seviciadas por ele em vida passada.</p>
<p>Abre-se faixas de vidas passadas na área da magia negra.</p>
<p>Vítimas de sacrifícios aparecem e são recolhidas ao pronto socorro astral.</p>
<p>Uma iniciação antiga na área da magia negra é arquivada (Tudo o que fizemos no passado jamais poderá ser apagado. O que acontece é o corte vibratório das franjas de ondas que vibram na freqüência desta encarnação. “teus pecados te acompanharão e te alcançarão”. Uma vez desligado da freqüência, há o alinhamento cronológico das personalidades que um dia se compactarão trazendo felicidade e bem estar em todos os sentidos da vida).</p>
<p>Faixa de freqüência da residência em bom estado.</p>
<p>Obs: Mentores continuam solicitando a evangelhoterapia à noite antes de dormir.</p>
<p>Na visualização do mental superior foi visto um redemoinho no sentido anti-horário com as pétalas com cores sujas e pretas.</p>
<p><strong>Data do quinto atendimento: </strong>10.07.04</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Sintomas: </strong>Sente muita vontade de suicidar-se. Comprou cinco metros de corda que carrega no carro para no momento oportuno cometer a imprudência do suicídio.</p>
<p>Sente um vazio muito grande e um impotência diante da vida. Nada dá certo.</p>
<p><strong>Descrição do atendimento:</strong></p>
<p>Logo que foi aberta a freqüência do atendido foi visto no campo magnético muito sangue de animais de duas patas e muitas cambucas usadas na  magia negra.</p>
<p>Residência em completa bagunça e cheia de entidades vagabundas e fedorentas. Todas foram recolhidas para a plataforma de seleção do astral.</p>
<p>Corpo mental apresenta-se e não aceita a ponta encarnada ou consciencial nesta encarnação onde veio com poucos poderes e tem que trabalhar para viver e nutrir-se. Tenta puxa-lo para vidas passadas onde tinha poder, truculência e muitos súditos que faziam tudo o que ele queria.</p>
<p>Visto aparelho na cabeça e formas ovóides nos chacras frontal e coronário enlouquecendo-o. Tudo foi recolhido para a plataforma de recolhimento astral.</p>
<p>Tela búdhica com rasgos nas costas e baixo ventre deixando escapar muita energia sendo usada por entidades das trevas.</p>
<p>Aberto dialimetria, a tela búdhica foi reconstruída pelos médicos do hospital astral.</p>
<p>A pedido dos mentores foi colocada uma banda de gelo cortando a sintonia com faixas pesadas do passado.</p>
<p>Usado a despolarização dos estímulos da memória apagamos da memória astral lembranças dos trabalhos de magia negra que ainda estavam latentes neste campo vibracional com linha de força atuando no astral inferior.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Descrição do Mental Superior.</strong></p>
<p><strong>Início do atendimento:</strong></p>
<p>Abertura da descida energética do corpo Budhico muito aberta.</p>
<p>Pétalas Intuiva, Moral e Consciencial demonstrando inúmeras vidas, até a fase da Atlântica, envolvida com magia negra.</p>
<p>Núcleo do M.S. mostrando mancha de doença aguardando oportunidade de descida para o físico.</p>
<p>Pétala do M.S. avantajada, demonstrando muita imaginação e soberba.</p>
<p>Pétala do M.I. em conúbio com seres do astral inferior.</p>
<p>Pétala do C.A desvitalizada. A energia está sendo roubada pela pétala do M.S. Este corpo da vontade está muito fraco e não entende o que lhe impede de agir. Sem vontade prá nada.</p>
<p>D.E. em cores pardas e sujas. Muito fraco.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Fim do atendimento:</strong></p>
<p>Após o atendimento e dado um banho de luz dourada sobre o M.S. ficou ainda, muitas faixas de passado para serem limpas e ordenadas.</p>
<p>Ficou obsessão nas áreas de M.I. e C.A</p>
<p>D.E. é reanimado com cor dourada e laranja.</p>
<p>Obs: Fechado um pouco o chacra kundalíneo (base da coluna) para diminuir a energia animal. Atenuado linha de força telúrica para diminuir a obsessão e o egoísmo.    Foi cortado influência de umbral inferior e cortados laços que o prendiam em locais de baixo teor vibratório. Fechado o fluxo de descida do corpo búdhico que fazia ficar aberto as influências do astral. Fechado chacra esplênico e frontal.</p>
<p>Banho de Luz Crística na tela búdhica.</p>
<p>Novo atendimento dali a 40 dias.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Data do sexto atendimento: </strong>14.08.04</p>
<p><strong>Sintomas: </strong>Tenta suicídio com corte dos pulsos. Mantém a corda dentro do carro. Não consegue entender o porque seus familiares não gostam dele.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Descrição do atendimento. </strong></p>
<p>Aberta a freqüência, logo foi visualizado altares dentro de casa construídos pelo seu campo mental superior. Muitas velas, vasilhas e utensílios diversos. Tudo foi desintegrado com energias cósmicas e ácido astral.</p>
<p>Abertas faixas de vidas passadas em até cinco mil anos, apresenta-se na sala seres que dizem que ele foi matador de aluguel e que eliminou muita gente para ganhar dinheiro. Todos estão presos em seu campo magnético e o induzem ao suicídio. Todos foram libertados e levados para o hospital, pois se encontravam em estado lastimável.</p>
<p>Mental superior incorporado diz que não pode viver sozinho.</p>
<p>Se apresenta uma entidade astral e diz que ele pagou trabalho recente com magia de sangue de animais de duas patas.</p>
<p>Perguntado a ele se era verdade, jurou que tudo era mentira e que ele jamais seria capaz de fazer tal coisa.</p>
<p>A mesma entidade, muito enérgica, descreveu a pessoa que ele havia procurado a duas semanas passadas. Diante de tal afirmativa quedou-se confirmando o trabalho feito.</p>
<p>Aberta faixa de freqüência da recente magia, foi trazida a entidade de comando presa em campo de força. Negou-se a desfazer o trabalho. Foi recolhida juntamente com todos os comandados para a plataforma de recolhimento do astral. O trabalho de magia de sangue foi desfeito e as linhas de força apagadas. Resíduos do trabalho foram devolvidos ao mago negro humano com Inversão de Spins com retorno.</p>
<p>Médium incorpora faixa de mental superior e diz que ele é reincidente em erros desta natureza. Por várias vezes já se suicidou. Agora é a ultima chance neste planeta. Se errar novamente será recolhido para outro orbe onde a faixa evolutiva está no início.</p>
<p>Após esta comunicação abriu-se a freqüência até então fechada e as  videntes viram que na testa estava marcado o código de recolhimento a planetas inferiores. O temível código 666.</p>
<p>Entidade espiritual alerta para tomarmos cuidado, pois ele tenta obsidiar os integrantes da Sociedade no campo astral.</p>
<p>Os trabalhadores deverão se manter em vigília. Cuidar as ações e pensamentos fora da sociedade barrando uma possível invasão astral.</p>
<p><strong>Descrição do Mental Superior.</strong></p>
<p><strong>Início do atendimento:</strong></p>
<p>Espaço da descida da energia Búdhi muito aberta. Como já tinha sido fechada anteriormente, voltou a abrir-se novamente mostrando vida cármica atribulada nesta encarnação na área espiritual</p>
<p>Pétalas akásicas com cores escuras e opacas demonstrando vínculos com bolsões de magia negra em passado distante até  a civilização atlante.</p>
<p>Núcleo mostrando mancha de doença grave.</p>
<p>Pétalas do Atma com cor amarronzada na base do núcleo informando a incidência no erro mais de três vezes nas encarnações. Marca da besta 666 nesta pétala.</p>
<p>M.S. alaranjado e ligado, ainda a entidades das trevas. Muito orgulho demonstrado na cor laranja. Última chance de reorganizar-se. Não pode falhar.</p>
<p>M.I. afinado e com ponta invertida com pequena ligação no astral inferior.</p>
<p>C. A com pouca energia, porém mais limpo e com ponta invertida com pequena obsessão na área de umbral inferior.</p>
<p>D.E. desvitalizado e com cor muito escura indicando corpo pesado e enfraquecido.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Fim do atendimento:</strong></p>
<p>Diminuído o fluxo de energia provindo do corpo Búdhico.</p>
<p>Grande diminuição de franjas de ondas do passado com a limpeza dos bolsões de atração do mental superior e inferior;</p>
<p>Pétala do M.S. ainda com cores alaranjadas indicando soberba.</p>
<p>C.A indicando simbiose com mente encarnada, possivelmente com a esposa (frincha escura no meio da pétala indicando simbiose com pessoas vivas).</p>
<p>Permanece a cor amarronzada na base da pétala do Atma e Budhi.</p>
<p>Obs: Paciente com reincidência de mais de três vezes na área do suicídio. Devemos ter todo o cuidado e fazer todo o possível para que ele vença esta tendência ainda nesta encarnação. Do contrário será recolhido a um planeta de baixa densidade vibratória.</p>
<p>Pedimos maior atenção à equipe de apoio espiritual. Foi aumentada a vigilância no campo astral do atendido para que não haja recidiva na tentativa do suicídio.</p>
<p>Próximo atendimento em 30 dias.</p>
<p><strong>Data do sétimo atendimento: </strong>10.11.04</p>
<p>Nada foi descrito neste atendimento.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Data do oitavo atendimento: </strong>17.11.04</p>
<p><strong>Estado emocional no dia do atendimento:</strong> Em crise aguda. Novamente com vontade de suicidar-se. Problemas familiares levam-no ao desespero.</p>
<p><strong>Descrição do atendimento:</strong> &#8211; Nada foi descrito. Apenas a visualização do M.S.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Descrição do Mental Superior.</strong></p>
<p><strong>Início do atendimento:</strong></p>
<p>Pela visualização do M.S. dá prá ver o estado lamentável em que se encontra novamente. Buscou tudo de novo. Quer piedade dos demais dizendo que é um coitado e que ninguém lhe entende a situação.</p>
<p>Agimos com rapidez e com ferramentas ágeis.</p>
<p>Cortes de linha de força umbral, umbral inferior, telúrica e corte de linha de força mental.</p>
<p>Isolamos todo os corpos em potente pirâmide de base quadrangular e enchemos de luz dourada esverdeada. Passamos uma rede de malhas de titânio e recolhemos tudo do astral e mental para a Plataforma de Recolhimento no astral superior.</p>
<p>Todas ás pétalas banhadas com luz violeta, dourado e azul.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Fim do atendimento:</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Obs: Foi colocado no corpo astral do paciente dois pins floral ou aparelho eletrônico energético. Um anti-depressivo e o outro neutro polarizado com energias positivas.</p>
<p>Campo mental e astral levados para a colônia 21 da vovó Joaquina área de psicologia e psiquiatria.</p>
<p>Toda área mental superior banhada na luz dourada.</p>
<p>Corte de linha de força com astral inferior e fechamento da descida da energia do corpo budhi diminuindo a ligação astral espiritual para se ligar mais na vida presente e assim cumprir o plano reencarnatório.</p>
<p>Próximo atendimento daqui a 60 dias.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>O paciente referido não compareceu mais aos atendimentos.  Não obtivemos mais notícias do seu estado de saúde.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Este é uma caso em que não houve a mudança interior. O querer melhorar-se. Grave processo de obsessão de níveis mancomunados com poderoso orgulho e seres das trevas.<br />
<span style="color: #888888;"> </span></strong></p>
<p><strong><em>Auto Obsessão </em></strong></p>
<p><strong><em>Obsessão Complexa</em></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Do livro:</span></strong><strong> </strong></p>
<p><strong>Espírito e Matéria</strong></p>
<p><strong>Novos Horizontes para a Medicina </strong></p>
<p><strong>José Lacerda de Azevedo </strong></p>
<p><strong>(Síntese)</strong></p>
<h5><span style="color: #c0c0c0;"><em>colaboração: Ulysses Bedaque<br />
email: ulyssesbed&#8230;@gmail&#8230;</em></span></h5>
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		<title>Emmanuel</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Dec 2010 00:25:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zagalima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografias]]></category>
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		<description><![CDATA[Emmanuel, exatamente assim, com dois &#8220;m&#8221; se encontra grafado o nome do espírito, no original francês &#8220;L&#8217;Évangile Selon le Spiritisme&#8221;, em mensagem datada de Paris, em 1861 e inserida no cap. XI, item 11 da citada obra, intitulada &#8220;O Egoísmo&#8221;.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/Emmanuel-full1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1925" style="margin: 3px;" title="Emmanuel-full[1]" src="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/Emmanuel-full1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Emmanuel, exatamente assim, com dois &#8220;m&#8221; se encontra grafado o nome do espírito, no original francês &#8220;L&#8217;Évangile Selon le Spiritisme&#8221;, em mensagem datada de Paris, em 1861 e inserida no cap. XI, item 11 da citada obra, intitulada &#8220;O Egoísmo&#8221;.</p>
<p>O nome ficou mais conhecido, entre os espíritas brasileiros, pela psicografia do médium mineiro Francisco Cândido Xavier. Segundo ele, foi no ano de 1931 que, pela primeira vez, numa das reuniões habituais do Centro Espírita, se fez presente o bondoso espírito Emmanuel.</p>
<p>Descreve Chico: &#8220;Via-lhe os traços fisionômicos de homem idoso, sentindo minha alma envolvida na suavidade de sua presença, mas o que mais me impressionava era que a generosa entidade se fazia visível para mim, dentro de reflexos luminosos que tinham a forma de uma cruz.&#8221;</p>
<p>Convidado a se identificar, apresentou alguns traços de suas vidas anteriores, dizendo-se ter sido senador romano, descendente da orgulhosa &#8220;gens Cornelia&#8221; e, também sacerdote, tendo vivido inclusive no Brasil.</p>
<p>De 24 de outubro de 1938 a 9 de fevereiro de 1939, Emmanuel transmitiu ao médium mineiro as suas impressões, dando-nos a conhecer o orgulhoso patrício romano Públio Lentulus Cornelius, em vida pregressa Públio Lentulus Sura, e que culminou no romance extraordinário: Há Dois Mil Anos.</p>
<p>Públio é o homem orgulhoso, mas também nobre. Roma é o seu mundo e por ele batalha. Não admite a corrupção, mostrando, desde então, o seu caráter íntegro. Intransigente, sofre durante anos a suspeita de ter sido traído pela esposa a quem ama. Para ela, nos anos da mocidade, compusera os mais belos versos: &#8220;Alma gêmea da minhalma/ Flor de luz da minha vida/ Sublime estrela caída/ Das belezas da amplidão&#8230;&#8221; e, mais adiante: &#8220;És meu tesouro infinito/ Juro-te eterna aliança/ Porque eu sou tua esperança/ Como és todo o meu amor!&#8221;</p>
<p>Tem a oportunidade de se encontrar pessoalmente com Jesus, mas entre a opção de ser servo de Jesus ou servo do mundo, escolhe a segunda.</p>
<p>Não é por outro motivo que escreve, ao início da citada obra mediúnica: &#8220;Para mim essas recordações têm sido muito suaves, mas também muito amargas. Suaves pela rememoração das lembranças amigas, mas profundamente dolorosas, considerando o meu coração empedernido, que não soube aproveitar o minuto radioso que soara no relógio da minha vida de Espírita, há dois mil anos.&#8221;</p>
<p>Desencarnou em Pompéia, no ano de 79, vítima das lavas do vulcão Vesúvio, cego e já voltado aos princípios de Jesus.</p>
<p>Cincoenta anos depois, no ano de 131, ei-lo já de retorno ao palco do mundo. Nascido em Éfeso, de origem judia, foi escravizado por ilustres romanos que o conduziram ao antigo país de seus ascendentes. Nos seus 45 anos presumíveis, Nestório mostra no porte israelita, um orgulho silencioso e inconformado. Apartado do filho, que também fora escravizado, tornaria a encontrá-lo durante uma pregação nas catacumbas onde ele, Nestório, tinha a responsabilidade da palavra. Cristão desde os dias da infância, é preso e, após um período no cárcere, por manter-se fiel a Jesus, é condenado à morte.</p>
<p>Junto com o filho, Ciro, e mais uma vintena de cristãos, num fim de tarde, foi conduzido ao centro da arena do famoso circo romano, situado entre as colinas do Célio e do Aventino, na capital do Império. Atado a um poste por grossas cordas presas por elos de bronze, esquelético, munido somente de uma tanga que lhe cobria a cintura, até os rins, teve o corpo varado por flechas envenenadas. Com os demais, ante o martírio, canta, dirigindo os olhos para o Céu e, no mundo espiritual, é recebido pelo seu amor, Lívia.</p>
<p>Pelo ano 217, peregrina na Terra outra vez. Moço, podemos encontrá-lo nas vestes de Quinto Varro, patrício romano, apaixonado cultor dos ideais de liberdade.</p>
<p>Afervorado a Jesus, sente confranger-lhe a alma a ignorância e a miséria com que as classes privilegiadas de Roma mantinham a multidão.</p>
<p>O pensamento do Cristo, ele sente, paira acima da Terra e, por mais lute a aristocracia romana, Varro não ignora que um mundo novo se formava sobre as ruínas do velho.</p>
<p>Vítima de uma conspiração para matá-lo, durante uma viagem marítima, toma a identidade de um velho pregador de Lyon, de nome Corvino. Transforma-se em Irmão Corvino, o moço, e se torna jardineiro. Condenado à decapitação, tem sua execução sustada após o terceiro golpe, sendo-lhe concedida a morte lenta, no cárcere.</p>
<p>Onze anos após, renasce e toma o nome de Quinto Celso. Desde a meninice, iniciado na arte da leitura, revela-se um prodígio de memória e discernimento.</p>
<p>Francamente cristão, sofreu o martírio no circo, amarrado a um poste untado com substância resinosa ao qual é ateado fogo. Era um adolescente de mais ou menos 14 anos.</p>
<p>Sua derradeira reencarnação se deu a 18 de outubro de 1517 em Sanfins, Entre-Douro-e-Minho, em Portugal, com o nome de Manoel da Nóbrega, ao tempo do reinado de D. Manoel I, o Venturoso.</p>
<p>Inteligência privilegiada, ingressou na Universidade de Salamanca, Espanha, aos 17 anos. Aos 21, está na faculdade de Cânones da Universidade, onde freqüenta as aulas de direito canônico e de filosofia, recebendo a láurea doutoral em 14 de junho de 1541.</p>
<p>Vindo ao Brasil, foi ele quem estudou e escolheu o local para a fundação da cidade de São Paulo, a 25 de janeiro de 1554. A data escolhida, tida como o dia da Conversão do apóstolo Paulo, pretende-se seja uma homenagem do universitário Manoel da Nóbrega ao universitário Paulo de Tarso.</p>
<p>O historiador paulista Tito Lívio Ferreira, encerra sua obra &#8220;Nóbrega e Anchieta em São Paulo de Piratininga&#8221; descrevendo: &#8220;Padre Manoel da Nóbrega fundara o Colégio do Rio de Janeiro. Dirige-o com o entusiasmo de sempre. Aos 16 de outubro de 1570, visita amigos e principais moradores. Despede-se de todos, porque está, informa, de partida para a sua Pátria. Os amigos estranham-lhe os gestos. Perguntam-lhe para onde vai. Ele aponta para o Céu.</p>
<p>No dia seguinte, já não se levanta. Recebe a Extrema Unção. Na manhã de 18 de outubro de 1570, no próprio dia de seu aniversário, quando completava 53 anos, com 21 anos ininterruptos de serviços ao Brasil, cujos alicerces construiu, morre o fundador de São Paulo.</p>
<p>E as últimas palavras de Manoel da Nóbrega são: &#8216;Eu vos dou graças, meu Deus, Fortaleza minha, Refúgio meu, que marcastes de antemão este dia para a minha morte, e me destes a perseverança na minha religião até esta hora.&#8217;</p>
<p>E morreu sem saber que havia sido nomeado, pela segunda vez, Provincial da Companhia de Jesus no Brasil: a terra de sua vida, paixão e morte.&#8221;</p>
<p>Fonte: Federação Espírita do Paraná &#8211; www.feparana.com.br</p>
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		<title>Ramatís</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Dec 2010 00:08:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zagalima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografias]]></category>
		<category><![CDATA[ramatis]]></category>

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		<description><![CDATA[Ramatís, ou Swami Rama-Tys, é uma presença polêmica no mundo espírita, com obras psicografadas que abrangem inúmeros aspectos das atividades espirituais. Os textos vão desde fatos da vida de Cristo à bomba atômica e se constituem em uma leitura que revela um caminho de luz acessível a todos.
- Alex Alprim -
Para conhecermos melhor a história [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/grossdefijt031.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1921" style="margin: 3px;" title="grossdefijt03[1]" src="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/grossdefijt031-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Ramatís, ou Swami Rama-Tys, é uma presença polêmica no mundo espírita, com obras psicografadas que abrangem inúmeros aspectos das atividades espirituais. Os textos vão desde fatos da vida de Cristo à bomba atômica e se constituem em uma leitura que revela um caminho de luz acessível a todos.</p>
<p>- Alex Alprim -</p>
<p>Para conhecermos melhor a história de Ramatís, precisamos retroceder até o século 11, na região que viria a ser conhecida como Indochina, e que na época era dominada pelo império chinês. Do amor entre um hindu e uma chinesa, nasceu uma criança que iria se tornar um grande ser de luz. Tinha cabelos negros, pele cor de cobre e olhos castanho-escuros, iluminados.</p>
<p>Pouco se sabe de sua infância. Alguns parcos registros relatam que desde tenra idade ele possuía grande sabedoria, uma vez que já a carregava há várias encarnações. Ele iria estimular as almas a conhecer a &#8220;Verdade&#8221;.</p>
<p>A criança cresceu e se tornou um verdadeiro guru, ingressando em um dos muitos santuários iniciáticos da Índia. Entretanto, em encarnações anteriores, diz-se que ele já tinha sido o grande matemático e filósofo Pitágoras (cerca de 570 &#8211; 496 a.C.) , bem como Filon de Alexandria (cerca de 30 a.C. &#8211; 40 d.C.), um filósofo judeu responsável pela famosa Biblioteca de Alexandria. Nesse mesmo período, ele desfrutou da companhia inesquecível do mestre Jesus Cristo. Encarnou igualmente como Koot-Humi, um dos mentores de Helena Petrovna Blavatsky (1831 &#8211; 1891), a fundadora da Sociedade Teosófica.</p>
<p>Em época ainda mais recuada, ele viveu na Atlântida,.quando conheceu o espírito que seria conhecido como Alan Kardec, e com o qual se encontraria novamente em sua passagem pelo Egito, no templo do faraó Mernefta, filho de Ramsés; no Egito, Ramatís era então o sacerdote Amenófis.</p>
<p>Ao longo de suas encarnações, Ramatís sempre teve contato com os grandes sábios de cada era. Em sua vida na Grécia Antiga, no período em que ela estava em plena ebulição cultural, segundo informam algumas psicografias, ele já tinha conhecimento da imortalidade da alma, da purificação através de sucessivas reencarnações, e seus ensinamentos buscavam mostrar as nítidas vantagens de espiritualizar a vida. Ainda cultivava a música, a matemática e a astronomia. Nessa época, ele começou os estudos sobre o deslocamento dos astros e conclui que a Ordem Superior domina o Universo.</p>
<p>Em sua encarnação como Ramatís, ele se distinguiu como grande sábio, tendo feito parte da história da Índia no período da invasão dos arianos, por volta do século 4 a.C. Diz-se ainda que ele teria participado dos acontecimentos narrados no conto épico conhecido como Ramaiana.</p>
<p>Nessa ocasião, realizou seus estudos iniciáticos na China. Posteriormente, fundou um pequeno templo na Índia, sendo adepto da tradição de Rama. Desencarnou jovem, pois sua missão já havia sido cumprida.</p>
<p>Depois disso, no Plano Superior das Inteligências Espirituais, filiou-se definitivamente a um grupo de trabalhadores espirituais conhecido como Templários das Cadeias do Amor. Trata-se de um agrupamento nas colônias invisíveis do Além, que se dedica a trabalhos ligados à corrente oriental de pensamento.</p>
<p>O nome Ramatís (Rama &#8211; Tis), ou Swami Rama Tys, como era conhecido em sua época, é uma designação de sua hierarquia e dinastia espiritual. Rama é o nome que se dá à própria divindade, o Criador, cuja força criadora emana para as nossas vidas quando pronunciado corretamente; é um poderoso mantra que ativa os princípios masculino e feminino contidos no Universo. A saudação se torna plena, ativando a semente divina interior, quando se pronuncia Ramaatis.</p>
<p>Os Discípulos de Ramatís</p>
<p>O templo que ele fundou foi erguido por seus primeiros discípulos. Nesse local, ele ministrou e aplicou todos os conhecimentos adquiridos até aquela vida. Diz-se que as pedras usadas em sua construção receberam energias especiais, fruto da evolução de cada discípulo no caminho por ele delineado.</p>
<p>Muitos desses discípulos estão hoje encarnados em nosso mundo. Em sua última estada na esfera física, Ramatís teve setenta e dois discípulos, vindos das mais diversas linhas religiosas e espiritualistas do Egito, Índia, Grécia, China e até mesmo da Arábia; todos queriam ir além e unir-se à irmandade que Ramatís formara.</p>
<p>Após sua passagem, muitos deles não conseguiram se manter dentro do padrão iniciático original, e decaíram. Apenas dezessete conseguiram envergar a simbólica &#8220;Túnica Azul&#8221; (o domínio da Vontade) e atingir o último grau do ciclo iniciático em seus invólucros físicos.</p>
<p>Mas em seu trabalho espiritual, Ramatís teve contato com os outros discípulos e muitos, ao longo de suas vidas físicas, retornaram ao seio dos seus ensinamentos. Existem vinte e seis adeptos que estão no Espaço Espiritual (desencarnados), cooperando nos trabalhos da &#8220;Ordem da Cruz e do Triângulo&#8221;; outros se espalharam pela Terra. Sabe-se que dezoito reencarnaram no Brasil, seis nas Américas, e outros, na Europa e Ásia.</p>
<p>Dos dezoito que reencarnaram no Brasil, um deles, Atanagildo, já desencarnou e encarnou novamente, no estado de São Paulo. Outro desencarnado, o professor Hercílio Maes, é considerado um dos que mais contribuiu para a obra de Ramatís no Brasil, tendo publicado vários livros psicografados com mensagens do seu mestre. Outros são: Demétrius, chefe espiritual do GEID (Grupo Espírita Irmão Demétrius); e o dr. Atmos (hindu, guia espiritual e diretor-geral de todos os grupos ligados à Fraternidade da Cruz e do Triângulo), chefe espiritual da Sociedade Espírita Ramatís.</p>
<p>Os discípulos de Ramatís usam os conhecimentos adquiridos para ultrapassar as experiências físicas e sensoriais limitadas pela matéria, respeitando todas as linhas espirituais e compreendendo a necessidade que os homens têm de buscar a Verdade. Essa busca, segundo explicam, ativa o exercício de vôos mais amplos, que acabam por desvendar a verdade crística do mundo.</p>
<p>Diz-se que a Europa se encontra no final de sua grande missão civilizadora e, devido a esse desenlace cármico e espiritual, muitos dos discípulos reencarnados naquelas terras emigrarão para o Brasil. Segundo Ramatís, aqui reencarnarão os que vão anteceder a generosa humanidade do terceiro milênio.</p>
<p>O médium Hercílio Maes, embora fosse reservado quanto a esse assunto, escreveu extensa obra psicografada de Ramatís e, segundo conversas íntimas com pessoas próximas a ele, relatou que teria sido &#8220;adotado&#8221; por Ramatís quando de sua primeira encarnação expiatória, no Egito, no reinado de Akenaton (Amenófis IV, Cerca de 1370 &#8211; 1352 a.C.), na qual exercia a modesta profissão de aguadeiro.</p>
<p>Em determinada ocasião, respingou água nas sandálias de uma dama da corte e, num julgamento sumário, foi condenado à morte. Ramatís intercedeu e o faraó ofertou-o a Ramatís. Colaborando com esse relato, em 2002, durante a revisão do livro Akhenaton, obra histórica psicografada pelo médium Roger Bottini Paranhos, constatou-se que Ramatís aparece ali como o sumo sacerdote do faraó, com o nome de Meri-Rá.</p>
<p>A Fraternidade da Cruz e do Triângulo</p>
<p>Na dimensão espiritual, Ramatís exerce uma forte atuação junto à Fraternidade da Cruz e do Triângulo e se empenha em divulgar os ensinamentos de Jesus Cristo. Paralelamente, ensina a atuar segundo a antiga tradição espiritualista do Oriente, estabelecendo assim um intercâmbio entre as correntes espiritualistas do Ocidente e do Oriente.</p>
<p>Segundo relatos de vários espiritualistas, no final do século 19, no Oriente, houve uma fusão entre duas importantes fraternidades. Tratava-se da Fraternidade da Cruz, que divulga os ensinamentos de Jesus, e a Fraternidade do Triângulo, ligada à tradição espiritual oriental. Após essa união, as duas fraternidades &#8211; consideradas Fraternidades Brancas &#8211; consolidaram uma série de práticas e trabalhos espirituais que resultaram na formação da Fraternidade da Cruz e do Triângulo.</p>
<p>Seus membros usam vestes brancas com cintos e emblemas de tonalidade azul-clara esverdeada. Sobre o peito, trazem suspensa uma corrente com um triângulo lilás luminoso, no qual se encontra uma cruz em forma de lírio, símbolo que exalta a obra de Jesus e da mística oriental. O que os mentores informam é que todos os discípulos da Fraternidade que se encontram reencarnados na Terra são profundamente devotados às duas correntes espiritualistas.</p>
<p>Em seu trabalho no plano espiritual, Ramatís supervisiona as tarefas ligadas aos discípulos na Metrópole Astral do Grande Coração. Segundo informações de seus psicógrafos, atualmente ele participa de um colegiado no Astral de Marte. Os discípulos dessa ordem cultuam os ensinamentos de Jesus, que foi o elo definitivo entre todos os instrutores terráqueos, assim como a sabedoria e o trabalho espiritual de Antúlio, de Hermes, de Buda, de Confúcio e de Lao-Tsé.</p>
<p>Esse é um dos motivos pelos quais os seguidores de Ramatís na Terra &#8211; embora profundamente devotados ao pensamento cristão &#8211; também têm profundo respeito pela espiritualidade do Oriente.</p>
<p>Ensinamentos e Mensagens</p>
<p>A temática ensinada e discutida nas obras de Ramatís é sempre apresentada a partir de um enfoque universalista, e também encontra paralelo nos temas abordados por André Luiz e outros espíritos do bem. Em suas psicografias.</p>
<p>Descrição de RamatÍs</p>
<p>A aparência de Ramatís, conforme geralmente é apresentada em pinturas e desenhos, deve-se às visões de vários médiuns que entram em contato com ele, recebendo suas mensagens. Ele é apresentado como um espírito que surge envolto em uma luminosidade intensa, com uma aura amarelo-clara com nuanças douradas, circundada por traços finos em azul celeste e carmim.</p>
<p>Seu traje é composto por uma capa que se estende até seus pés, além de uma túnica com mangas muito longas, ajustada por um cinto largo, esverdeado e tão luminoso quanto o restante de suas vestimentas. As calças são fechadas nos tornozelos. A textura das vestes lembra a da seda, imaculada e brilhante, como se fosse feita da pétala de um maravilhoso lírio translúcido. Os sapatos são de cetim azul esverdeado, amarrados por cordões dourados que se enlaçam atrás, acima do calcanhar, à moda dos antigos gregos.</p>
<p>A cabeça é coberta por um turbante com muitas pregas, tendo no meio uma cintilante esmeralda, ornamentada por vários cordões finos de várias cores, que lhes caem sobre os ombros.</p>
<p>Sobre o peito, ele carrega uma corrente,formada de pequenos elos, da qual pende um triângulo de suave luminosidade, emoldurando uma delicada cruz. Sua indumentária sugere a sua posição iniciática, mas sem deixá-la clara; parece uma mistura de culturas, desde o traje até os seus acessórios, parecem banhar-se tanto na cultura oriental quanto ocidental. Embora possa parecer exótico, diz-se que esse tipo de vestimenta era comum aos altos sacerdotes da antiga Atlântida.</p>
<p>Ramatís acrescenta temas e mensagens que, geralmente, são abordados pelos chamados ocultistas, esclarecendo pontos obscuros das práticas espirituais.</p>
<p>Outro aspecto interessante no trabalho de Ramatís é o quanto suas revelações e profecias encontram semelhança com as de outros videntes, mencionados no livro Mensagens do Astral.</p>
<p>O ponto central das mensagens e do trabalho de Ramatís &#8211; que é seguido por diversas casas espíritas que recebem suas indicações espirituais – é a postura universalista e não-sectária, que permite absorver os conhecimentos espirituais das mais diversas linhas, convergindo dessa forma para uma união semelhante à que se dá no plano etérico entre as fraternidades da Cruz e do Triângulo, refazendo a máxima hermética de que o macrocosmo e o microcosmo estão correlacionados e se influenciam.</p>
<p>Segundo relatos, numa conferência pública realizada em 1969, no Instituto de Cultura Espírita do Brasil, o médium Hercílio Maes disse que recebeu informações dos espíritos superiores referentes tanto à atuação de Emmanuel e Chico Xavier, quanto à de Ramatís e do próprio Hercílio Maes, assim como de outros integrantes de futuras equipes de trabalhos espiritualistas. A idéia é que cada qual teria sua função e atuação específica, no sentido de constituir um amplo movimento de unificação que resultaria na implantação, no futuro, de um só rebanho para um só pastor: Jesus Cristo.</p>
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		<title>Francisco Cândido Xavier</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Dec 2010 23:59:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zagalima</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cândido]]></category>
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		<description><![CDATA[Francisco Cândido Xavier, mais conhecido por Chico Xavier, considerado o médium do século e o maior psicógrafo de todos os tempos, nasceu em Pedro Leopoldo, pequena cidade do estado de Minas Gerais, Brasil, no dia 2 de Abril de 1910.

Filho de um operário pobre e inculto, João Cândido Xavier, e de uma lavadeira chamada Maria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Francisco Cândido Xavier, mais conhecido por Chico Xavier, considerado o médium do século e o maior psicógrafo de todos os tempos, nasceu em Pedro Leopoldo, pequena cidade do estado de Minas Gerais, Brasil, no dia 2 de Abril de 1910.</p>
<p><object width="640" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/MVK1VzdX63c?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/MVK1VzdX63c?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"></embed></object></p>
<p>Filho de um operário pobre e inculto, João Cândido Xavier, e de uma lavadeira chamada Maria João de Deus, falecida em 1915, quando o filhinho contava apenas com 5 anos de idade. Na altura tinha mais 8 irmãos, tendo todos sido distribuídos por vários familiares e pessoas amigas. Como órfão de mãe em tenra idade, sofreu muito em casa de pessoas de precária sensibilidade.</p>
<p>Aos nove anos seu pai, já casado novamente, empregou-o como aprendiz numa indústria de fiação e tecelagem. De manhã, até às 11 horas, freqüentava a escola primária pública, depois trabalhava na fábrica até às 2 horas da madrugada. Aprendeu mal a ler e a escrever. Quando concluiu o pequeno curso da escola pública empregou-se como caixeiro numa loja e mais tarde como ajudante de cozinha e café.</p>
<p>Em 1933 o Dr. Rômulo Joviano, administrado da Fazenda Modelo do Ministério da Agricultura, em Pedro Leopoldo, deu ao Jovem Xavier uma modesta função na Fazenda e lá se tornou um pequeno funcionário público em 1935, tendo trabalhado consecutivamente até finais dos anos cinqüenta, altura em que foi aposentado por invalidez (doença incurável nos olhos), com a categoria de escrevente datilógrafo . Não podemos deixar de registrar, sob pena de cometermos grave omissão, que durante as décadas que esteve ao serviço do Ministério da Agricultura, jamais &#8212; não obstante a sua precária saúde e trabalho doutrinário, fora das horas de serviço &#8212; deu uma única falta ou gozou qualquer tipo de licença, conforme documentos facultados pelo M. A. Em finais da mesma década de cinqüenta, vai residir em Uberaba &#8211; MG, por motivos de saúde e a conselho médico, onde permanece até hoje e apenas com a sua magra reforma (aposentadoria).</p>
<p>As suas faculdades mediúnicas são extraordinárias, Sua mediunidade (capacidade natural de ser intermediário entre o plano material e o plano espiritual) manifestou-se, quando tinha 4 anos de idade, pela clarividência e clariaudiência, pois via e ouvia os Espíritos e conversava com eles sem a mínima suspeita de que não fossem homens normais do nosso mundo. Já como jovem e depois como adulto, muitas vezes não diferencia de imediato os homens dos Espíritos. Aos 5 anos, já órfão de mãe, esta manifestou-se várias vezes junto dele encorajando-o e <a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/chico-xavier1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1917" style="margin: 3px;" title="chico-xavier[1]" src="http://gruapgo.org/alvorecer/wp-content/uploads/2010/12/chico-xavier1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>dizendo-lhe que não poderia ir para casa porque estava em tratamento, mas que enviaria um bom anjo que juntaria novamente a família. Esse bom anjo foi a D. Cidália, a segunda esposa de João Xavier, que para casar com o seu pai fez questão de reunir todos os filhos do primeiro casamento e lhe daria depois mais cinco irmãos.</p>
<p>Quando tinha 17 anos, fundou-se o grupo espírita Luiz Gonzaga , onde rapidamente desenvolveu a psicografia, isto é, a faculdade de escrever mensagens dos Espíritos. Época em que se desligaria da Igreja Católica onde deu os primeiros passos na espiritualidade, mas onde não encontrava explicação para os fenômenos que se passavam com ele, designadamente a perseguição de espíritos inferiores de que era alvo. O padre que o ouvia nas confissões foi um conselheiro, um verdadeiro pai e não o dissuadiu do caminho que iniciou no Espiritismo, mas abençoou-o e nunca deixou de ser seu amigo.</p>
<p>No centro espírita começou a psicografar poemas notáveis de famosos poetas mortos, num nível literário tão elevado que os próprios companheiros do grupo não conseguiam atingir integralmente o seu conteúdo. Muitos desses poetas eram totalmente desconhecidos do meio, nomeadamente alguns portugueses: António Nobre, Antero de Quental, Guerra Junqueira e João de Deus. A 9 de Julho de 1932, seria publicada a célebre PARNASO DE ALÉM-TÚMULO , a sua primeira obra psicografada que iria abalar os meios intelectuais do Brasil e tornar conhecida a pacata Pedro Leopoldo.</p>
<p>O estilo dos 56 poetas mortos, entre os quais vários portugueses, era precisamente idêntico ao estilo dos mesmos enquanto vivos, informavam os literatos das academias e universidades dos grandes centros culturais do Brasil, embora não soubessem explicar o fenômeno. Seria o início da sua imponente obra mediúnica que hoje já ultrapassa os 350 livros.</p>
<p>Bastava apenas um desses livros para constituir um roteiro seguro para o homem na Terra rumo à sua alforria, à sua felicidade. Seus ensinamentos revivem plenamente o Evangelho de Jesus e as lições do Consolador que Kardec &#8212; o discípulo fiel de Jesus &#8212; nos legou com tanto sacrifício e renúncia.</p>
<p>Mas de mil entidades espirituais nos deram informações através das suas abençoadas mãos, provando à saciedade a imortalidade do Espírito e a sua comunicabilidade com os homens. Mas falar de Chico Xavier é falar de EMMANUEL que indelevelmente estará ligado à sua missão. Esse venerando Espírito é o seu protetor espiritual e manifestou-se-lhe pela primeira vez de forma ostensiva em 1931, acompanhado-o desde então até hoje. A respeito desse Benfeitor espiritual nos diz o próprio médium:<br />
Lembro-me de que num dos primeiros contactos comigo, ele me preveniu que pretendia trabalhar ao meu lado, por tempo longo, mas que eu deveria, acima de tudo, procurar os ensinamentos de Jesus e as lições de Allan Kardec e disse mais que, se um dia, ele, Emmanuel, algo me aconselhasse que não estivesse de acordo com as palavras de Jesus e Kardec, que eu devia permanecer com Jesus e Kardec, procurando esquece-lo.</p>
<p>Emmanuel propõe ainda ao jovem Xavier mais três condições para com ele trabalhar: 1ª condição, DISCIPLINA 2ª condição, DISCIPLINA, 3ª condição, DISCIPLINA.</p>
<p>Entre as muitas dezenas de obras mediúnicas de Emmanuel, destacamos os cinco documentos históricos, retirados dos arquivos do plano espiritual, que constituem autênticas obras primas de literatura, e que nos mostram o nascimento do cristianismo e a sua paulatina adulteração logo nos primeiros séculos da era. São os romances mediúnicos baseados em fatos verídicos: HÁ 2000 ANOS &#8230; (a autobiografia de Emmanuel, a história do orgulhoso senador romano Publico Lentulus), 50 ANOS DEPOIS , AVE, CRISTO , RENÚNCIA e PAULO E ESTEVÃO (a história de um coração extraordinário, que se levantou das lutas humanas para seguir os passos do Mestre, num esforço incessante ). Esta última obra, de 553 paginas, por si só justificaria a missão mediúnica de Chico Xavier, segundo o erudito J. Herculano Pires.</p>
<p>Em 1943 começara a utilizar a mediunidade do abnegado médium uma nova entidade espiritual que assinará as suas mensagens com o nome André Luiz. Quem não conhece, mesmo aqui em Portugal, a quadra:</p>
<p>Não se irrite. SORRIA<br />
Não critique. AUXILIE<br />
Não grite. CONVERSE<br />
Não acuse. AMPARE</p>
<p>André Luiz é o pseudônimo utilizado por um espírito que foi médico e cientista na sua última existência e que desencarnou numa clínica do Rio de Janeiro pelo início da década de trinta. É considerado o verdadeiro repórter de além-túmulo. Relata-nos numa séria de 11 livros a experiência do seu pensamento, as dificuldades iniciais, o reencontro com familiares e conhecidos que o precederam na partida para o plano espiritual a observação e as expedições de estudo junto de Espíritos de elevada evolução. Esses relatos começam com o já célebre, livro NOSSO LAR (nome duma cidade do plano espiritual), hoje traduzido em vários idiomas, entre eles o Japonês e o Esperanto e que já vai na 40ª edição em Português, com 800.000 exemplares editados até hoje. Obra que também iria causar e ainda causa uma certa polemica. Nessa série de reportagens a alma humana é profundamente escalpelizada, e onde se confirma na prática os ensinamentos que Jesus nos legou há dois milênios atrás e que Kardec relembra e amplia tão bem sob orientação do Espírito de Verdade. Um dia, no futuro, os médicos, os psicólogos, os sociólogos, etc., ficarão admirados pela sabedoria neles contida, que já no século XX se encontrava no Planeta, apontando diretrizes segura para a felicidade e paz entre os homens.</p>
<p>A obra monumental de Chico Xavier que se considera, segundo suas próprias palavras: um servidor humilde &#8212; humilde no sentido da desvalia pessoal , jamais serviu para beneficiar materialmente a sua pessoa. Todos os direitos autorais foram cedidos graciosamente a instituições espíritas, nomeadamente à Federação Espírita Brasileira, e a instituições de solidariedade social. Quando as autoridades públicas lhe concedem títulos de cidadania (mais de cem já lhe foram concedidos) diz que o mérito não é para ela mas para os Espíritos e sobretudo para a Doutrina Espírita que revive os ensinamentos de Jesus na sua plenitude e que ele não passa de um poste obscuro para a colocação do aviso de que a Doutrina Espírita foi premiada com essas considerações públicas .</p>
<p>Há que registrar também que várias centenas de instituições de solidariedade social forma criadas e inspiradas no seu exemplo e obra: orfanatos, escolas para os pobres, lares de deficientes, sopas dos pobres, campanhas do quilo, ambulatórios médicos, alfabetização de adultos, bibliotecas, etc., etc.<br />
Antes de encerrarmos estas notas gostaríamos de registrar ainda o seu ponto de vista em relação às outras doutrinas, filosofias e ideologias, aliás que são o do próprio Espiritismo, mas passemos-lhe novamente a palavra:<br />
Nosso amigo espiritual, Emmanuel, nos aconselha a respeitar crenças, preconceitos, pontos de vista e normas de quaisquer criaturas que não pensem como nós, mas adverte-nos que temos deveres intransferíveis para com a Doutrina Espírita e que precisamos guardar-lhe a limpidez e a simplicidade com dedicação sem intransigências e zelo sem fanatismo .</p>
<p>Estes são alguns dos traços biográficos desse abnegado bem-feitor que renunciou a tudo para que o mundo seja um pouco melhor e que dá pelo nome simples de Chico Xavier.</p>
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